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João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Após decisão de Antonio Joaquim, TCE-MT inicia monitoramento sobre descentralização ambiental

 

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) deu início ao monitoramento das ações para a descentralização ambiental em Mato Grosso, onde 63% dos municípios dependem do Estado para licenciar e fiscalizar atividades de impacto ambiental. O trabalho verificará o cumprimento de decisão do conselheiro Antonio Joaquim, que em 2025 estabeleceu obrigações para que prefeituras e governo avancem na transferência das competências. 

Em reunião entre as equipes da 6ª Secretaria de Controle Externo (Secex) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), nesta semana, foram debatidos os primeiros passos para o trabalho, que resulta de levantamento realizado pelo TCE. O diagnóstico revelou atraso no processo: 51 municípios ainda não iniciaram a adesão, 20 estão com o processo paralisado e 16 em tramitação.

Diante de limitações financeiras e técnicas dos municípios, Antonio Joaquim reforçou o papel da ação integrada. “Entre os principais entraves para a efetivação da descentralização estão a falta de recursos, carência de profissionais qualificados e apoio técnico insuficiente do Estado. Então, para superar esse cenário, precisamos de ações estruturadas e coordenadas entre os entes federativos”, afirmou o relator.

Durante a reunião com a Sema, o secretário da 6ª Secex, Edson Reis de Souza, explicou que neste primeiro momento, a abordagem não é punitiva. “Estamos dialogando com a Sema, entendendo os impactos e, na sequência, vamos avançar no diálogo com os municípios para encontrar o melhor caminho. A ideia é fazer com que eles se adequem e realizem essa transição.”

Na ocasião, a superintendente de Gestão da Descentralização e Desconcentração da pasta, Helen Farias Ferreira, destacou que o envolvimento do TCE-MT já começou a trazer resultados. “A partir do momento em que o Tribunal passou a cobrar, principalmente os municípios menores começaram a se preocupar mais com isso. Foi um trabalho de suma importância”, relatou.

As determinações de Antonio Joaquim estabelecem ainda que os municípios elaborem um Plano de Providências com medidas e cronograma para efetivar a adesão. Ao Estado, o relator recomendou apoio técnico e administrativo às prefeituras e criação de programa de capacitação para gestores, além da publicação da lista de municípios habilitados.

O que muda na prática

A descentralização ambiental é prevista pela Lei Complementar nº 140/2011, que divide entre União, estados e municípios a responsabilidade de licenciar, fiscalizar e monitorar atividades de impacto ambiental. Na prática, quando um município assume essa gestão, passa a ser responsável por atividades como oficinas mecânicas, armazéns, silos, clínicas médicas, pequenos abatedouros e obras de drenagem.

“Quando o município não é descentralizado, a Sema vai até lá, faz a vistoria e, se houver alguma irregularidade, pode embargar a atividade e ir embora. Já quando o município é descentralizado, o atendimento é local, mais próximo, mais rápido e menos oneroso para o cidadão e para o empreendedor”, ressalta Helen. 

Neste contexto, Edson reforça o impacto direto para a população e na proteção dos biomas. “Essa é uma política nacional e uma política de Estado importante para os nossos biomas, Cerrado, Amazônia e Pantanal. Essa decisão segue a linha do próprio conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, que entende que é uma política de Estado que impacta diretamente o cidadão."

Sérgio Ricardo destaca qualificação contínua em abertura de MBA com ministro Antonio Anastasia

 

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o papel da qualificação contínua de gestores e servidores públicos para o avanço da administração pública, ao abrir oficialmente a nova turma do MBA em Gestão de Cidades, nesta segunda-feira (13). A aula magna, sobre tendências da administração pública brasileira, foi proferida pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Antonio Anastasia.

