Antonio Joaquim defende compromisso de candidatos para zerar fila de creches em Mato Grosso



Conselheiro Antonio Joaquim | Foto: Thiago Bergamasco



Por Marcos Bergamasco

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura, Antonio Joaquim, defendeu a adoção de uma política estadual para zerar a fila de espera por vagas em creches no estado. A proposta foi apresentada durante entrevista ao Programa Opinião, da TV Pantanal, concedida aos jornalistas Paulo Coelho e Lourembergue Alves.

Para o conselheiro, os investimentos na primeira infância devem ser tratados como prioridade absoluta pelos gestores públicos. Ele destacou que o período entre zero e seis anos é decisivo para a formação das bases relacionadas à saúde, à alimentação, ao aprendizado, ao comportamento e ao desenvolvimento emocional das crianças.

“Não existe nenhuma política pública mais importante do que investir na qualidade da educação, da alimentação e do desenvolvimento sociocognitivo de uma criança de zero a seis anos”, afirmou.

Antonio Joaquim considera possível eliminar a fila por vagas em creches, desde que haja vontade política e planejamento. Segundo ele, a Comissão de Educação, em parceria com o TCE-MT, pretende elaborar uma proposta e apresentá-la aos candidatos ao governo do estado nas eleições deste ano.


A intenção é entregar o documento aos concorrentes após a definição das candidaturas nas convenções partidárias e buscar um compromisso formal para que o futuro governador adote medidas capazes de zerar a demanda por vagas em creches no estado.
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Na avaliação do conselheiro, o custo da iniciativa seria relativamente pequeno diante do orçamento anual da Secretaria de Estado de Educação. Ele defendeu que o investimento seja planejado para ocorrer ao longo de quatro ou cinco anos.

Além do impacto direto na formação das crianças, Antonio Joaquim ressaltou que a ampliação da oferta de creches também teria efeitos sociais e econômicos para as famílias. Segundo ele, a maioria das pessoas que depende da rede pública enfrenta dificuldades financeiras, e a garantia de uma vaga permite que mães e responsáveis possam trabalhar com mais segurança.

Para o conselheiro, o acesso à educação infantil contribui para evitar que crianças cresçam em situação de vulnerabilidade e tenham menos oportunidades de desenvolvimento. Ele também considera que a política pode ajudar a garantir mais dignidade às famílias e melhorar as condições para a inserção dos responsáveis no mercado de trabalho.

“Quem depende de creche pública são as pessoas pobres, que enfrentam dificuldades de sobrevivência. Quando a mãe tem a garantia da creche, ela também tem mais condições de manter o emprego e de viver com dignidade”, afirmou.
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A defesa de uma política estadual para a primeira infância ocorre no momento em que levantamentos realizados pelo TCE-MT apontam a existência de filas por vagas em creches em diversos municípios mato-grossenses. A proposta é transformar o tema em um compromisso permanente de governo, com metas, planejamento orçamentário e acompanhamento dos resultados.

Antonio Joaquim classificou a iniciativa como histórica e reforçou que a educação infantil deve ocupar posição central nas políticas públicas do estado. Para ele, garantir o atendimento desde os primeiros anos de vida é uma das principais medidas para formar cidadãos com melhores condições de desenvolvimento e participação social.

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