Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

TCE-MT e Agência Nacional de Mineração firmam parceria para criar políticas públicas de exploração de minérios em Mato Grosso

 

Reunião Cons. Presidente Sérgio Ricardo e ANM
Presidente Sérgio Ricardo em reunião com o gerente regional da ANM em Mato Grosso, Jocy Miranda. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu a exploração de minério como um importante braço da economia mato-grossense, capaz de contribuir no combate às desigualdades sociais, ao iniciar uma parceria com a Agência Nacional de Mineração (ANM), em reunião nesta segunda-feira (18).

“Produzir soja, algodão e carne é um dos braços da economia do estado, mas a exploração de minério também é um. É histórico, Mato Grosso sempre viveu de mineração e agora nós temos a condição de irmos mais a fundo para que o ouro e outros minerais possam atuar ainda mais na nossa economia”, declarou Sérgio Ricardo.

Com o objetivo de mapear e fomentar a atividade de forma legal e transparente, o Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória voltada aos municípios. “O Tribunal de Contas está preparando essa nota recomendatória e também vai instaurar uma auditoria para analisar a produção de ouro e minerais no estado. Queremos saber quanto ouro o estado produz e implementar a rastreabilidade”, informou o conselheiro. Para ele, uma regulamentação rígida e fiscalizada será transformadora. 

“Para explorar minério, o cidadão precisará de licenciamento, autorização da ANM, autorização ambiental da Sema e passará por fiscalização. Então, será um divisor de águas entre antes e depois desse entendimento que o Tribunal de Contas vai publicar juntamente com a ANM, as cooperativas e todos aqueles que querem fazer a exploração correta e com que essa atividade fortaleça a economia de Mato Grosso, contribuindo muito no fim das desigualdades regionais”, explicou o presidente do TCE.

Para Sérgio Ricardo, a taxa de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) paga pelas mineradoras à União, estados e municípios é mais uma oportunidade de arrecadação para os municípios e para o Estado. “60% dessa arrecadação vai para os municípios, isso fortalece os cofres públicos. Tem o percentual do estado, que também é importante. Então, da mesma forma que a grande produção do agronegócio rende por meio de Fethab e outras formas, o CFEM também rende para a economia do Estado.”

Já para o gerente regional da ANM em Mato Grosso, Jocy Miranda, que se reuniu com o conselheiro Sérgio Ricardo, o termo de cooperação cumpre o objetivo de orientar os municípios sobre a mineração em Mato Grosso, incluindo uso dos recursos federais arrecadados e repassados aos municípios e ao Estado.

“A cooperação entre a ANM e o TCE vem justamente para trazer informação aos municípios sobre como aproveitar da mineração, que é uma parcela da economia em Mato Grosso que está em pleno desenvolvimento, para combater as desigualdades", concluiu Miranda.

TCE-MT identifica falta de medicamentos e falhas estruturais em unidades básicas de saúde

 

Conselheiro Antonio Joaquim
Conselheiro Antonio Joaquim, relator das contas de Cáceres.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) identificou falta de medicamentos, equipes incompletas e problemas estruturais durante fiscalizações em Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos municípios de Cáceres, Matupá, Diamantino e Guarantã do Norte. Ao todo, cinco municípios foram avaliados e apenas Sorriso apresentou resultado satisfatório. 

Os levantamentos, apreciados em sessões do Plenário Virtual, tiveram o objetivo de avaliar as condições de infraestrutura, a disponibilidade de recursos, a organização dos processos de trabalho e a efetividade na prestação dos serviços oferecidos à população.

Nas vistorias, foram constatados problemas como ausência de carrinhos de emergência, desfibriladores e vacinas, falta de alvarás sanitários e de vistorias do Corpo de Bombeiros. As equipes técnicas apontaram ainda prejuízos no acompanhamento integral da saúde da criança e da mulher.