Para o presidente, o combate às desigualdades do estado é o principal motivo para os investimentos em qualificação e planejamento feitos pelo Tribunal. "Nós não temos gestores que se elegem todos os anos preparadíssimos em gestão pública. É por isso que estamos nessa marcha. Somos todos servidores da população e temos que entregar resultados", afirmou. Sérgio Ricardo também justificou a escolha de Anastasia para abrir a segunda edição da pós-graduação. "É preciso ter esse despertar e o Tribunal de Contas está despertando quando traz, por exemplo, o ministro Anastasia, que é uma das cinco pessoas no Brasil com mais autoridade para falar em gestão pública", disse. Com mais de 40 anos de trajetória no serviço público, incluindo os cargos de governador, senador e secretário de Estado por Minas Gerais, o ministro pontuou que a qualidade dos serviços públicos é fundamental para a própria estabilidade democrática. "Onde os serviços públicos falham, a própria democracia se fragiliza, porque as pessoas passam a duvidar: para que Estado? Para que governo?", alertou.  Sendo assim, a profissionalização é fundamental para o desenvolvimento. "O serviço público de qualidade é o maior antídoto, o melhor remédio para termos a garantia do bom funcionamento do Estado e da credibilidade que as pessoas têm nas instituições", completou.  Anastasia também falou sobre o novo modelo de atuação dos Tribunais de Contas. “O controle externo passou até o papel muito mais pedagógico, de modo a orientar a administração formalmente onde existem falhas de assessoria ou de conhecimento", declarou. Neste contexto, chamou a atenção para a atuação dos conselheiros do TCE-MT. “É um tribunal de contas modelo e recebe sempre nosso reconhecimento”. Esse viés orientativo foi reforçado pelo coordenador da pós-graduação, conselheiro Alisson Alencar.  “Nosso desejo é que os gestores acertem sempre. Eles precisam encontrar as melhores soluções para a administração pública e entregar os melhores resultados para a sociedade. Isso inicia-se com o esclarecimento, com a orientação.” Impacto social 

Neste cenário, a qualificação sustenta outros eixos fundamentais, como o planejamento. "Não há gestão pública eficaz sem um bom planejamento. A prática de apagar incêndio é sempre momentânea, resolve aquele incêndio, mas não resolve as causas”, pontuou o vice-presidente do TCE-MT e supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Waldir Teis. “Conhecimento é eficiência, é eficácia na vida pública", acrescentou.  Representando o Poder Judiciário estadual, o desembargador Rodrigo Curvo salientou o impacto da iniciativa para a sociedade. “Esse tipo de atividade permite concretizar uma série de princípios da Constituição da República relacionados à legalidade, à publicidade e à eficiência. O principal beneficiário é o jurisdicionado.” Conforme a defensora pública-geral do Estado, Maria Luziane Ribeiro de Castro, quando as políticas públicas não são eficientes, é na Defensoria que muitas delas chegam. “Em 2025, atendemos 649 mil pessoas. Então, esse trabalho de formação e capacitação precisa chegar desde o principal gestor até aquele que está na porta da prefeitura, para que acolha e entenda a realidade dessa população." Já o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William Brito Júnior, destacou a combinação entre experiência acadêmica e trajetória na gestão pública dos palestrantes. "Vocês não poderiam ter escolhido melhor pessoa para ministrar esse curso, pois antes de tudo ele é um grande professor, conhecedor da gestão pública tanto na teoria como na prática", afirmou. O MBA Com 142 municípios representados e mais de 1.500 gestores e servidores inscritos, o MBA está estruturado em 24 módulos a serem ministrados por especialistas de diferentes áreas até outubro. A pós-graduação é promovida em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), que também mantém com o TCE-MT, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público um programa de doutorado interinstitucional.  O diretor da Escola de Direito da Fadisp, Thiago Matsushita, ressaltou a abrangência da iniciativa, que já alcança quase 100% dos municípios mato-grossenses, e os esforços do Tribunal como formador de recursos humanos. "Estamos trabalhando para conseguir chegar nas 12 cidades que ainda faltam. Vamos fazer uma busca ativa para atingir a totalidade dos municípios", afirmou. Também participaram da solenidade o corregedor-geral do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antônio Maluf; o ouvidor-geral, conselheiro Antonio Joaquim; o conselheiro aposentado Ubiratan Spinelli; o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes; o controlador-geral do Estado, Paulo Farias Nazareth Neto; o secretário de Controle Externo do TCU em Mato Grosso, Renê de Oliveira Júnior; o professor doutor da Fadisp Lauro Ishikawa; e a juíza auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Alethea Assunção Santos.  A aula magna foi transmitida ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube, com certificação aberta também a participantes externos ao curso.

