Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

ANTONIO JOAQUIM Parece que foi ontem

 Após 26 anos, a lembrança da minha nomeação ao TCE-MT ainda me vem com nitidez

Parece que foi ontem. Dia 7 de abril de 2000.

A lembrança da minha nomeação ao Tribunal de Contas de Mato Grosso ainda me vem com nitidez, como se o tempo não tivesse passado com a velocidade que, hoje percebo, ele realmente passou.

São 26 anos de uma jornada que começou com expectativas, desafios e um profundo senso de responsabilidade pública.

Ao revisitar essa trajetória, o sentimento que emerge é uma mistura de saudosismo e gratidão.

Saudosismo pelas etapas vividas, pelas pessoas que caminharam ao meu lado e pelos momentos que ajudaram a construir quem sou hoje.

E gratidão pela oportunidade de servir ao Estado de Mato Grosso e o Brasil em diferentes frentes ao longo da vida pública.

Antes mesmo de chegar ao Tribunal de Contas, tive a honra de atuar no Parlamento.

Primeiro como um aguerrido deputado estadual, na trincheira da oposição, inclusive durante a Constituinte Estadual.

Fui o “brizolinha pantaneiro”, em referência ao guerreiro Leonel Brizola, nosso líder no PDT. Tinha como marcas de atuação a determinação e a lealdade.

Aprendi desde cedo que você pode ser firme, convicto, mas precisa sempre respeitar aliados e adversários.

Depois, na Câmara dos Deputados, vivi momentos especiais como deputado federal, um dos mais votados de Mato Grosso.

Foram experiências que moldaram minha compreensão sobre a importância das instituições e do compromisso com o bem comum.

No Governo Dante de Oliveira, pude contribuir com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do nosso Estado, em um período de grandes transformações estruturais em um Estado que estava quebrado, falido se o poder público pudesse falir.

Fui secretário de Infraestrutura e Secretário de Estado de Educação, com letras maiúsculas.

Disparado, a maior e mais inesquecível experiência, pelas marcas deixadas em minha trajetória pública. Vem desse período minha verdadeira paixão pela causa da educação pública.

Eu acredito no poder transformador da educação. Transforma a si, transforma o próximo. Transforma e melhora a sociedade.

Aproveito para homenagear todos aqueles que dedicam a vida ao ensino, a começar pela minha esposa Tânia, professora de carreira, minha educadora.

Mas foi no Tribunal de Contas que encontrei um espaço permanente de construção.

Aqui, ao longo desses anos, fortaleceu-se em mim a convicção de que o controle externo vai muito além da fiscalização da gestão dos recursos públicos: ele é instrumento de cidadania.

Por isso, sempre defendi o fortalecimento do controle social, como forma de aproximar a sociedade da gestão pública e, com a participação cidadã, retroalimentar o controle externo.

O cidadão está sempre onipresente. Quando participa, fala, denuncia, cobra, transforma a vida social e impulsiona as instituições.

Acredito que cidadãos bem-informados participam melhor, cobram melhor e ajudam a construir governos mais responsáveis.

Impossível não lembrar de iniciativas como o projeto Consciência Cidadã, que nasceram dessa crença. Não fui pai desse projeto, mas fui padrinho, padrasto.

Em nível nacional, tive a honra de contribuir para o desenvolvimento do sistema Tribunais de Contas.

Na presidência da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, trabalhei para mudar o foco da entidade, direcionando esforços para a melhoria concreta das nossas instituições de controle externo.

A Atricon, quando assumi, era uma instituição corporativa, voltada praticamente para o interesse do associado.

Como os Tribunais de Contas até hoje carecem de um conselho nacional que os organiza e fiscaliza, a exemplo do CNJ para o Poder Judiciário, e o CNMP, para o Ministério Público (órgãos de controle criados pela Emenda Constitucional 40), entendi que a Atricon tinha que organizar o sistema e lutar pela melhoria dos Tribunais de Contas brasileiros.

Parece um passado longínquo, mas em 2012, existiam tribunais de ponta e muitos abaixo da linha do aceitável.

