As privatizações correspondem a um mecanismo econômico que busca o aumento da participação do setor privado na economia nacional. O que se pretende é dar novo dinamismo a economia de forma que esta possa “andar com suas próprias pernas” e que o Estado possa se preocupar com assuntos diretamente ligados ao bem estar da população, Educação, Saúde, Segurança entre outros. Neste sentido pode-se afirmar que as privatizações feitas sob esta ótica agem dividindo as responsabilidades entre Estado e iniciativa privada de forma que ambos ofertem os serviços e produtos que a população deseja. As privatizações feitas durante o Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso do PSDB entre 1994 e 2002 tiveram este objetivo. Dar maior dinamismo a economia e com isso trazer a estabilidade econômica e a melhoria na vida dos brasileiros. Foi por meio destas privatizações que conseguimos chegar ao estagio de avanço da tecnologia na comunicação que temos hoje, celulares, internet banda larga e fácil acessibilidade a telefonia residencial. Graças a esta divisão de responsabilidade entre Estado e iniciativa privada é que foi possível implantar o Programa de Saúde da Família, o primeiro projeto de saúde voltado a prevenção e não somente na cura. Em outras palavras com a iniciativa privada assumindo sua responsabilidade junto a sociedade e ofertando serviços e produtos, ao Estado foi possível implantar mecanismos de atenção social que tragam o poder publico para mais perto do cidadão, foi assim com a rede social, com o Luz no campo que levou energia elétrica para mais de 1 milhão de famílias rurais, com o Avança Brasil que estruturou boa parte da região oeste de Mato Grosso entre outros programas. O problema da privatização surge, quando está é feita de forma camuflada, sem participação da sociedade, sem discussão e é isto que estamos observando em Cuiabá no processo referente a concessão do saneamento básico hoje vinculado a SANECAP. Projeto puxado pelo presidente da câmara municipal como prefeito em exercício, com “disse que disse” e sem nenhum dialogo com a sociedade. Esta discussão tem de ser ampliada. A prova que este processo está sendo levado “nas coxas” é sua má elaboração. Segundo a constituição federal por saneamento básico deve ser entendido não só a distribuição de água potável e a oferta da rede de esgoto, como a coleta de resíduos sólidos, higiene das ruas e etc. Temos que abrir o olho, muito dinheiro vai rolar até a Copa de 2014, será que não é isto que está em jogo? O PSDB de Mato Grosso não se coloca contra a privatização da SANECAP, o que defendemos a “pisada no freio” e a realização de eventos que expliquem a sociedade como o processo está ocorrendo bem como ouvir o que a sociedade organizada pensa sobre o assunto. Afinal, qual é a função social da privatização da SANECAP? O que estamos sentindo falta também é a presença do prefeito Chico Galindo. Não opina, não delibera, não se responsabiliza. Cadê o prefeito? O que ele pensa sobre o assunto? Outro ponto a ser destacado é a manifestação realizada pelo PT nesta quarta. Se aproveitando do apelo criado em torno do assunto, a sigla aproveita para mais uma vez se utilizar das privatizações para fazer politicagem. O problema é que agora esse discurso não cola mais. O próprio Partido dos Trabalhadores vem privatizando ou apoiando privatizações em todo país. Os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos e Viracopos, em Campinas já estão a caminho da iniciativa privada, a saúde em Osasco-SP também está no mesmo ritmo, sem falar na Saúde em Mato Grosso, o PT apoia o Secretário Pedro Henry e o Governador Silval Barbosa no projeto de conceder a saúde do estado ao setor privado. Será que só o PT pode privatizar? Ao contrario do PT que sempre foi contra tudo e contra todos, imaginamos que se a sociedade assim definir, pode ser feita a concessão, caso contrario não podemos apoiar! Nossa luta é pela discussão do projeto com participação social! Esta é nossa bandeira. Vamos juntos, Somos muitos. | ||
Autor: Wladimir Colman | ||
| Fonte: O NORTÃO |






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