TCE-MT realiza sessão ordinária do Plenário Presencial nesta terça-feira (14)

 

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza, a partir das 14h30 desta terça-feira (14), sessão ordinária do Plenário Presencial, com transmissão ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo Canal do TCE-MT no YouTube. 

A pauta contempla a apreciação das contas anuais de gestão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e da Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT), referentes ao exercício de 2024. 

Está prevista ainda a análise da homologação de duas tutelas provisórias de urgência referentes a processos envolvendo as Prefeituras de Nova Xavantina e Aripuanã, além de uma representação de natureza externa proposta para apurar possíveis irregularidades em certame ligado à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sefaz).

A pauta foi publicada no Diário Oficial de Contas (DOC) da última terça-feira (7) - clique aqui e confira a pauta completa.

TCE-MT reforça estoque do MT-Hemocentro com campanha de doação de sangue

 

A imagem é uma fotografia de ambiente interno que retrata uma mulher sentada em uma poltrona reclinável branca durante um procedimento médico. Ela veste uma camiseta vermelha, calça jeans azul e óculos de grau, e possui um crachá pendurado no pescoço. Um acesso venoso está inserido em seu braço direito, conectado a uma máquina de hemodiálise branca com um visor digital que exibe informações numéricas. À direita da poltrona, há uma mesa com equipamentos médicos, incluindo um monitor, um frasco de soro e diversos dispositivos. Ao fundo, à esquerda, observa-se uma parede branca e, à direita, uma estante com caixas empilhadas. Uma tomada elétrica branca é visível na parede, acima da máquina.
1ª Campanha de Doação de Sangue de 2026 do TCE-MT.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) contribuiu para o reforço do estoque de sangue do MT-Hemocentro com a realização da 1ª Campanha de Doação de Sangue de 2026, promovida nos dias 9 e 10 de abril. A ação, coordenada pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, por meio do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), integra um ciclo de três campanhas previstas para este ano.

A iniciativa deve beneficiar centenas de pacientes e contribuir para o tratamento de quase 3.300 pessoas com patologias sanguíneas somente em Cuiabá. “Já nesta primeira campanha tivemos uma procura grande dos servidores, que, inclusive, indicaram a ação para seus familiares. Toda nossa equipe esteve disponível para dar apoio e conforto no momento da coleta, pois quem está doando está aqui para salvar vidas”, explicou Antônia Martins Bezerra, assistente no NQVT.

Tony Ribeiro/TCE-MTA ação é coordenada pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, por meio do NQVT.
A ação é coordenada pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas, por meio do NQVT.

A enfermeira do MT-Hemocentro, Rosa de Correia da Silva, destacou a parceria com o TCE-MT para continuidade da assistência médica no estado. “Parcerias são fundamentais para ajudar a subir o estoque de sangue. Aqui já conseguimos um volume expressivo de bolsas, sendo que, para cada bolsa de sangue coletada, até quatro vidas serão salvas. Por isso, agradecemos ao Tribunal de Contas por essa ação que tem por objetivo salvar vidas.”

As campanhas promovidas pelo TCE-MT também impactam na formação de novos doadores. É o caso de Luiz Guilherme da Costa e Silva, que atua no gabinete do conselheiro Campos Neto. “Há quase quatro anos, participei de uma campanha daqui do Tribunal e, desde então, não parei de fazer doações. Esta é uma campanha extremamente importante porque facilita o acesso de quem quer doar.”

