O ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo terá de prestar depoimento à CPI da Saúde da Assembleia Legislativa no próximo dia 26, às 14h, segundo anunciou nesta quarta-feira (19), da tribuna, o presidente da comissão, deputado Wilson Santos (PSD). Ele afirmou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou na terça-feira o habeas corpus pelo qual Figueiredo pedia que o comparecimento se tornasse facultativo.
Wilson Santos ressalvou que a Assembleia ainda não havia sido notificada oficialmente da decisão e que trabalhava com informação extraoficial. Segundo o deputado, toda a documentação da comissão já foi encaminhada ao ex-secretário e à sua assessoria jurídica.
Em julho, ao ser questionado sobre a possibilidade de ser chamado, Figueiredo disse à imprensa que ainda não tinha sido notificado, que atenderia à convocação e que estaria à disposição para responder o que fosse perguntado, na condição de servidor público. Na mesma entrevista, questionou o caráter da comissão ao afirmar que toda CPI tem componente político.
O ex-secretário recebeu em 5 de agosto o ofício que formaliza sua condição de investigado no âmbito da comissão, medida ligada aos contratos, despesas e atos administrativos da Secretaria de Estado de Saúde no período em que esteve à frente da pasta. Na mesma data de 26 de agosto está prevista a oitiva da ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes Conturbia Neves.
A CPI já ouviu técnicos da Controladoria-Geral do Estado, representantes da Procuradoria-Geral do Estado e empresários fornecedores. Para setembro estão previstos os ex-diretores dos hospitais regionais de Cáceres e Colíder e, no dia 16, o atual secretário de Saúde, Juliano Melo.
A Procuradoria da Assembleia informou à comissão que vem recorrendo das decisões judiciais que dispensaram convocados de comparecer.
O deputado Valdir Barranco (PT) fez referência à comissão no grande expediente e afirmou que ela se originou da Operação Espelho, da Polícia Civil, que apurou desvios de recursos da saúde.







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