Minha gestão foi um marco transformador. Falo isso pelo sem-número de homenagens que recebo constantemente por ter sido esse líder naquele momento histórico.

Foi um período de intensa dedicação, do qual resultaram iniciativas estruturantes, como o Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas, o MMD-TC, iniciado com outro nome o QATC, programa que avaliava a qualidade e agilidade dos tribunais.

Atualmente, todos os 33 Tribunais de Contas se submetem a essa avaliação. Com certeza, a evolução de todos passou por esse programa.

São 26 anos de uma jornada que começou com expectativas, desafios e um profundo senso de responsabilidade pública. Ao revisitar essa trajetória, o sentimento que emerge é uma mistura de saudosismo e gratidão

Para essa época da minha vida, homenageio a memória do saudoso conselheiro Salomão Ribas (TCE-SC).

Ele que inventou minha candidatura, em um congresso da Atricon em Belém (PA), uma ideia que teve a adesão de outros dois ícones, Thiers Montebello (TCM/RJ) e Chico Neto (TCM-BA).

Disse-me Salomão, secretamente: “Eu não posso, mas você, novo e pouco desconhecido, pode nos provocar um terremoto necessário”.

Como desafio pouco é bobagem, aceitei fui lançado aos leões. Não custa lembrar que, diferente do CNJ e CNMP, era e ainda é a mensalidade dos associados que banca o trabalho da Atricon de melhorar instituições públicas.

Por isso, fui amado, odiado, mas, felizmente, hoje exaltado.

Ver, anos depois, o avanço dessas e outras ações na Atricon e em todo o Sistema Tribunais de Contas, como o Programa Nacional de Transparência Pública - minha última contribuição nacional mesmo apenas como membro da entidade, proposta de 2021 - reforça a certeza de que cada esforço valeu e continua valendo a pena.

Logicamente, são conquistas que não pertencem a uma pessoa, mas a todos que acreditam na força das instituições.

No Tribunal de Contas de Mato Grosso, para além da atividade obrigatória voltada à fiscalização e o julgamento de contas públicas, uma das causas que mais têm mobilizado minha atuação é a educação pública, agora presidindo a Comissão Permanente de Educação e Cultura.

Em especial, a atenção à primeira infância e a defesa da construção de creches como política essencial para o futuro, com ajuda do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política de Educação (GAEPE), uma iniciativa de governança colaborativa. 

Cuidar das nossas crianças é, sem dúvida, o maior investimento que podemos fazer enquanto sociedade. Essa causa tem-me nutrido diariamente, em conjunto com a atuação como conselheiro ouvidor do TCE-MT.

Nessa área, basta lembrar que em menos de cinco anos, como trabalho de mobilização, orientação, treinamento, conseguimos influenciar e fazer com que praticamente todos os órgãos públicos tenham criado sua Ouvidoria Pública.

Ao olhar para trás, é impossível não sentir saudade. Mas é uma saudade serena, acompanhada do orgulho pelas sementes plantadas e pelos resultados alcançados.

O tempo passou — rápido, talvez até mais do que eu gostaria —, mas deixou marcas positivas, aprendizados e realizações.

Se hoje parece que foi ontem, é porque cada momento vivido foi significativo.

E é com esse mesmo espírito que sigo adiante, renovando o compromisso com o serviço público, com a ética e com a construção de um Estado cada vez melhor.

ANTONIO JOAQUIM é conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Portal vidas e Direitos Humanos

Portal vidas e Direitos Humanos 

TCE-MT inicia 5° ciclo do PNTP e reforça padronização da transparência pública no país

 

O ouvidor-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Antonio Joaquim, destacou a evolução da política de transparência no estado durante o treinamento do ciclo 2026 do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), realizado nesta quarta-feira (15).

Com transmissão ao vivo pela TV Contas (canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube, a capacitação marcou o início do quinto ciclo da iniciativa e reuniu responsáveis pelos portais de transparência de órgãos públicos em todo o estado, com orientações sobre as atualizações metodológicas e operacionais da nova etapa.