Tony Ribeiro/TCE-MTA iniciativa deve beneficiar centenas de pacientes
A iniciativa deve beneficiar centenas de pacientes

Para doar, é necessário ter idade entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 kg, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas e estar saudável. Também é necessário apresentar documento oficial com foto, físico ou digital.

Além das campanhas do TCE, as doações podem ser feitas na sede do Hemocentro, na Rua 13 de Junho, nº 1.055, próximo ao Hospital Geral.

Agendamento

O atendimento pode ser agendado pelo site oficial da unidade (https://mthemocentro.saude.mt.gov.br/), pelo WhatsApp (65) 98433-0624 ou pelos telefones (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.

O banco de sangue funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e fornece atestado de comparecimento ao doador.

Sessão do Plenário Virtual desta semana tem 147 processos em pauta

 

A sessão do Plenário Virtual do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) que começa nesta segunda-feira (13) conta com 147 processos em pauta. Entre eles, está o levantamento especial para avaliar os procedimentos da Prefeitura de Alto Taquari relacionados ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Clique aqui e confira a pauta completa.

Está prevista ainda a apreciação das contas anuais de gestão da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom-MT), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT) e da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, todas referentes ao exercício de 2024.

Com prazo de uma semana, a sessão do Plenário Virtual segue até sexta-feira (17) e prevê também julgamento de representações de natureza externa, pedidos de rescisão, revisões, aposentadorias e pensões.

Os documentos referentes aos processos são disponibilizados no Portal do TCE-MT na abertura da sessão, tanto para os envolvidos quanto para a sociedade, incluindo os votos dos conselheiros. A pauta foi publicada no Diário Oficial de Contas (DOC) do último dia 1º.

Gestão da Qualidade

O Plenário Virtual está entre os sete produtos de excelência do TCE-MT. Certificado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com o selo ISO 9001, o instrumento integra o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), cuja validação foi renovada em 2024 e permanece vigente até 2027.

TCE-MT moderniza gestão de processos e substitui sistema Control P

 

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso lança, nesta quinta-feira (16), o Processo de Contas Eletrônico (PCe), plataforma que substituirá o Control P no gerenciamento de processos em ambiente digital. Desenvolvida pela Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (STI), a solução deve simplificar fluxos internos e aumentar a produtividade das equipes.

“A implantação do PCe representa a superação de um modelo legado, substituindo o Control P por uma solução mais moderna, segura e aderente às demandas atuais do controle externo”, disse o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, ao avaliar que a novidade trará mais confiabilidade ao acompanhamento processual.

De acordo com o secretário-executivo da STI, Reginaldo Hugo Szezupior dos Santos, entre os principais avanços da ferramenta está o módulo de Autos Digitais, que garantirá melhor organização, controle e visualização dos documentos, tornando mais simples e segura a análise das informações. 

"A solução permitirá a tramitação eletrônica entre setores e entre servidores de uma mesma unidade, garantindo mais agilidade, eficiência e padronização dos fluxos internos", afirma. 

O sistema também contará com autenticação em dois fatores integrada ao Keycloak, reforçando os mecanismos de segurança, rastreabilidade e controle de acesso conforme os perfis institucionais.

Público externo

O lançamento inclui o PCe Juris, módulo externo da plataforma voltado a cidadãos, advogados, gestores públicos, que poderão protocolar documentos, solicitar habilitação e vista em processos, encaminhar sustentações orais e acompanhar em tempo real o andamento processual, com notificações instantâneas sobre movimentações. 

Na prática, a novidade elimina barreiras físicas e amplia o acesso aos serviços do Tribunal, fortalecendo a política de transparência e aproximação com a sociedade.

