A pequena Letícia recebe a irmãzinha em casa e promete ajudar a tomar conta da caçula
O casal Joffre Lazarius Marciano e Eliza da Silva Barbosa, ambos de 27 anos, já pode respirar aliviado. Os dois chegaram ontem em casa com a filha Ayana Milla Barbosa nos braços. A menina, que nasceu há três dias, foi roubada horas após o parto de dentro do Hospital São José dos Lírios, em São Gonçalo, por uma falsa médica. A sequestradora se entregou à polícia e devolveu a recém-nascida na tarde de sábado.
Na casa da família, em Inhaúma, Zona Norte do Rio, Letícia Barbosa, de 4 anos, aguardava ansiosa para conhecer a irmãzinha. "Vamos brincar de boneca e eu vou cuidar muito dela", prometeu Letícia, que, durante as 22 horas do sequestro, perguntava o tempo todo aos pais por que de a ‘mulher malvada' havia roubado o bebê.
Quarto da Disney
Quando colocaram a caçula no berço, os pais não esconderam a emoção. "É muita felicidade tê-la em casa. Durante todo o tempo de desespero, só pensava na possibilidade deste momento chegar", revelou a mãe, no quarto decorado com tons de vermelho e rosa e personagens da Disney.
Joffre agradeceu pelas orações de familiares, amigos e de desconhecidos em nome de Ayana Milla, que significa ‘bela flor bem-vinda' num dialeto africano. "Quando saímos do hospital, muitas pessoas fizeram questão de se despedir e tirar foto", contou o auxiliar de serviços gerais.
Monstra pede perdão e diz que se arrepende
O reencontro da mãe com Ayana aconteceu à 1h de ontem. Joffre, que foi à Região Serrana buscar a filha, chegou ao hospital no início da madrugada e logo colocou o bebê no colo da esposa. A sequestradora Tanit Cardoso Peixoto, 27, entregou-se sábado na delegacia de Cordeiro, onde mora com dois filhos homens, de 3 e 6 anos.
O delegado Geraldo Assed, da 72ª DP (Mutuá), onde o caso foi registrado, não descarta a possibilidade de outra pessoa ter ajudado Tanit. Hoje, ele vai pedir a quebra dos sigilos bancário e telefônico da sequestradora. Ela responderá por sequestro e pode pegar de 1 a 5 anos de cadeia. Tanit foi transferida ontem para a Polinter de Magé, na Baixada, e no trajeto disse que se arrepende pelo crime. Ela chegou a pedir perdão para a família de Ayana e disse que cometeu o sequestro porque havia perdido a guarda de uma criança recentemente.
Casal cobra segurança
Apesar de agradecer à direção do hospital pelo apoio prestado, Eliza cobrou mais segurança na unidade. "Espero que melhorem o controle de entrada e saída, pois a toda hora entram e saem pessoas sem se identificar", disse a mãe. Joffre acrescentou: "A gente não imagina que isso possa acontecer num hospital privado. Pagamos um plano de saúde caro e temos que passar por isso?".
Diretor fará mudanças
O diretor do hospital, Sergio Moutinho, disse que não houve erro no esquema de segurança, onde não está incluída a revista das bolsas das pessoas nem pedido de documentos. Mas admitiu que são necessárias mudanças. "Sentimos que os procedimentos normais não são mais suficientes", afirmou, contando que Tanit apresentou na recepção carteira do Conselho Regional de Medicina (CRM), que julga ser falsa.






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