Patrícia Sanches e Gabriela Galvão
Após uma longa reunião, os deputados anunciaram a ida de Sérgio Ricardo (PR) para o Tribunal de Contas. Segundo o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD), outros parlamentares externaram a vontade em assumir a cadeira deixada pelo conselheiro Alencar Soares mas, diante da intenção do republicano, recuaram. A decisão já era esperada, tendo em vista que, nos bastidores, o republicano nunca escondeu o desejo de integrar o Pleno do TCE. Dos 24 parlamentares, estavam ausentes somente Percival Muniz (PPS) e Gilmar Fabris (DEM).
Silval discutiu com os deputados uma série de assuntos, como a crise no MT Saúde, incentivos fiscais, impostos para pequenas empresas, rombo na saúde pública numa OS implantada em Colíder e a precariedade nas rodovias estaduais. A cobrança por liberação de emendas parlamentares tomou maior tempo da reunião. Silval reafirmou que cada deputado terá direito aos R$ 3 milhões já definidos nos projetos e que vai autorizar a liberação de imediato.
Quando entrou em debate a vaga no TCE a ser indicada pela Assembleia, o governador se retirou da reunião. Assim, os deputados aproveitaram para, ali mesmo no Paiaguás, promover a reunião do Colégio de Líderes. Definiu-se, então, o que já se esperava: indicação de Sérgio para o TCE. Apesar disso, o republicano continua evitando falar sobre o assunto e preferiu sair do gabinete do governador, sem conversar com a imprensa.
A sabatina de Sérgio acontece nesta quarta (9), às 9h, e deve ser apenas uma mera formalidade. Ele vai ser perguntado e questionado sobre algumas questões técnicas e, a exemplo do que ocorreu com a sabatina de Alencar, não há risco dos parlamentares reprovarem o nome de Sérgio. Com a saída dele da Assembleia, o republicano Mauro Savi assume o posto de primeiro-secretário. Savi, inclusive, se articula para chegar à presidência do Legislativo, cuja eleição acontece em julho e a posse em 31 de janeiro..
Na vaga de Savi na Mesa Diretora assume o terceiro-secretário Dilmar Dal Bosco (DEM). Airton Rondina, o Português (PSD), passa a ser o terceiro-secretário. Com isso, a quarta-secretaria fica vaga. O nome pode ser definido em reunião do Colégio de Líderes. Português está licenciado e Valdizete Nogueira (PSD) ocupa a cadeira.
No Pleno do TCE, Sérgio se junta aos conselheiro Antonio Joaquim, José Carlos Novelli, Valter Albano, Waldir Teis, Domingos Neto e ainda ao auditor-substituto Luiz Henrique de Lima, que substitui Humberto Bosaipo, afastado do órgão por determinação da Justiça. Com a missão de fiscalizar e apreciar balancetes dos órgãos públicos municipais e do Estado, cada conselheiro ganha mensalmente R$ 23 mil e possui prerrogativa de desembargador do Tribunal de Justiça. O cargo é vitalício.






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