Para o subsecretário de Sistemas da SETI, Rodrigo Matos Medeiros, o sucesso do PCe é resultado direto do comprometimento da equipe técnica envolvida no projeto. “Esse avanço só foi possível graças ao empenho, à competência e ao senso de propósito da nossa equipe de desenvolvimento, que atuou com excelência em todas as etapas, desde a concepção até a entrega da solução. Trata-se de um trabalho coletivo, construído com responsabilidade, inovação e foco em gerar valor real para o Tribunal e para a sociedade”, concluiu.

TCE-MT promove capacitação do Programa Nacional de Transparência Pública nesta quarta-feira (15)

 

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza, nesta quarta-feira (15), a partir das 9h, o treinamento do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP) de 2026. A capacitação está prevista no cronograma nacional do Programa, que chega no 5° ciclo neste ano, e tem como objetivo repassar as diretrizes gerais do ciclo 2026 e as principais alterações metodológicas e ferramentais.

Voltado aos responsáveis pelos Portais da Transparência, como controladores internos e servidores municipais e estaduais, o treinamento será transmitido ao vivo pelo canal do TCE-MT no YouTube. Clique aqui para se inscrever 

O PNTP é estruturado em ciclos anuais e utiliza metodologia padronizada em todo o país. O programa é dividido em três etapas: a autoavaliação, conduzida pelas próprias unidades gestoras; a validação dos portais que atingem níveis de qualidade certificáveis, realizada pelos tribunais de contas; e a fase da garantia de qualidade, uma revisão final no âmbito da Atricon. Após há a divulgação dos resultados por meio do Radar Nacional da Transparência Pública, sob responsabilidade da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

Como forma de incentivar a melhoria contínua, os portais que atingem mais de 75% dos critérios estabelecidos recebem selos de qualidade Damante, Ouro ou Prata, reconhecendo boas práticas em transparência pública.

De acordo com o coordenador nacional do Programa e ouvidor-geral do TCE-MT, conselheiro Antonio Joaquim, o PNTP tem um papel estratégico na consolidação de uma gestão mais aberta, acessível e responsável. "Ao capacitar os agentes públicos e padronizar critérios em todo o país, garantimos não apenas o cumprimento da legislação, mas, sobretudo, o direito do cidadão de acompanhar, compreender e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos. Transparência de qualidade é um instrumento essencial de controle social e de fortalecimento da democracia.”

Avanço em Mato Grosso

O fortalecimento das ações de transparência tem refletido diretamente nos indicadores do estado. Em 12 meses, o índice de transparência de Mato Grosso saltou de 65,59%, em 2024, para 70,20%, em 2025, conforme dados do Radar Nacional da Transparência Pública.

O PNTP é liderado pela Atricon, pelo TCE-MT e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com apoio do Instituto Rui Barbosa (IRB), da Associação Brasileira de Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) e do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci).

Antonio Joaquim apresenta panorama da educação inclusiva em Mato Grosso e cobra ações dos municípios

 

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Antonio Joaquim debateu caminhos para o avanço da educação especial inclusiva no estado, nesta quinta-feira (9). Com quase 11.000 estudantes com Deficiência, Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD), altas habilidades ou superdotação e surdocegueira, as redes municipais enfrentam desafios que vão desde a falta de atendimento especializado até a acessibilidade inadequada.

Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) do TCE-MT, o conselheiro liderou painel sobre o tema durante o 15º Fórum Estadual Extraordinário da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), destacando a contradição entre os dados apresentados e os resultados econômicos do estado. "Mato Grosso é o quarto PIB do Brasil. Contraditória essa riqueza, essa potência e essa pobreza social", avaliou.

Para o conselheiro, os números revelam um problema estrutural que não se resolve apenas com boa vontade. "Inclusão exige um sistema preparado. É preciso ter recursos adequados, ter o atendimento especial. Não dá pra fazer por vontade, por voluntarismo.”