Coordenador nacional do PNTP, Antonio Joaquim ressaltou a importância do programa no fortalecimento da democracia. “Transparência significa democracia, significa estímulo ao controle social por meio do exercício da cidadania. Nosso país só vai melhorar a qualidade da representação política e da gestão com a participação popular”, acrescentou.

Metodologia e alcance

Na ocasião, o auditor público externo e secretário-executivo do PNTP, Volmar Bucco Júnior, explicou que o modelo de avaliação é baseado em 181 critérios e 514 itens de verificação, distribuídos em diferentes matrizes conforme o tipo de órgão ou poder. O sistema abrange todas as esferas e permite analisar as particularidades de cada estrutura administrativa.

“Isso gera impacto. Já são cinco ciclos envolvendo o Brasil inteiro no mesmo sistema. É algo inédito. O PNTP é um grande legado que o sistema de controle deixa para a sociedade”, disse.

Como forma de incentivar a melhoria contínua, os portais que atingem mais de 75% dos critérios estabelecidos recebem selos de qualidade Diamante, Ouro ou Prata, reconhecendo boas práticas em transparência pública.

O PNTP é liderado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas da União, com apoio do Instituto Rui Barbosa, da Associação Brasileira de Tribunais de Contas dos Municípios, do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas e do Conselho Nacional de Controle Interno.

Avanços e metas

Antonio Joaquim também chamou a atenção para o avanço dos índices no estado, superiores à média nacional. “Estamos com cerca de 70% de índice de transparência. Isso tem nos dado uma visibilidade muito grande para o sistema dos Tribunais de Contas”, disse.

De acordo com Volmar, Mato Grosso já alcançou a adesão de 100% das unidades gestoras ao programa. Entre 2024 e 2025, cerca de 60% dos portais de transparência apresentaram algum nível de aprimoramento. “Mesmo que a unidade não tenha recebido um selo ainda, houve avanço no índice. Isso nos deixa convictos de que estamos no caminho certo”, afirmou.

Agora, a meta é elevar o padrão de transparência de todos os entes públicos ao nível diamante. “As informações existem, a tecnologia existe e está cada vez mais acessível. O que precisamos é de vontade política e de pessoas comprometidas em fazer a diferença na gestão pública”, concluiu.

Campos Neto aponta execução de 93,33% do plano de fiscalização do TCE-MT e destaca trabalho da atual gestão

 

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Campos Neto destacou o alto nível de execução do Plano Bianual de Fiscalização 2024/2025 e elogiou o desempenho da atual gestão, sob presidência do conselheiro Sérgio Ricardo, na sessão ordinária desta terça-feira (15). O resultado indica a efetividade das ações do órgão, com reflexos em serviços públicos no estado.

“Tomei conhecimento do relatório de execução do Plano Bianual de Fiscalização de 2024/2025 e gostaria de parabenizar vossa excelência pelo cumprimento de 93,33% do que foi planejado. Esse é um resultado que demonstra o trabalho responsável da atual gestão com o controle dos recursos públicos”, afirmou Campos Neto.

Ao agradecer o reconhecimento, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, chamou a atenção para o trabalho conjunto da equipe técnica e demais membros da instituição, reforçando o compromisso com a transparência e com o avanço das políticas públicas em Mato Grosso.

“Estamos sempre empenhados, com nossa equipe e os demais conselheiros, em tornar esse trabalho cada vez mais reconhecido, transparente e eficiente. Nossa preocupação é sempre com a eficiência, que é isso que a gente prega a todos os gestores”, afirmou.

Na prática, o resultado do plano se reflete em fiscalizações realizadas em diferentes áreas da administração pública. Entre elas, a auditoria sobre o transporte escolar, conduzida em março de 2025 em 12 municípios, que vem subsidiando melhorias no serviço prestado.

As fiscalizações ordenadas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) são outro exemplo. A ação abrangeu 17 municípios, nos quais foram identificados problemas como falta de medicamentos e de informações ao público. Os processos resultaram em determinações para que as prefeituras apresentem planos de ação e façam as adequações necessárias.

