Políticos e entidades apoiam greve e criam comissão para pressionar Silval

De Rondonópolis - Débora Siqueira
Foto: Débora Siqueira/ODReunião teve objetivo de mostrar para sociedade os motivos da greve da Polícia CivilReunião teve objetivo de mostrar para sociedade os motivos da greve da Polícia Civil
Uma comissão composta por policiais civis, políticos e empresários deve ser criada para pressionar o governador Silval Barbosa, em sua visita a Rondonópolis, no dia 5 de agosto, pondo fim à greve de investigadores e escrivães. Os policiais reuniram com representantes da Câmara Municipal, prefeitura, Conselho de Segurança (Conseg), subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o deputado federal Wellington Fagundes (PR) para pedir apoio à greve. Todos se posicionaram favoráveis à paralisação e entenderam os motivos para que os policiais cruzassem os braços.

Há 25 dias de greve e com movimento considerado ilegal, os policiais explicaram que desde 2004 é exigido nível superior para quem entra na instituição, mas até hoje os salários pagos são de nível médio. “Queremos equiparação com outras classes que ganham como ensino superior. A última proposta apresentada pelo governo era de dar R$ 100 de aumento agora, 4% em dezembro de 2011, 10% em 2012, 10% em 2013 e 10% em 2014, já inclusa a correção da inflação. Mesmo depois de três anos, continuaríamos com salários defasados”, explicou a escrivã Celitamares Ribeiro Andrade.

O vereador Adonias Fernandes (PMDB) disse que Câmara de Vereadores apóia os policiais civis. “É um movimento pacífico. Rondonópolis é uma cidade importante e precisa de mais investimentos na segurança pública, não só na valorização salarial dos policiais, mas em infraestrutura. Vamos formar uma comissão mista e cobrar soluções do governador Silval Barbosa”.

O presidente da subseção da OAB em Rondonópolis, Adalberto Sousa, assegurou apoio incondicional aos trabalhadores e que a luta por melhores salários é justa. Mesmo posicionamento foi empenhado pelo presidente da Acir, Edson Ferreira.

O deputado federal Wellington Fagundes pediu que os policiais entregassem a pauta de reivindicações para que ele possa negociar com o governador Silval Barbosa e o secretário de Administração, César Zílio. “Podemos marcar uma reunião em Cuiabá com mais servidores”.

Sem operações

Como forma de pressionar o governo estadual, a direção do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais (Siagespoc) orientou os policiais civis da capital e do interior a não participar de nenhuma operação policial.

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