Nesse contexto, reforçou também a urgência da inclusão do tema nos orçamentos. "Não tem solução para nada se não tiver dinheiro, se não tiver dinheiro público disponível e vontade política disponível."

Diagnóstico expõe fragilidades na rede municipal

O diagnóstico realizado nos 142 municípios do estado identificou 10.490 estudantes com deficiência matriculados nas escolas municipais. Desse total, 739 alunos, distribuídos em 18 municípos, estão na escola mas não recebem atendimento de profissional de apoio especializado ou AEE.

Entre os principais gargalos mapeados estão ainda: 96 municípios declararam não possuir Centro de Atendimento Educacional Especializado, 36 municípios não contam com a parceria das equiupes de saúde e de assistência social local, 122 municípios possuem algum tipo de barreira nas condições de acessibilidade e 35 municípios não oferecem formação continuada aos profissionais.

Além disso, 28 redes não têm planejamento estruturado para a área, 74 não possuem sistema de monitoramento de aprendizagem e 82 não preveem recursos orçamentários para o setor. Os dados, contudo, podem não refletir a realidade, já que as informações são declaradas pelos próprios gestores.

Recomendação já chegou aos municípios

Diante deste cenário, o TCE-MT expediu nota recomendatória a todas as prefeituras, com destaque para as 80 ainda exigiam laudo médico como condição para que estudantes acessassem o AEE. A prática contraria a legislação federal e pode resultar em punição aos responsáveis pelo órgão.

"80 municípios exigem a apresentação de laudo médico para vaga. Não pode, não tem que exigir laudo médico. A lei é clara, então você tem que enfrentar isso", salientou o conselheiro.

Conselheiro participou do 15º Fórum Estadual Extraordinário da Undime-MT.
Conselheiro participou do 15º Fórum Estadual Extraordinário da Undime-MT.

Chamado aos gestores

A ausência de gestão compartilhada entre municípios e Estado é um dos nós centrais do cenário identificado. Dos 142 municípios mato-grossenses, 80 não têm coordenação com o governo estadual na área. "Tem que ter gestão compartilhada, tem que ter consciência que a gente não vive em nenhuma ilha", afirmou.

Antonio Joaquim anunciou ainda que Mato Grosso sediará, nos dias 10 e 11 de junho, um Seminário Nacional da Educação Especial Inclusiva, promovido em parceria com a Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa (IRB). O encontro apontará caminhos para superar os gargalos identificados.

Desafios para a efetivação da educação inclusiva

Ao apresentar os dados estaduais, a secretária-executiva da Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Cassyra Vuolo, evidenciou fragilidades estruturais na implementação da política de educação inclusiva nos municípios. Segundo o diagnóstico, apenas 42% das escolas municipais dispõem de Atendimento Educacional Especializado (AEE), enquanto 68 prefeituras ainda não asseguram a abertura antecipada de matrículas para estudantes com deficiência, em desacordo com as normativas vigentes.

Adicionalmente, foi identificado que 43 municípios realizam a matrícula de estudantes com deficiência exclusivamente em instituições ou classes de educação especial, dissociadas da rede regular de ensino, o que suscita questionamentos quanto à efetiva garantia do princípio da inclusão e à persistência de práticas segregadoras no sistema educacional.

Diante desse cenário, destacou a necessidade de atuação proativa por parte dos gestores municipais, no sentido de reverter indicadores negativos por meio de planejamento, implementação e monitoramento de políticas públicas efetivas. Ressaltou-se que os municípios com piores desempenhos devem utilizar os dados como instrumento de gestão, orientando a tomada de decisão para a promoção de avanços concretos na inclusão educacional.

A apresentação integrou a programação do 15º Fórum Estadual Extraordinário da UNDIME-MT, realizado entre os dias 8 e 10 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, sob o tema “Gestão Educacional Municipal: Equidade, Financiamento e Implementação de Políticas Públicas”.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT    E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br      Telefone: 3613-7561