TCE-MT mantém suspensa prorrogação de contrato de saneamento em Nova Xavantina

 

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspenso o termo aditivo que prorrogou por mais 30 anos o contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município de Nova Xavantina. A tutela provisória de urgência concedida em decisão singular do conselheiro Guilherme Antonio Maluf foi homologada por unanimidade na sessão ordinária desta terça-feira (14).

A medida tem origem em denúncia apresentada à Ouvidoria-Geral do TCE, que apontou prorrogação contratual antecipada e falhas no processo, como a ausência de consulta pública, de justificativa técnica e econômica e da participação da Câmara Municipal. 

Na denúncia, ficou demonstrado que o contrato com a empresa Serviços de Tratamento de Água e Esgoto Ltda (SETAE) foi firmado pelo prazo de 30 anos, com término previsto para 2032. No entanto, apesar de ainda restarem sete anos para prorrogação, a prefeitura realizou termo aditivo ao contrato administrativo, com efeitos imediatos, por mais 30 anos, até 2055.

Durante a sessão plenária, o relator do processo destacou que a falta de comprovação da vantajosidade do aditamento foi determinante para a concessão da tutela provisória. “Lembrando que estamos tratando aqui do aditamento do contrato, sendo que sua suspensão não vai interferir na continuidade da concessão”, esclareceu. 

Análise 

A decisão também se baseou em parecer técnico do Núcleo de Concessões e Parcerias Público-Privadas (NPP) do TCE-MT. Segundo o relator, todas as etapas regimentais foram cumpridas antes da concessão da cautelar, incluindo a oitiva das partes, manifestações da Secretaria de Controle Externo (Secex) e do Ministério Público de Contas (MPC).

Ao ratificar o voto, Guilherme Maluf apontou desconformidade do aditivo com a legislação, como a lei das concessões (Lei n.º 8.987/1995), especialmente pela ausência da audiência e consulta pública prévias, bem como a participação da Câmara Municipal. 

“Tal omissão configura violação aos princípios da transparência e da participação social. No aspecto econômico-regulatório, não observei comprovação da vantajosidade da prorrogação antecipada por 30 anos, nem adequada quantificação do eventual desequilíbrio financeiro”, argumentou o relator.  

Seguindo o voto do relator, o conselheiro Alisson Alencar reforçou a importância da participação popular no processo. “Estamos lidando com a prorrogação de um contrato de 30 anos que vai conduzir e executar políticas de saneamento básico da cidade, e a população, que custeia esse serviço, não foi consultada. Trata-se de uma imprudência e desrespeito com esta população que merece ser ouvida”, concluiu.

TCE-MT realiza terceiro módulo do MBA em Gestão de Cidades nesta sexta (17)

 

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza, nesta sexta-feira (17), o terceiro módulo do MBA em Gestão de Cidades, a partir das 8h30. A aula terá como tema "Metodologia do Trabalho de Conclusão de Curso: Pesquisa Aplicada e Projeto de Intervenção" e será realizada no auditório da Escola Superior de Contas, com transmissão ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube. 

O conteúdo será ministrado pelo professor Carlos Eduardo Silva e Souza, pós-doutor em Direito pela PUC/RS e mestre em Direito Agroambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Diretor da Faculdade de Direito da UFMT, ele também atua como professor nos cursos de graduação, mestrado e doutorado, além de integrar instituições acadêmicas como o Instituto Brasileiro de Estudos de Responsabilidade Civil, o Instituto Brasileiro de Direito Contratual e o Instituto Brasileiro de Estudos em Agronegócio.

Alinhada à estratégia institucional do conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, a pós-graduação tem como objetivo fortalecer a qualificação contínua de servidores e gestores municipais, para ampliar a capacidade técnica na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas. 

O módulo é mais uma etapa de formação dos mais de 1,5 mil inscritos na segunda edição do MBA, que é promovido em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp) e tem carga horária de 360 horas, distribuídas em 24 módulos organizados em sete blocos temáticos.

Alisson Alencar defende gestão mais ágil, eficiente e orientada a resultados em aula magna do MBA em Gestão de Cidades

 

Aula magna do MBA em Gestão de Cidades
Conselheiro Alisson Alencar participou da aula magna do MBA em Gestão de Cidades.

