Câmara Cidadã:Lucas do Rio Verde: Campanha de não a violência contra mulher, atinge resultados satisfatórios


 Foram cinco meses de campanha e inúmeras denúncias registradas pelas policias de Lucas do Rio Verde. De acordo com dados da delegacia de polícia civil, cerca de 20 mulheres por mês denunciaram agressões físicas e verbais. Um crescimento de 20% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Isso não significa que nossas mulheres passaram a ser mais agredidas este ano, significa que elas estão denunciando seus agressores.


Para marcar o encerramento da Campanha de NÃO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER a Câmara Municipal, através do projeto Câmara Cidadã, realizou uma ação no bairro Téssele Júnior, comunidade com maior índice de violência doméstica. Na oportunidade, os moradores tiveram orientação legal com os advogados Rodrigo Samartino e Itamar de Camargo Vieira Júnior, orientação psicológica com Mayara Techio e corte de cabelo gratuito com os profissionais do salão de beleza D’Lucca.

“Fizemos uma Campanha informativa, onde tentamos mostrar o que realmente acontece nos lares luverdenses. A prova disso é o aumento do número de denúncias. A partir do momento que a vitima não denuncia, ela é conivente com a violência. A Campanha foi produtiva, mas, não podemos esquecer o 180, temos que abolir toda e qualquer violência da nossa sociedade”, disse o vereador Airton Callai.

Para o vereador Márcio Albieri, mais que conscientizar a população, a Campanha veio para resgatar valores. “Tentamos resgatar aquilo que vem se perdendo de uns tempos para cá. Respeito pelo próximo. Amor pelo (a) companheiro (a). Quando há esses sentimentos, não há violência”, completou.

É válido lembrar que a violência traz conseqüências para a vida toda. “Além da agressão física, tem todo o aspecto psicológico por traz disso. O medo, insegurança, nervosismo, ansiedade, baixa auto-estima, sem contar nas doenças que isso pode acarretar, como o, Transtorno obsessivo compulsivo (TOC), a depressão e até o isolamento da sociedade devido a violência”, disse a psicóloga Mayara Techio.

De acordo com o advogado Rodrigo Samartino não são só as mulheres que estão sujeitas a sofrerem a violência doméstica, a lei pode se enquadrar a outros públicos também. Crianças, homens, homossexuais. Não importa se moram juntos ou não, se são casados ou não. Podem ser namorados, ex-namorados, casados ou separados”, finalizou.

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