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Membro de facção que aliciava jovens a emprestarem contas bancárias para crimes é preso

 

Membro de facção que aliciava jovens a emprestarem contas bancárias para crimes é preso
Jovens recebiam valores irrisórios relacionados a crimes de roubos e estelionato, enquanto grupo criminoso ficava com a maior parte do dinheiro subtraído

Um homem de 31 anos, apontado como integrante de facção criminosa, responsável por recebimento de Pix relacionados a crimes praticados pelo grupo criminoso teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (1), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças. Na operação, foram cumpridas nove ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão. 

O suspeito é apontado como responsável pelo recrutamento de jovens para o uso de contas bancárias em um esquema de repasse de valores obtidos por meio de roubos e estelionatos, com movimentações realizadas via Pix.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Tangará da Serra tiveram início após um casal ser mantido refém no município. Na ocasião, criminosos invadiram uma residência e obrigaram as vítimas a realizar transferências bancárias.

O rastreamento das transações revelou que os beneficiários estavam ligados a moradores de Barra do Garças. Com o avanço das investigações, foi possível identificar que o suspeito preso era o responsável por aliciar jovens para disponibilizar suas contas bancárias, muitas vezes recém-abertas em bancos digitais.

Em troca, eles recebiam quantias pequenas, enquanto os valores expressivos eram imediatamente redirecionados a contas controladas pela facção. Parte desses jovens já havia recebido depósitos provenientes de golpes e assaltos anteriores, reforçando o uso do esquema como ferramenta para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Com base nas provas levantadas, a Justiça autorizou nove medidas cautelares, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante a operação, objetos usados na prática criminosa foram apreendidos e serão periciados.

Após ter a ordem de prisão cumprida, o suspeito foi encaminhado para a cadeia pública de Barra do Garças, à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar todos receptadores dos valores desviados pelo grupo criminoso.

Gerentes de facção que ordenaram 22 mortes são alvos da PC em VG e mais 4 municípios

 

Gerentes de facção que ordenaram 22 mortes são alvos da PC em VG e mais 4 municípios
Também são cumpridos mandados em Rondonópolis, Mirassol, Araputanga, Cáceres e quatro unidades prisionais [Fotos - PJC]

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Mirassol D’Oeste, deflagrou, nesta quinta-feira (2), a Operação Véu Caído, para investigar a atuação de gerentes de uma facção criminosa em Mirassol D’Oeste e na região da fronteira oeste de Mato Grosso com a Bolívia.

Equipes das Delegacias de Mirassol D’Oeste, da Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis (Derf-Roo) e da Polinter, com apoio da Polícia Penal, cumprem 13 mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Os investigados também são alvos de ordens de sequestro de bens e de quebra de sigilo bancário e fiscal.

Os mandados estão sendo cumpridos em Rondonópolis, Várzea Grande, Mirassol, Araputanga e Cáceres, sendo que seis são em quatro unidades prisionais do Estado.

As investigações apontaram que o grupo investigado foi responsável por determinar a morte de, ao menos, 22 pessoas entre 2024 e 2025, 15 no primeiro ano e sete no segundo, além de atuar no tráfico de drogas e em outros delitos ligados a uma facção criminosa atuante em Mato Grosso.

“A operação visa atingir a rede de apoio deles na criminalidade, além dos próprios gerentes. Os alvos se concentram em Rondonópolis, mas há também em Várzea Grande. Há cerca de cinco alvos já presos e com novos mandados de prisão, e três deles também com busca e apreensão nas celas”, disse o delegado de Mirassol D’Oeste, Gustavo Ataide, responsável pela investigação.

O nome da operação, Véu Caído, tem relação a vários codinomes e laranjas utilizados pelos gerentes (as pessoas que determinavam as mortes) para ocultar as identidades verdadeiras deles, sendo uma alusão à quebra do disfarce, à revelação do que estava oculto.

As investigações da operação Véu Caído tiveram participação do Ministério Público, da inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar, da Delegacia de Polícia de Cáceres e Delegacia de Polícia de Araputanga.