Cáceres

Sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, o levantamento feito no município de Cáceres percorreu quatro unidades básicas de saúde, nas quais foram identificadas 16 falhas, sendo que uma delas foi corrigida pela gestão após a fiscalização. 

Durante a fiscalização, a equipe técnica constatou que nenhuma das unidades possuía o quadro completo de profissionais, conforme exigido pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB/2017). Também foram encontrados telhados danificados, espaços inadequados, infiltrações, desabastecimento de medicamentos e prejuízos aos atendimentos voltados à saúde da mulher e da criança, além da falta de carrinhos de emergência, desfibriladores, nebulizadores e estufas de esterilização.

No voto, o relator determinou que a gestão municipal corrija as irregularidades no prazo de 180 dias e recomendou, por exemplo, a elaboração de um plano de metas para resolver o déficit de profissionais e a instituição de uma comissão técnica para diagnóstico da infraestrutura. Também foi instaurado um processo de monitoramento para verificar o cumprimento de todas as medidas.

Diamantino

Tony Ribeiro/TCE-MTConselheiro Campos Neto
Conselheiro Campos Neto, relator das contas de Diamantino, Matupá, Guarantã do Norte e Sorriso.

Na fiscalização de três unidades básicas de saúde em Diamantino, embora tenham sido constatados resultados positivos quanto ao atendimento à saúde da criança e da mulher, foram identificadas 12 falhas, como deficiência na contratação de profissionais e ausência de itens críticos como carrinhos de emergência, desfibriladores e conservadora de vacinas em todas as unidades. 

Sob relatoria do conselheiro Campos Neto, o levantamento também apontou o desabastecimento da vacina Tetra Viral e ausência de condutas padronizadas para casos suspeitos ou confirmados de hanseníase.

Frente ao exposto, embora as falhas não tenham sido consideradas graves o suficiente para punições imediatas, o relator determinou a correção integral de todas as falhas e a instauração de um processo de monitoramento para verificar se as correções serão implementadas.

Matupá

Em Matupá, também sob relatoria de Campos Neto, o levantamento percorreu três unidades que apresentaram resultado intermediário. Conforme o relator, embora tenham sido identificados aspectos positivos, permaneceram diversas falhas que impedem o funcionamento satisfatório das UBS, como falta de reposição de profissionais afastados, falhas na estrutura física e nos carrinhos de emergência, prejuízos na assistência farmacêutica e irregularidades na oferta e conservação de vacinas.

O conselheiro determinou que a gestão adote providências imediatas para sanar as falhas remanescentes e garantir os serviços básicos de saúde à população local.

Guarantã do Norte

As três unidades fiscalizadas em Guarantã do Norte, também de relatoria de Campos Neto, apresentaram falhas relacionadas à composição incompleta das equipes de saúde, à dificuldade no provimento de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e à falta de um plano estruturado de capacitação permanente.

Foi constatada ainda ausência de desfibriladores e de planejamento para manutenção e reposição de equipamentos, assim como problemas na dispensação de medicamentos e falhas na oferta de vacina de rotina.

No voto, o relator fez recomendações como recomposição das equipes de saúde, aquisição de desfibriladores, descentralização da distribuição de medicamentos e ampliação da vacinação. 

Sorriso

Por fim, a fiscalização em Sorriso apontou resultado satisfatório nas três unidades vistoriadas. Pendências relacionadas à necessidade de médicos efetivos, alvarás e vistorias foram consideradas pontuais diante do cenário geral. 

"Perante o cenário apresentado, é próprio extrair que os responsáveis obtiveram êxito em demonstrar que, de uma forma geral, o funcionamento das UBS do Município de Sorriso é satisfatório, e que as pendências mantidas foram mínimas", salientou o relator, conselheiro Campos Neto. 