O coordenador do MBA em Gestão de Cidades, conselheiro Alisson Alencar, destacou a necessidade de uma gestão pública mais ágil, eficiente e orientada a resultados na abertura da aula magna com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Antonio Anastasia, nesta segunda-feira (13), no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Ao destacar a importância de “encurtar caminhos” na administração pública, o conselheiro defendeu o acesso direto a conhecimento de excelência como estratégia para melhorar a tomada de decisões e acelerar a entrega de resultados à sociedade.

Nesse sentido, Alisson Alencar salientou que a qualificação dos gestores públicos é uma política permanente do Tribunal. “A proposta do Tribunal de Contas, sob a liderança do presidente Sérgio Ricardo, é trazer os melhores nomes do Brasil para contribuir com a formação dos nossos gestores. Precisamos encurtar caminhos, encontrar soluções mais inteligentes e entregar resultados mais rápidos e efetivos à população. Isso passa, necessariamente, por orientação, capacitação e acesso ao conhecimento de excelência”, afirmou.

O conselheiro também destacou a dimensão da pós-graduação, realizada em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), que reúne mais de 1.500 gestores públicos de todas as regiões do estado. Segundo ele, a iniciativa tem caráter estratégico e contínuo. “Estamos formando líderes que estarão à frente dos 142 municípios de Mato Grosso, comprometidos com uma gestão pública mais moderna, eficiente e orientada a resultados."

A aula magna, cujo tema foi "Tendências da Administração Pública Brasileira", reuniu autoridades dos sistemas de controle, justiça e gestão pública, consolidando o MBA como uma das principais iniciativas de capacitação institucional do estado. O evento marca o início de uma nova etapa de formação voltada ao fortalecimento das administrações municipais e à melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados à população.

Maluf determina que SES-MT regularize contrato de UTI no Hospital Regional de Alta Floresta

 

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf determinou que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) regularize imediatamente o contrato para a operação de 10 leitos de UTI no Hospital Regional de Alta Floresta. Mesmo após decidir não prorrogar o acordo, o Estado vinha exigindo a continuidade dos serviços em caráter indenizatório, até a realização de nova licitação.

Concedida em julgamento singular, a tutela provisória de urgência resulta de representação de natureza externa proposta pela empresa APP Serviços Médicos Ltda., responsável pelo Contrato n.º 074/2025/SES-MT, que tem por objeto a prestação de serviços médicos de nefrologia, com fornecimento de equipamentos e insumos às UTIs.

"A manutenção da execução contratual em caráter indenizatório, sem a devida formalização jurídica, potencializa a ocorrência de pagamentos irregulares, com reflexos diretos sobre a regularidade da despesa pública e sobre a segurança jurídica das partes envolvidas", apontou o conselheiro em sua decisão. 

Segundo o processo, em janeiro de 2026 a Secretaria formalizou termo aditivo reajustando o contrato em 5,529730%, elevando o valor global para R$ 11,9 milhões. Semanas depois, contudo, mudou de posição, propôs uma redução de cerca de 17% no valor contratual alegando desvantajosidade e, às vésperas do vencimento, comunicou que não iria prorrogar o ajuste, exigindo a continuidade dos serviços ainda assim.

Para o relator, a pesquisa de preços que embasou a proposta de redução não demonstrou compatibilidade com a estrutura real de custos da operação, uma vez que "a redefinição dos valores indica, inicialmente, que se baseou em critérios estatísticos isolados, sem a devida demonstração de compatibilidade com a estrutura de custos necessária à execução do objeto."

Além disso, o conselheiro apontou indícios de falha no planejamento contratual e de motivação administrativa insuficiente para a alteração dos valores e a não prorrogação do ajuste. "A vantajosidade deve refletir solução que assegure a execução regular, contínua e eficiente do serviço, especialmente em contratações de natureza essencial e complexa", diz trecho do documento.

