Sobrevivente de tragédia nega intenção de jovens entrarem de graça no cinema


Da Redação
Principal testemunha da queda de cinco crianças do telhado do Shopping Pantanal, a garota Natália, 13 anos, informou que a intenção do do grupo não era entrar de graça no cinema. Natália e a família dos adolescentes Keisa Siqueira de Souza, 12 anos, e Marcelino Souza Santos, 15 anos, concederam entrevista coletiva para explicar o incidente e anunciar as medidas a serem tomadas a partir de agora.

Segundo Natália, que esteve no telhado do shopping com os outros adolescentes, informou que o grupo subiu no local proibido por curiosidade. "Fomos ali para tirar fotos e também para conhecer. Não sabíamos que era proibido e não havia uma placa, nem ninguém para informar isso", disse a garota.

A garota explicou que o acidente ocorreu quando o grupo procurava um local para descer do telhado, uma vez que havia uma mureta que dificultava o retorno deles pela escada onde subiram. Ela disse que, junto com outro garoto, se afastou dos colegas. "Quando eu olhei para trás ouvi o barulho e vi minha amiga voando", detalhou.
Natália, que ia pela primeira vez ao local, afirmou que o telhado apresentava defeitos. "Ele estava meio amassado", colocou.

O mesmo pensamento foi comungado pela cunhada de Marcelino, Jhenifer Caroline. Segundo ela, o shopping divulgou que os garotos "eram vândalos que tentavam entrar de graça no cinema". "Não existe isso. A queda ocorreu 11 horas e a primeira sessão de cinema começa as 2 da tarde", assinalou.
Jhenifer, porém revelou que o garoto já havia relatado que esteve num local parecido com o da queda anteriormente. "Foi no aniversário dele, dia 3 de junho. Ele disse que conehcia um lugar do shopping que tinha uma vista bonita de Cuiabá. Mas nós não levamos a sério", colocou.

Prevenção
Já os familiares da garota Keisa cobram que o shopping assuma sua responsabilidade no acidente. Para eles, algumas medidas preventivas evitaria a tragédia. "Se houvesse orientações escritas ou profissionais para orientar que ali era proibido a ida de crianças, isso teria sido impedido", disse Graciane Cruz de Souza, prima da garota.
Os pais da menina, de apenas 12 anos, pedem que o shopping adote providências a fim de evitar novas tragédias como a que aconteceu. "Muitos pais deixam o filho ali para pegar depois acreditando haver segurança. Queremos a Justiça para que outras famílias não chorem como a gente está chorando", pediu, muito emocionada, a mãe da garota, Doraci Maria de Siqueira.

Apesar do shopping anunciar que irá dar total amparo aos familiares, eles informaram que até o momento sequer foram procurados pela direção. "Eles arcaram apenas com os custos do funeral e não entraram mais em contato", disse Doraci.

O advogado da família, que também representa a família de Marcelino Souza Santos, informou que irá aguardar o encerramento do inquérito pela Delegacia da Defesa da Criança e do Adolescente para tomar as providências contra o shopping. "É certo que houve falha por parte do shopping e vamos cobrar uma indenização compatível com a dor da família", frisou o doutor Marcelon Angelos de Macedo.

Para o defensor das famílias, apesar dos adolescetes terem invadido uma área pouco frequentada no shopping, não havia qualquer restrição ao local. Além disso, ele relatou que, pelas faltas de orientações no shopping, em caso de emergência a tragédia seria muito maior. "Com várias pessoas saindo pela saída de emergência aquilo ali se tornaria um alçapão", destacou.

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