As brincadeiras infantis, embora consideradas supérfluas para muitos adultos, têm importância primordial para o desenvolvimento da criança, tanto dentro de casa como nas escolas. Elas atuam com o agentes sociabilizadores que ajudam na resolução de problemas de dificuldade intelectual na sala de aula, encoraja as crianças a suportarem o tempo de estudos, a interpretar o “mundo” de regras que orienta esse espaço de escolarização, facilita a aprendizagem social, além de estimular a criação de novos laços afetivos com a incorporação de valores da vida social.
Para o professor-pesquisador da Faculdade de Educação Física e do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação da UFMT, Cleomar Ferreira Gomes, as brincadeiras, naturalmente, por terem um caráter espontâneo, começam a sumir, mais ou menos na “idade da razão”, ali por volta da pré-adolescência. “Essa fase é quando a criança prefere encontro com as pessoas, mais que com os objetos infantis”, explica.
Com a tecnologia, as brincadeiras infantis foram modernizadas, mas, conforme Gomes, essa situação não pertence apenas à contemporaneidade. Em todas as épocas do percurso da humanidade, o homem, com seu poder de imaginação criadora, incluiu artefatos tecnológicos. A boneca significava para as meninas dois eventos, um preparatório e outro definitivo da função da mulher, ou os carrinhos uma extensão tecnológica da invenção da roda destinada aos meninos. |