Frente ao exposto, o relator determinou que a SES-MT formalize um instrumento contratual válido ou promova uma nova contratação regular, garantindo em qualquer hipótese a continuidade dos atendimentos, até a decisão de mérito por parte do Tribunal.

TCE-MT aponta equilíbrio orçamentário e aprova contas da Seduc-MT de 2024

 

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) julgou regulares as contas anuais de gestão da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), referentes ao exercício de 2024. Sob relatoria do conselheiro Waldir Júlio Teis, o processo foi apreciado na sessão ordinária desta terça-feira (14). No balanço ficou evidenciado o equilíbrio orçamentário no período. O orçamento inicial da secretaria foi de R$ 5,2 bilhões, atualizado ao longo do exercício para R$ 5,8 bilhões. A arrecadação totalizou R$ 5,5 bilhões, enquanto o volume empenhado atingiu o mesmo valor. As despesas liquidadas somaram R$ 5,1 bilhões e os pagamentos realizados chegaram a R$ 5,1 bilhões, indicando que a maior parte das despesas previstas foi efetivamente executada dentro do exercício.

“Já o saldo de restos a pagar ao final do exercício foi de R$ 575,6 milhões, o que corresponde a 10,4% das despesas empenhadas, representando o menor patamar registrado nos últimos quatro anos, tanto em termos absolutos quanto proporcionais”, explicou o conselheiro.

Além disso, foi considerada a regularidade das contratações públicas. “A documentação técnica aponta cenário igualmente favorável, tanto em relação aos procedimentos licitatórios iniciados no exercício em análise quanto aos contratos administrativos examinados, sem identificação de irregularidades”, acrescentou.

Ao votar pela regularidade das contas, o conselheiro seguiu o parecer do Ministério Público de Contas (MPC) e acolheu sugestão apresentada pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf para que o Tribunal passe a monitorar o cumprimento das metas do Plano Estadual de Educação. Seu posicionamento foi acompanhado por unanimidade.

TCE-MT dá prazo para Estado e municípios estruturarem política de arborização urbana

 

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) deu 180 dias para que o governo elabore um plano com metas para ampliar a arborização urbana no estado. Por meio de nota recomendatória da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (COPMAS), aprovada na sessão ordinária desta terça-feira (24), também foram estabelecidas diretrizes e prazos para que os municípios integrem a expansão de áreas verdes aos seus planos diretores. 

De acordo com o documento, o planejamento deve prever ações permanentes de manutenção e manejo das espécies, com prioridade para árvores nativas e compatíveis com a infraestrutura das cidades. “Não se trata apenas de fiscalizar, mas de orientar os gestores para políticas públicas eficientes e sustentáveis.A ampliação planejada das áreas verdes é uma resposta concreta aos desafios climáticos, urbanos e sociais que os municípios enfrentam e precisa estar integrada ao planejamento das cidades”, explica o presidente do TCE-MT e da COPMAS, conselheiro Sérgio Ricardo.

Diante disso, o Estado deverá realizar um diagnóstico técnico da arborização urbana em todo o território, elaborar um plano estadual com metas de expansão, definir áreas prioritárias, estabelecer critérios para acesso a recursos públicos, promover a gestão regionalizada, prever incentivos, como o pagamento por serviços ambientais, e instituir mecanismos de fiscalização.

Cenário nacional reforça necessidade de planejamento

As recomendações consideram um problema nacional: 23,6% das cidades brasileiras têm mais da metade da população vivendo em ruas sem nenhuma árvore. Além disso, têm como base diagnóstico da Comissão que aponta baixa estruturação da política nas cidades mato-grossenses. Atualmente, apenas Cuiabá e Sinop tem iniciativas formais de plano, sendo a Capital a única a integrá-lo ao Plano Diretor. 

No caso de Cuiabá, a recomendação é que o município implemente o plano de arborização urbana em até 90 dias, com integração ao Plano Diretor. Além disso, devem ser realizadas audiências públicas e implantação de sistema de gestão com georreferenciamento para mapear espécies, identificar áreas prioritárias e monitorar o patrimônio arbóreo.

