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Justiça recebe denúncia do MPE e "Dono da Quebrada", "Playboy" e mais 13 viram réus

 

Justiça recebe denúncia do MPE e "Dono da Quebrada", "Playboy" e mais 13 viram réus
“Dono da Quebrada” e apontado como líder da quadrilha

Conteúdo/ODOC - A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra 15 pessoas investigadas na Operação Ludus Sordidus, deflagrada em agosto pela Polícia Civil. Entre os réus estão Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dono da Quebrada” e apontado como líder da quadrilha, e o influenciador Dainey Aparecido da Costa, conhecido como Deniz Bet ou “Playboy”.

A decisão é assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta quinta-feira (2).

De acordo com a investigação, o grupo integrava uma organização criminosa ligada a uma facção, com atuação em bairros como Osmar Cabral e Jardim Liberdade, em Cuiabá. O esquema envolvia jogos de azar, estelionatos, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Sebastião de Amorim foi denunciado por integrar organização criminosa, contravenção penal por jogos de azar e associação para o tráfico de drogas.

Já Ozia Rodrigues, o “Shelby”, responde por organização criminosa e contravenção penal de jogo de azar. Pelos mesmos crimes foram denunciados Dainey da Costa, o “Playboy”, Renan Curvo da Costa e Paulo Augusto e Silva Dias.

Por lavagem de dinheiro, foram acusados Eduardo Henrique Nascimento dos Santos, Jheine Rodrigues Pinheiro (cunhada do Dono da Quebrada), Ronaldo Queiroz de Amorim Júnior, Ronaldo Queiroz de Amorim, Elizângela Ferreira da Silva Visdomino, Lorrainy Waleska Amorim dos Santos, Pâmela Cristina Tamarossi Bastos, Rafael Aparecido Queiroz de Amorim Veiga e William Ângelo de Freitas.

O réu Weberton Pedro da Silva também foi denunciado por integrar organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.

Na decisão, o juiz ainda determinou que o Ministério Público Estadual (MPE) se manifeste sobre o possível arquivamento do inquérito em relação a outros investigados: Edson Salva, Oziane Alves Rodrigues, Lincoln Tadeu Sardinha Costa, José Antônio de Almeida, Joanilson de Lima Oliveira e Luiz Rogério de Jesus.

As investigações começaram em dezembro de 2023, depois que o grupo criminoso impediu a realização de uma reunião comunitária no Jardim Liberdade, em Cuiabá, em uma tentativa de demonstração de poder. Segundo a Polícia Civil, a motivação teria sido política, já que a irmã de um dos investigados era pré-candidata a vereadora.

A partir desse episódio, a GCCO e a Draco instauraram inquérito e identificaram a estrutura da facção, que monopolizava práticas criminosas em parte da cidade.

Segundo a polícia, o Dono da Quebrada controlava o tráfico de drogas, os jogos ilegais e os golpes de estelionato, usando como fachada ações sociais e a posição de presidente de um time amador.

As investigações apontam ainda que ele recebia 10% dos lucros de uma plataforma de apostas ilegais, além de valores obtidos com o tráfico de drogas e fraudes em sites de compra e venda pela internet.

Dois são mortos pela Polícia Militar após sequestro de mulher e roubo de R$ 200 mil em MT

 

Dois são mortos pela Polícia Militar após sequestro de mulher e roubo de R$ 200 mil em MT
Vítima foi agredida durante ação criminosa e obrigada a fazer diversas transferências bancárias; dois comparsas foram presos

Policiais militares da Força Tática do 11º Comando Regional resgataram, na noite desta terça-feira (30), uma mulher de 48 anos, mantida em cárcere privado, em Poxoréu. Na ação, as equipes recuperaram dois veículos roubados, prenderam dois homens suspeitos do crime e outros dois integrantes da quadrilha morreram, após confronto com os militares.

Durante o desdobramento da Operação Tolerância Zero, os policiais militares receberam informações da Polícia Rodoviária Federal sobre um veículo modelo HB20, utilizado para cometer crimes na região.

Os policiais militares reforçaram o policiamento e flagraram o condutor do carro, mencionado na denúncia, junto com outro suspeito, que conduzia um Honda ZRV, sentindo ao município de Campo Verde. A dupla tentou fugir, mas foi abordada em seguida.

Os militares identificaram que o segundo veículo tinha registro de roubo. Questionado sobre o caso, o homem apresentou diversas informações controversas. No entanto, ele confessou que foi contratado para levar o veículo até Cuiabá, em troca da recompensa de R$ 1 mil. Já o comparsa, que estava no HB20, receberia o valor de R$ 500 para fazer a escolta. 

As equipes tentaram manter contato com a proprietária do carro, porém sem sucesso. Posteriormente, dirigiram-se até a casa da vítima e encontraram o local com sinais de invasão. Além disso, todos os cômodos do imóvel estavam revirados. 

