MidiaNews

Funcionários chegaram a interromper a greve para negociar com Estado, porém sem sucesso
ISA SOUSA
DA REDAÇÃO
Os funcionários públicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) devem entrar, nesta terça-feira (26), com um pedido de ação civil pública, na Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, contra a Organização de Sociedade Civil Pública (Oscip) Instituto Mineiro de Desenvolvimento Cultural (IMDC).
A instituição foi vencedora em um processo de licitação e é a responsável pela contratação de 150 funcionários.
Conforme os servidores concursados, que também estão em greve desde o último dia 18, a ação será necessária, haja vista um concurso público pretes a ser formalizado.
Outro ponto, segundo o agente de Meio Ambiente e um dos ativistas do movimento grevista, Murilo Morgandi Covezzi, o gasto do Governo do Estado com um funcionário contratado pela Oscip chega a ser 2,5 vezes maior do que com um concursado.
"A gente quer saber os motivos que levaram a Sema a realizar este tipo de contratação, já que o gasto é muito maior. Queremos que ela se explique", disse.
Greve
A respeito da greve, que começou no início de junho e na semana passada foi susoensa para entrar em negociação com o Governo, Murilo informou ao MidiaNews que o indicativo é para a permanência do movimento.
Segundo o servidor, apesar de sinalizar para negociações, o Governo do Estado não cumpriu prazos e não apresentou nenhuma proposta.
"O Governo sacaneou e, pelo mesmo fato, vamos manter o movimento grevista até novas negociações", disse. Apesar disso, o Estado já reafirmou, várias, que não irá negociar com nenhuma categoria que estiver em greve.
Hoje, apenas os concursados mantém o movimento, em um total de 420 funcionários.
A principal reivindicação da categoria é pela valorização das carreiras, que, desde 2007, não passam por uma reestruturação salarial. De acordo com os servidores, em 2000, o piso inicial para nível superior era de 10 salários mínimos. Atualmente, o piso para o mesmo nível é de 4,6 salários mínimos.
Entre as atividades prejudicadas com a greve, estão setores da emissão de licenças ambientais, monitoramento de queimadas e fiscalização.
O movimento foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça, com uma multa de R$ 20 mil por dia parado. Porém, a categoria recorreu e disse que, mesmo pagando o valor, continuará a greve, até uma negociação definitiva.
Outro lado
O secretário estadual de Meio Ambiente, Alexander Maia, não foi localizado para falar sobre a posição dos servidores a respeito da contratação da Oscip, tampouco da greve geral no órgão.
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