Já para os municípios com mais de 20 mil habitantes, o TCE orienta a elaboração ou revisão dos planos de arborização urbana, definição de metas e indicadores, realização de inventário arbóreo, previsão de recursos no orçamento e integração ao planejamento urbano. As prefeituras deverão encaminhar os planos, relatórios técnicos e indicadores ao Tribunal no prazo de até 120 dias.

Além disso, a estratégia deve ser integrada aos orçamentos públicos, com previsão no Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). As recomendações seguem diretrizes do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), que orienta a ampliação da cobertura vegetal nas cidades e a integração da arborização aos instrumentos de planejamento urbano e ambiental.

“Estamos atuando de forma preventiva e pedagógica, estimulando soluções estruturantes para os municípios. Cidades mais arborizadas são cidades mais saudáveis, resilientes e preparadas para o futuro”, concluiu Sérgio Ricardo.

TCE-MT integra PAC ao Platão e amplia eficiência, controle e transparência nas contratações públicas

 

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) integrou o Sistema PAC (Plano Anual de Contratação) ao Platão, inteligência artificial institucional, ampliando o uso de dados no planejamento das contratações. A novidade é destacada pelo presidente do órgão, conselheiro Sérgio Ricardo, como uma estratégia para aumentar a eficiência, transparência e qualidade nas tomadas de decisões. 

“Esse é mais um exemplo da transformação digital pela qual o TCE-MT vem passando. A tecnologia tem um papel fundamental na melhoria da gestão pública e nós estamos usando esse potencial para tornar os processos mais inteligentes, conectados e estratégicos. Com isso, reduzimos riscos e garantimos ainda mais qualidade nas entregas para a sociedade”, afirmou o presidente.

O Platão foi desenvolvido para apoiar a análise de dados, otimizar fluxos de trabalho e auxiliar gestores e equipes técnicas na tomada de decisões. Com a integração ao PAC, essa capacidade analítica passa a ser aplicada diretamente ao planejamento das contratações, permitindo maior previsibilidade, identificação de padrões, mitigação de riscos e ganho de eficiência operacional.

Para o secretário-executivo de Tecnologia da Informação, Reginaldo Hugo Szezupior dos Santos, a iniciativa reforça o papel da tecnologia como instrumento de transformação institucional. “A integração entre o PAC e o Platão é mais um passo na consolidação de um ecossistema digital inteligente no TCE-MT. Estamos evoluindo para um modelo em que os sistemas não apenas se comunicam, mas também geram inteligência para apoiar decisões mais assertivas, com mais eficiência, segurança e qualidade na gestão pública.”

Já o subsecretário de Sistemas, Rodrigo Medeiros, destaca o trabalho técnico das equipes envolvidas no projeto: “Essa entrega é resultado direto do empenho e da capacidade técnica do nosso time de desenvolvimento, que atuou com foco em integração, automação e uso de inteligência aplicada aos processos. Ao conectar o PAC ao Platão, elevamos o nível de maturidade tecnológica do Tribunal e damos um passo importante rumo a uma gestão cada vez mais orientada por dados.”

Maluf suspende chamamento de R$ 637 milhões da MTPar por indícios de irregularidade

 

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf determinou a suspensão de chamamento público da MT Participações e Projetos S.A. (MTPar), estimado em R$ 637 milhões, que seleciona empresa da área da construção civil para regularização de área em disputa e construção de moradias populares em Cuiabá, com financiamento facilitado para população. A tutela provisória de urgência foi concedida em julgamento singular publicado no Diário Oficial de Contas, desta segunda-feira (13). 

Na representação, a empresa declarou que a MTPar permitiu que sua concorrente, Ecomind, corrigisse falhas de documentação no início do processo. No entanto, posteriormente, quando a empresa Engemat teve problemas semelhantes, a MTPar não abriu diligências para que fizesse a complementação ou esclarecimento. 

Ao analisar o pedido, o conselheiro entendeu que há indícios de tratamento desigual entre as empresas, que levantam dúvidas quanto ao princípio da isonomia. Para o relator, a adoção de critérios distintos na análise documental pode comprometer a regularidade do certame. 