Diante da situação, um dos suspeitos repassou um endereço, localizado no bairro Vale Verde, onde supostamente a vítima estava sendo mantida refém. Assim que os policiais chegaram, outros dois suspeitos atiraram contra as equipes, que revidaram à injusta agressão. 

Dois homens foram baleados na ação. Os policiais militares acionaram uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou a morte de Luiz Martins e Marcos Lima, de 23 e 20 anos, respectivamente. A vítima foi socorrida pelos militares com diversas lesões pelo corpo.

A vítima contou que foi rendida pela quadrilha, em sua residência, por volta das 14 horas, e mantida em cárcere privado. Ela foi coagida a ficar seminua, espancada e forçada a realizar diversas transferências bancárias, via Pix, que juntas somam R$ 200 mil. 

A mulher ressaltou que os suspeitos tentaram resgatar um investimento de aproximadamente R$ 500 mil e que, após obter o montante, pretendiam executá-la e ocultar o corpo em uma área de mata, aos fundos da própria residência. Os criminosos também exigiram cartões e senhas bancárias da vítima. 

A vítima reforçou que foi agredida com coronhadas na cabeça, enforcada, pisoteada e torturada psicologicamente, pois os suspeitos a ameaçaram com abuso sexual. Os policiais conduziram a vítima até uma unidade de saúde para atendimento médico. 

Na ação, os policiais apreenderam, ainda, dois revólveres calibre .38 e um tablete de substância análoga à maconha. Os suspeitos, veículos, armamentos e entorpecentes recolhidos foram entregues à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

Polícia Civil prende homem condenado por maus-tratos e morte contra menores

 

Polícia Civil prende homem condenado por maus-tratos e morte contra menores
Ele ainda precisa cumprir pena de 8 anos e 1 mês em regime fechado

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Guiratinga, cumpriu, nesta terça-feira (30), um mandado de prisão em desfavor de um homem de 40 anos, condenado pelo crime de maus-tratos contra menores com resultado morte.

O mandado foi expedido pela Vara Única da Comarca de Guiratinga, com determinação de regressão de regime e cumprimento da pena restante de 8 anos e 1 mês em regime fechado.

Os fatos

As investigações apontaram que os crimes ocorreram entre os anos de 2000 e 2011, em dias e locais alternados. Na época, o Ministério Público também denunciou a mãe e a avó paterna das crianças, que foram igualmente condenadas e presas.

Conforme apurado, os denunciados expuseram à situação de risco duas crianças, uma menina de 3 anos e um menino de 6 anos, que estavam sob sua guarda e responsabilidade, privando-as de alimentação adequada e dos cuidados indispensáveis à saúde.

A violência e a negligência resultaram, em 05 de fevereiro de 2011, na morte da menina de 3 anos. Já o menino, que também apresentava sinais de desnutrição e doença, foi encaminhado pelo Conselho Tutelar a atendimento médico e posteriormente levado para um abrigo na cidade.

Importância da denúncia

A Polícia Civil reforça a importância das denúncias em casos de abandono, maus-tratos e violência contra crianças, destacando que a participação da sociedade é fundamental para salvar vidas e interromper ciclos de violência.

Membro de facção que aliciava jovens a emprestarem contas bancárias para crimes é preso

 

Membro de facção que aliciava jovens a emprestarem contas bancárias para crimes é preso
Jovens recebiam valores irrisórios relacionados a crimes de roubos e estelionato, enquanto grupo criminoso ficava com a maior parte do dinheiro subtraído

Um homem de 31 anos, apontado como integrante de facção criminosa, responsável por recebimento de Pix relacionados a crimes praticados pelo grupo criminoso teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (1), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças. Na operação, foram cumpridas nove ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão. 

O suspeito é apontado como responsável pelo recrutamento de jovens para o uso de contas bancárias em um esquema de repasse de valores obtidos por meio de roubos e estelionatos, com movimentações realizadas via Pix.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Tangará da Serra tiveram início após um casal ser mantido refém no município. Na ocasião, criminosos invadiram uma residência e obrigaram as vítimas a realizar transferências bancárias.

O rastreamento das transações revelou que os beneficiários estavam ligados a moradores de Barra do Garças. Com o avanço das investigações, foi possível identificar que o suspeito preso era o responsável por aliciar jovens para disponibilizar suas contas bancárias, muitas vezes recém-abertas em bancos digitais.

Em troca, eles recebiam quantias pequenas, enquanto os valores expressivos eram imediatamente redirecionados a contas controladas pela facção. Parte desses jovens já havia recebido depósitos provenientes de golpes e assaltos anteriores, reforçando o uso do esquema como ferramenta para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Com base nas provas levantadas, a Justiça autorizou nove medidas cautelares, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Durante a operação, objetos usados na prática criminosa foram apreendidos e serão periciados.

Após ter a ordem de prisão cumprida, o suspeito foi encaminhado para a cadeia pública de Barra do Garças, à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar todos receptadores dos valores desviados pelo grupo criminoso.