Resultado da fiscalização do presidente do TCE-MT em creche de Cuiabá repercute em Plenário

 Durante vistoria realizada na última semana, Sérgio Ricardo e a equipe técnica do Tribunal haviam identificado problemas estruturais na Creche Municipal José Nicolau Pinto

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Resultado da fiscalização em creche de Cuiabá repercutiu na sessão ordinária do Plenário Presencial desta terça-feira. Clique aqui para ampliar

A fiscalização realizada pelo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, na Creche Municipal José Nicolau Pinto, em Cuiabá, e os resultados da ação foram destacados na abertura da sessão ordinária do Plenário Presencial desta terça-feira (19).

Durante a vistoria realizada na última quarta-feira (13), o presidente e a equipe técnica do Tribunal identificaram problemas estruturais na unidade, como fios expostos, infiltrações, banheiros inadequados, entulho com resíduos de cigarro e pedaços de vidro em áreas acessíveis às crianças, além da presença de animais transmissores de doenças.

O assunto foi iniciado pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William Brito Júnior, que salientou os desdobramentos da fiscalização e afirmou que o caso deve servir de alerta aos gestores municipais.

“Cumprimento ao presidente Sérgio Ricardo por ter saído da sua rotina para conhecer in loco esse problema grave e espero que esse resultado seja um exemplo para as demais. Não deveria ser necessário o presidente do TCE ter que ir em cada creche municipal para que algo seja feito. Que sirva de alerta para os gestores municipais, que têm o dever de cuidar das nossas crianças”, declarou.

Na sequência, Sérgio Ricardo informou que, após a fiscalização, a Prefeitura de Cuiabá anunciou a transferência dos alunos para outra unidade e o encerramento das atividades no imóvel vistoriado, cujo contrato de locação estava vencido desde abril.

“Naquele mesmo dia, o secretário de Educação de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, foi ao local no período da tarde e declarou que já iria retirar a unidade daquele prédio. O prefeito Abílio também me telefonou e tratamos desse assunto, então fica aqui o meu reconhecimento pela agilidade com que as providências foram tomadas”, afirmou o presidente.

Sérgio Ricardo também falou sobre a continuidade das visitas técnicas conduzidas pelo Núcleo de Políticas Públicas (NPP), em complemento ao trabalho já desenvolvido pela Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), presidida pelo conselheiro Antonio Joaquim.

“Vamos visitar, neste primeiro momento, 100 creches em 27 municípios mato-grossenses. Eu jamais imaginei que poderia existir um lugar assim em Cuiabá e recebi respostas de que em outros lugares existem creches ainda piores”, declarou.

Já o conselheiro Antonio Joaquim ressaltou o trabalho conduzido pelo NPP e afirmou que a fiscalização trouxe visibilidade à situação das creches. “Cumprimento o presidente pela iniciativa tanto da visita, mas essencialmente da auditoria que está sendo feita pelo Núcleo de Políticas Públicas. Dar visibilidade a essa situação já trouxe resultados concretos", disse.

Além disso, citou levantamento realizado pela Copec em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) sobre a demanda por vagas em creches no estado.

“Também realizamos um novo levantamento com dados atualizados sobre a demanda por creches e iremos apresentar em breve”, pontuou.

A Prefeitura de Cuiabá informou ainda que os estudantes começaram a ser transferidos para outra unidade no mesmo bairro e que há projeto para construção de uma nova creche na região.

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Deputado busca no TCE-MT solução para descumprimento do piso da enfermagem nos municípios

 

A imagem é um retrato de dois homens em um ambiente interno que aparenta ser um escritório. À esquerda, um homem de pele morena, cabelos pretos curtos e óculos de grau escuros veste uma camisa azul escura e está sentado à mesa com os braços cruzados, usando um relógio no pulso esquerdo. À direita, um homem de pele clara e cabelos grisalhos curtos usa uma camisa azul com padronagem quadriculada e está sentado de frente para o outro, com as mãos juntas sobre a mesa e um relógio no pulso esquerdo. Entre os homens, ao fundo, há uma cadeira de escritório preta e um aparador marrom com um quadro na parede acima dele, o qual exibe uma imagem com tons quentes. A iluminação do ambiente é suave e o foco está nos dois homens.
Conselheiro Guilherme Antonio Maluf em reunião com o deputado estadual Dejamir Soares. Clique aqui para ampliar

O presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, recebeu o deputado estadual Dejamir Soares para discutir medidas diante do descumprimento do pagamento do piso salarial da enfermagem por diversas prefeituras do estado. Representante da categoria, o parlamentar busca apoio institucional do Tribunal para garantir o cumprimento da legislação e assegurar os direitos dos profissionais da enfermagem.

Segundo o conselheiro Guilherme Maluf, o TCE-MT fará um levantamento da situação nos municípios a fim de construir uma solução rápida e evitar a judicialização do tema. “Quando você tenta resolver de uma forma que não seja judicial, todo mundo ganha. A celeridade é muito maior, o custo é menor e a população pode colher os benefícios mais rapidamente”, pontuou Maluf.

De acordo com o conselheiro, pelo relato do parlamentar, muitos municípios estariam recebendo o complemento salarial enviado pelo Governo Federal, mas não estariam realizando o repasse integral aos profissionais ou estariam efetuando descontos considerados indevidos. “Diante disso, a Comissão vai abrir uma verificação e poderemos construir um monitoramento e uma recomendação para que realizem os repasses de forma adequada."

De acordo com o deputado Dejamir, o objetivo da categoria é garantir que os recursos enviados pelo Governo Federal sejam repassados integralmente aos trabalhadores da enfermagem, sem descontos indevidos. “Esse repasse é feito todos os meses, mas quando esse dinheiro cai para os municípios, muitos demoram para fazer o pagamento e, quando fazem, realizam descontos indevidos de imposto de renda, INSS, ISS e outros casos mais esdrúxulos”, declarou.

O parlamentar explicou ainda que a categoria busca, junto ao TCE-MT, a elaboração de uma nota recomendatória para orientar os municípios sobre a forma correta de realizar os pagamentos. “O que nós queremos desta Casa é que seja feita uma nota técnica parametrizando a forma com que deve ser feito o pagamento, tal qual foi o escopo definido pelo Ministério da Saúde.”

A iniciativa busca assegurar que os profissionais recebam aquilo que já foi garantido legalmente à categoria. “A saúde pública não funciona sem essa categoria. Eu acredito que os enfermeiros sejam o maior número de profissionais da saúde e eles são realmente o para-choque da saúde no atendimento à população”, concluiu o conselheiro.

Próximo módulo do MBA do TCE-MT debate planejamento urbano e instrumentos do Estatuto da Cidade

 

A imagem é um banner promocional de um curso de MBA em Gestão de Cidades. No lado esquerdo, uma série de ícones flutuantes em tons de azul sobre um fundo escuro texturizado. Ao centro, um homem de terno e camisa azul sorri para a câmera, com o título 'PROF. DR. CARLOS EDUARDO SILVA' em letras brancas sobre um fundo azul. À direita, um cubo com ícones e a inscrição 'MÓDULO 7 PLANEJAMENTO URBANO E INSTRUMENTOS DO ESTATUTO DA CIDADE' em letras brancas. Na parte inferior, a data '22 DE MAIO ÀS 08H30' em letras brancas sobre um fundo azul escuro. Logotipos de instituições de ensino 'ALFA DIRETIO UNIALFA - FDISP' e 'ESCOLA SUPERIOR DE BENEDITO SANT'ANA DA SILVA FREIRE' estão localizados na parte inferior, juntamente com o logotipo 'tce mt'. Um efeito de luz azulada em forma de raio atravessa o fundo do banner.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza, a partir das 8h30 desta sexta-feira (22), o 7º módulo do MBA em Gestão de Cidades. No auditório da Escola Superior de Contas, o professor e promotor de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários do Ministério Público de Mato Grosso, Carlos Eduardo Silva, ministrará a aula com o tema “Planejamento Urbano e Instrumentos do Estatuto da Cidade”.