Morador de Várzea Grande é alvo de operação suspeito de integrar grupo de apologia ao nazismo

 

Morador de Várzea Grande é alvo de operação suspeito de integrar grupo de apologia ao nazismo
Investigações identificaram um homem suspeito de atuar nas atividades criminosas em meios digitais [Fotos - PJC]

A Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), deflagrou na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Encômio, para cumprimento de mandado de busca e apreensão e de acesso a dados telemáticos com foco na repressão de crime de apologia ao nazismo no Estado. 

A investigação conduzida por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e Gerência de Inteligência Cibernética, da Diretoria de Inteligência, da Polícia Civil, identificou um morador de Várzea Grande, suspeito de integrar grupos extremistas, com orientação neonazista em aplicativos de mensagens.

A investigação teve início após a Abin procurar a Polícia Civil de Mato Grosso para realização de trabalhos interagências, trazendo informações que apontavam atividades criminosas, no meios digitais, relacionadas à apologia ao nazismo, tipificada no art. 20 da Lei nº 7.716/1989, no Estado de Mato Grosso. 

A partir das informações, a equipe da DRCI realizou diligências que confirmaram a identidade e o endereço do investigado, além de levantar outros elementos que indicavam sua vinculação a grupos extremistas. 

Diante das provas reunidas, foi representado pela expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar e pessoal, com autorização de acesso a dispositivos eletrônicos e armazenamento em nuvem, que foram deferidos pela 2ª Vara Criminal de Várzea Grande. 

O delegado titular da DRCI, Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, ressaltou a importância da integração institucional no combate a crimes de ódio e extremismo, destacando que o trabalho conjunto entre a Abin e a Polícia Civil demonstra a força da cooperação entre as agências de segurança pública e inteligência do Estado brasileiro. 

“A atuação da DRCI, com apoio da Diretoria de Inteligência, reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso no enfrentamento a práticas criminosas que atentam contra a democracia e a ordem pública”, destacou o delegado.

Conforme pontuou o superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, os indivíduos radicalizados “além de recrutarem outros indivíduos para agirem em nome da ideologia que defendem, nesse caso o neonazismo, reconstroem sua identidade social até demonstrar disposição para agir violentamente em nome dessa ideologia".

O gestor complementou que "na área de Inteligência, ninguém faz nada sozinho. Em situações como essa, a Abin, a PJC/MT e outros órgãos parceiros atuam preventiva e conjuntamente, para impedir a mobilização para o ato violento e a ameaça à sociedade”.

A divulgação de símbolos e mensagens de exaltação ao nazismo constitui crime e que denúncias anônimas podem ser encaminhadas para Polícia Civil por meio do número 197.

Nome da operação

Encômio que significa discurso de elogio a algo ou alguém faz referência a atuação do investigado que enaltecia o nazismo nos meios digitais.

Menores são apreendidos e confessam que mataram homem após calote em programa sexual

 

Menores são apreendidos e confessam que mataram homem após calote em programa sexual
Menores de 15 e 16 anos devem responder pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto qualificado

A Polícia Civil elucidou, em rápida ação investigativa, o crime de homicídio e ocultação de cadáver ocorrido na cidade de Sinop, nesta quarta-feira (1).

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada em razão da localização de um corpo às margens do Rio Garças, apresentando sinais de violência. A vítima foi identificada como Hudson da Silva, 38 anos.

Imediatamente, foram iniciadas as diligências para identificação e prisão da autoria do crime. No decorrer da investigação, os policiais conseguiram levantar evidências da participação de dois adolescentes, de 15 e 16 anos de idade, que confessaram o envolvimento no crime.

De acordo com os relatos colhidos pelos menores, no dia 29 de setembro de 2025, a vítima contratou um dos adolescentes para realizar serviços de limpeza em sua residência.

Após o início dos trabalhos, ambos, que já se conheciam, passaram a ingerir bebida alcoólica e convidaram o segundo adolescente. No decorrer do dia, após discussões motivadas por desentendimentos de ordem pessoal, os dois adolescentes decidiram matar o homem.

Eles confessaram que cometeram o crime pois a vítima não pagou R$ 1 mil para cada após um programa sexual.