Outro ponto considerado foi o estágio avançado do processo. Como o chamamento já foi homologado, Maluf destacou o risco de consolidação de uma situação de difícil reversão, com possível prejuízo ao interesse público. “A continuidade dos atos pode resultar na consolidação de situação fática de difícil reversão, com potencial repercussão sobre a regularidade da contratação e sobre a proteção ao erário”, argumentou.

Na decisão, o conselheiro determinou que a MT Par suspenda imediatamente o processo, ficando impedida de assinar o contrato ou emitir ordem de serviço. Como alternativa, recomendou a revisão dos atos praticados, com retorno à fase de habilitação, a realização de diligências e reavaliação da documentação das empresas.  

A decisão tem caráter provisório e ainda será submetida à apreciação do Plenário do TCE-MT.

Após decisão de Antonio Joaquim, TCE-MT inicia monitoramento sobre descentralização ambiental

 

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) deu início ao monitoramento das ações para a descentralização ambiental em Mato Grosso, onde 63% dos municípios dependem do Estado para licenciar e fiscalizar atividades de impacto ambiental. O trabalho verificará o cumprimento de decisão do conselheiro Antonio Joaquim, que em 2025 estabeleceu obrigações para que prefeituras e governo avancem na transferência das competências. 

Em reunião entre as equipes da 6ª Secretaria de Controle Externo (Secex) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), nesta semana, foram debatidos os primeiros passos para o trabalho, que resulta de levantamento realizado pelo TCE. O diagnóstico revelou atraso no processo: 51 municípios ainda não iniciaram a adesão, 20 estão com o processo paralisado e 16 em tramitação.

Diante de limitações financeiras e técnicas dos municípios, Antonio Joaquim reforçou o papel da ação integrada. “Entre os principais entraves para a efetivação da descentralização estão a falta de recursos, carência de profissionais qualificados e apoio técnico insuficiente do Estado. Então, para superar esse cenário, precisamos de ações estruturadas e coordenadas entre os entes federativos”, afirmou o relator.

Durante a reunião com a Sema, o secretário da 6ª Secex, Edson Reis de Souza, explicou que neste primeiro momento, a abordagem não é punitiva. “Estamos dialogando com a Sema, entendendo os impactos e, na sequência, vamos avançar no diálogo com os municípios para encontrar o melhor caminho. A ideia é fazer com que eles se adequem e realizem essa transição.”

Na ocasião, a superintendente de Gestão da Descentralização e Desconcentração da pasta, Helen Farias Ferreira, destacou que o envolvimento do TCE-MT já começou a trazer resultados. “A partir do momento em que o Tribunal passou a cobrar, principalmente os municípios menores começaram a se preocupar mais com isso. Foi um trabalho de suma importância”, relatou.

As determinações de Antonio Joaquim estabelecem ainda que os municípios elaborem um Plano de Providências com medidas e cronograma para efetivar a adesão. Ao Estado, o relator recomendou apoio técnico e administrativo às prefeituras e criação de programa de capacitação para gestores, além da publicação da lista de municípios habilitados.

O que muda na prática

A descentralização ambiental é prevista pela Lei Complementar nº 140/2011, que divide entre União, estados e municípios a responsabilidade de licenciar, fiscalizar e monitorar atividades de impacto ambiental. Na prática, quando um município assume essa gestão, passa a ser responsável por atividades como oficinas mecânicas, armazéns, silos, clínicas médicas, pequenos abatedouros e obras de drenagem.

“Quando o município não é descentralizado, a Sema vai até lá, faz a vistoria e, se houver alguma irregularidade, pode embargar a atividade e ir embora. Já quando o município é descentralizado, o atendimento é local, mais próximo, mais rápido e menos oneroso para o cidadão e para o empreendedor”, ressalta Helen. 

Neste contexto, Edson reforça o impacto direto para a população e na proteção dos biomas. “Essa é uma política nacional e uma política de Estado importante para os nossos biomas, Cerrado, Amazônia e Pantanal. Essa decisão segue a linha do próprio conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, que entende que é uma política de Estado que impacta diretamente o cidadão."