Com transmissão ao vivo pelo Canal do TCE-MT no YouTube e pela TV Contas (Canal 30.2), o módulo tratará de conteúdos relacionados ao direito urbanístico brasileiro, função social da propriedade, Plano Diretor, regularização fundiária, zoneamento urbano e instrumentos previstos no Estatuto da Cidade voltados ao desenvolvimento sustentável e à gestão democrática dos municípios.

Doutorando em Direito no curso oferecido pela Fadisp em parceria com a Escola Superior de Contas do TCE-MT e mestre em Direito do Estado com ênfase em Direito Ambiental e Urbanístico pela PUC-SP, Carlos Eduardo Silva possui ampla experiência nas áreas ambiental, urbanística e de conflitos coletivos agrários, além de atuação acadêmica em cursos de pós-graduação.

Voltada à formação continuada de mais de 1,5 mil prefeitos, vereadores, gestores municipais e servidores do Tribunal de Contas com ensino superior, a pós-graduação lato sensu integra a estratégia de gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, para ampliar a capacidade técnica na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas em Mato Grosso.

Sob coordenação pedagógica do conselheiro Alisson Alencar, o MBA é promovido em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito e possui carga horária de 360 horas, distribuídas em 24 módulos organizados em sete blocos temáticos.

TCE-MT determina devolução de R$ 448 mil por pagamentos ilícitos na Saúde de Cuiabá

 

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Conselheiro-relator, Alisson Alencar. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que os envolvidos em pagamentos ilícitos efetivados pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá restituam mais de R$ 448 mil aos cofres públicos. Sob relatoria do conselheiro Alisson Alencar, a decisão foi tomada no âmbito de tomada de contas especial julgada na sessão ordinária desta terça-feira (19).  

A auditoria identificou pagamentos ilícitos superiores a R$ 448 mil, efetuados em dezembro de 2020 com base em sentenças judiciais falsificadas relacionadas a supostos erros médicos e acidentes. Conforme o relatório, os principais responsáveis são a ex-secretária municipal de Saúde, Ozenira Felix Soares de Souza, que autorizou os pagamentos, e uma servidora pública apontada por articular as transferências indevidas para contas de dois beneficiários particulares. Os particulares também foram responsabilizados e condenados ao ressarcimento dos valores.  

Ao fundamentar o voto pela irregularidade das contas e aplicação das sanções, o conselheiro Alisson Alencar destacou a gravidade da fraude, especialmente por envolver recursos destinados à saúde. 

"No presente feito, a gravidade da conduta revela-se ainda mais acentuada, na medida em que os recursos desviados pertenciam à área da saúde pública, setor de proteção constitucional reforçada e cuja má gestão impacta diretamente a prestação de serviços essenciais à população, potencializando os efeitos lesivos do ilícito e evidenciando a absoluta incompatibilidade da responsável com o exercício de cargos em comissão ou funções de confiança na administração pública", destacou o relator.

Em razão da gravidade da conduta e da caracterização do ato de improbidade administrativa, a ex-secretária também foi penalizada com a inabilitação para o exercício do cargo em comissão ou função de confiança por cinco anos. 

“Todas as circunstâncias evidenciam não apenas a violação consistente do dever e objetivo de cuidado, mas uma atuação ativa e direcionada à superação dos controles administrativos ordinários, mediante supressão de etapas imprescindíveis ao gasto público e alteração do fluxo regulado dos processos, que é incompatível com a boa e fiel objetiva que é exigida dos gestores públicos”, destacou o conselheiro. 

Alisson Alencar determinou ainda o envio dos autos ao Ministério Público do Estado e à Prefeitura de Cuiabá para a adoção das providências cíveis e criminais cabíveis. O voto foi aprovado por unanimidade do Plenário.