Doce veneno:Autor: Auro Ida

Doce veneno

Autor: Auro Ida
É corriqueiro o Ministério Público, seja federal ou estadual, denunciar dezenas, centenas e milhares de pessoas baseado apenas em gravações feitas pela Polí­cia Federal e, através da imprensa, fazer julgamento público. Nesses casos, o Judiciário tem apenas papel secundário. Ninguém, absolutamente ninguém, se levanta contra as injustiças praticadas por esses atos, na minha modesta opinião, irresponsáveis que servem apenas para promoção de promotores e procuradores.

Defendo que esses casos devem ser divulgados somente após a justiça se pronunciar; inocente ou culpado. Dessa forma, o acusado teria o direito a uma ampla defesa. No caso, de se soltar a gravação editada e a entrevista também editada, muitas vezes - ou quase sempre -, não há como se defender. O Olhar Direto divulgou trechos da gravação da operação Asafe, envolvendo magistrados mato-grossenses com a venda de sentenças.

O teor das fitas, constata-se a possibilidade de envolvimento de desembargadores. Mas é bom lembrar que a conversa é de apenas lobistas. Não há provas documentais deles e nem a gravação de suas conversas. O que se pode, repito, é deduizir os seus envolvimentos. Não sou ingênuo a ponto de dizer que são inocentes, mas também não sou radical para julgá-los culpados.

O que defendo é a necessidade de se apurar tudo de forma rigorosa e transparente. Sou, porém, contra o linchamento moral. Nas centenas de operações daPolí­cia Federal, realizadas paí­s a afora, podem ter a certeza: centenas de inocentes foram presos e tiveram, de alguma forma, suas vidas destruí­das ou, quando menos, ficaram com feridas marcadas para sempre. Imaginou-se que com essas provas superficiais, desembargadores e juizes fossem presos?

E, depois de julgados, fossem inocentados? Por isso, é necessário em todas as denúncias feitas pelo MP tenha prudência. Não podemos ficar assistindo os shows pirotécnicos que, quase sempre, acabam em pizza. Os casos de corrupção precisam ser tratados com seriedade e o seu combate ser feito de forma rí­gida, mas não como uma peça de teatro, onde o ator principal é o MP. Não!!! É hora de começar a discutir a questão com imparcialidade e seriedade e não atrás de holofotes.

Agora, que os magistrados estão bebendo do veneno, quem sabe algum, com coragem e determinação, acabe com a farra das prisões pirotécnitcas, um ato televisivo e que nunca dão resultado prático. É hora de tratar o combate a corrupção com seriedade e colocar os corruptos, os curruptores na cadeia. Pergutar não ofende: você conhece algum corrupto ou corruptor julgado e condenado a preisão?

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