Gerentes de facção que ordenaram 22 mortes são alvos da PC em VG e mais 4 municípios

 

Gerentes de facção que ordenaram 22 mortes são alvos da PC em VG e mais 4 municípios
Também são cumpridos mandados em Rondonópolis, Mirassol, Araputanga, Cáceres e quatro unidades prisionais [Fotos - PJC]

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Mirassol D’Oeste, deflagrou, nesta quinta-feira (2), a Operação Véu Caído, para investigar a atuação de gerentes de uma facção criminosa em Mirassol D’Oeste e na região da fronteira oeste de Mato Grosso com a Bolívia.

Equipes das Delegacias de Mirassol D’Oeste, da Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis (Derf-Roo) e da Polinter, com apoio da Polícia Penal, cumprem 13 mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Os investigados também são alvos de ordens de sequestro de bens e de quebra de sigilo bancário e fiscal.

Os mandados estão sendo cumpridos em Rondonópolis, Várzea Grande, Mirassol, Araputanga e Cáceres, sendo que seis são em quatro unidades prisionais do Estado.

As investigações apontaram que o grupo investigado foi responsável por determinar a morte de, ao menos, 22 pessoas entre 2024 e 2025, 15 no primeiro ano e sete no segundo, além de atuar no tráfico de drogas e em outros delitos ligados a uma facção criminosa atuante em Mato Grosso.

“A operação visa atingir a rede de apoio deles na criminalidade, além dos próprios gerentes. Os alvos se concentram em Rondonópolis, mas há também em Várzea Grande. Há cerca de cinco alvos já presos e com novos mandados de prisão, e três deles também com busca e apreensão nas celas”, disse o delegado de Mirassol D’Oeste, Gustavo Ataide, responsável pela investigação.

O nome da operação, Véu Caído, tem relação a vários codinomes e laranjas utilizados pelos gerentes (as pessoas que determinavam as mortes) para ocultar as identidades verdadeiras deles, sendo uma alusão à quebra do disfarce, à revelação do que estava oculto.

As investigações da operação Véu Caído tiveram participação do Ministério Público, da inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar, da Delegacia de Polícia de Cáceres e Delegacia de Polícia de Araputanga.

Morador de Várzea Grande é alvo de operação suspeito de integrar grupo de apologia ao nazismo

 

Morador de Várzea Grande é alvo de operação suspeito de integrar grupo de apologia ao nazismo
Investigações identificaram um homem suspeito de atuar nas atividades criminosas em meios digitais [Fotos - PJC]

A Polícia Civil de Mato Grosso, em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), deflagrou na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Encômio, para cumprimento de mandado de busca e apreensão e de acesso a dados telemáticos com foco na repressão de crime de apologia ao nazismo no Estado. 

A investigação conduzida por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e Gerência de Inteligência Cibernética, da Diretoria de Inteligência, da Polícia Civil, identificou um morador de Várzea Grande, suspeito de integrar grupos extremistas, com orientação neonazista em aplicativos de mensagens.

A investigação teve início após a Abin procurar a Polícia Civil de Mato Grosso para realização de trabalhos interagências, trazendo informações que apontavam atividades criminosas, no meios digitais, relacionadas à apologia ao nazismo, tipificada no art. 20 da Lei nº 7.716/1989, no Estado de Mato Grosso. 

A partir das informações, a equipe da DRCI realizou diligências que confirmaram a identidade e o endereço do investigado, além de levantar outros elementos que indicavam sua vinculação a grupos extremistas. 

Diante das provas reunidas, foi representado pela expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar e pessoal, com autorização de acesso a dispositivos eletrônicos e armazenamento em nuvem, que foram deferidos pela 2ª Vara Criminal de Várzea Grande. 

O delegado titular da DRCI, Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, ressaltou a importância da integração institucional no combate a crimes de ódio e extremismo, destacando que o trabalho conjunto entre a Abin e a Polícia Civil demonstra a força da cooperação entre as agências de segurança pública e inteligência do Estado brasileiro. 

“A atuação da DRCI, com apoio da Diretoria de Inteligência, reforça o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso no enfrentamento a práticas criminosas que atentam contra a democracia e a ordem pública”, destacou o delegado.

Conforme pontuou o superintendente da Abin em Mato Grosso, Felipe Midon, os indivíduos radicalizados “além de recrutarem outros indivíduos para agirem em nome da ideologia que defendem, nesse caso o neonazismo, reconstroem sua identidade social até demonstrar disposição para agir violentamente em nome dessa ideologia".

O gestor complementou que "na área de Inteligência, ninguém faz nada sozinho. Em situações como essa, a Abin, a PJC/MT e outros órgãos parceiros atuam preventiva e conjuntamente, para impedir a mobilização para o ato violento e a ameaça à sociedade”.

A divulgação de símbolos e mensagens de exaltação ao nazismo constitui crime e que denúncias anônimas podem ser encaminhadas para Polícia Civil por meio do número 197.

Nome da operação

Encômio que significa discurso de elogio a algo ou alguém faz referência a atuação do investigado que enaltecia o nazismo nos meios digitais.