Conforme as apurações, um dos investigados desferiu golpes contra Hudson com um pé de cabra, enquanto o outro o estrangulou com o uso de uma toalha. Em seguida, os adolescentes subtraíram diversos pertences da vítima, incluindo joias que, posteriormente, foram vendidas.

Ainda segundo os depoimentos, por volta da 01h da madrugada do dia 1º de outubro, os adolescentes retornaram ao local do crime, removeram o corpo e o lançaram no Rio Garças, além de tentarem destruir o veículo da vítima.

Com base nos elementos colhidos e nas confissões formais, os adolescentes foram conduzidos à DHPP, em Sinop, sendo autuados em flagrante pelos atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e furto qualificado.

Quatro envolvidos em sequestro de mulher e roubo de R$ 200 mil são presos pela PC em Cuiabá

 

Quatro envolvidos em sequestro de mulher e roubo de R$ 200 mil são presos pela PC em Cuiabá
Vítima foi obrigada a realizar diversas transferências via Pix. Suspeitos foram presos quando tentavam sacar parte do dinheiro

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, prendeu em flagrante, nessa quarta-feira (1), quatro suspeitos de participação em um roubo ocorrido na terça-feira (30), em Primavera do Leste, quando uma mulher, de 48 anos, foi rendida e levada para um cativeiro em Poxoréu.

No dia do crime, a vítima foi obrigada a realizar transferências via Pix de suas contas para diversas pessoas, além de ter seu veículo roubado.

A vítima contou que foi rendida pela quadrilha, em sua residência em Primavera do Leste, por volta das 14 horas, e mantida em cárcere privado em Poxoréu. Ela foi coagida a ficar seminua, espancada e forçada a realizar diversas transferências bancárias, via Pix, que juntas somam R$ 200 mil. 

Por causa do carro, que foi localizado pela Polícia Militar enquanto a vítima ainda estava em poder dos criminosos, ela foi encontrada. Houve um confronto entre a Força Tática e o grupo no cativeiro e dois suspeitos foram presos e dois foram mortos. A vítima foi libertada em seguida.

Após o registro do boletim de ocorrência, a vítima foi ouvida na Delegacia de Polícia de Primavera do Leste. A Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá foi acionada e conseguiu identificar um dos beneficiários das transferências, que foi localizado pelos investigadores em um condomínio de Cuiabá.

O suspeito estava trabalhando em uma obra e foi conduzido à Delegacia de Estelionato de Cuiabá, onde foi ouvido e afirmou ter vendido sua conta-corrente para um desconhecido por R$ 100.

As investigações e buscas continuaram e as equipes foram até um mercado, no bairro Altos da Glória, em Cuiabá, onde flagraram dois homens e uma mulher sacando dinheiro no caixa eletrônico. Os valores eram provenientes do roubo. Diante disso, os três foram conduzidos para a delegacia. Com eles, foram apreendidos R$ 4,2 mil, que haviam acabado de ser sacados.

Todos foram autuados em flagrante pelo delegado Gustavo Godoy por roubo qualificado e associação criminosa. As investigações continuam e serão realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Primavera do Leste.

Polícia Federal deflagra operação contra crimes de abuso infantojuvenil em Cuiabá

 

Polícia Federal deflagra operação contra crimes de abuso infantojuvenil em Cuiabá

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (1), a Operação Alerta, voltada ao combate de crimes relacionados ao abuso infantojuvenil.

Policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, em residência localizada na cidade de Cuiabá. A investigação teve início a partir de denúncias recebidas, que apontavam para a prática de atos de importunação sexual e produção de material com conteúdo ilícito envolvendo adolescentes.

Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos que serão submetidos à análise pericial. O material coletado auxiliará na confirmação dos fatos investigados e poderá contribuir para a identificação de novas vítimas e envolvidos.

A Polícia Federal reafirma seu compromisso no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes e destaca a importância da colaboração da sociedade por meio de denúncias.

Embora o termo "pornografia" ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o mais adequado nessas situações é referir-se a crimes de "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual de crianças e adolescentes", pois a nomenclatura ajuda a dar a real dimensão da violência infligida às vítimas desses crimes tão devastadores.

Além disso, a Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura, e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento — como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador — pode ajudar a identificar situações de risco.

É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.