Apesar do alto número de estupros em Campinas – 135 nos primeiros sete meses deste ano, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública – os abortos decorrentes dessa violência sexual, que são legalmente permitidos, zeraram na cidade.
Nenhum caso envolvendo vítimas do município foi encaminhado ao Caism (Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher) da Unicamp nos últimoscinco anos. De outras cidades, eles ainda chegam, e são entre seis e oito mulheres todos os anos.
A informação é da médica Verônica Alencar, coordenadora do programa Iluminar, lançado em 2001 para atender as mulheres vítimas de violência sexual em Campinas.
Até a chegada do programa, segundo a médica, anualmente, entre 12 e 15 mulheres vítimas de estupro no município realizavam abortos. A erradicação Verônica credita ao avanço na assistência proporcionado pelo Iluminar, que passou a tratar a violência sexual como questão de saúde pública.
O atendimento à vítima mobiliza inclusive polícia e Guarda Municipal, que garantem os cuidados antes de 72 horas depois da ocorrência. Os cuidados vão dos contraceptivos de emergência, para prevenir gravidez, às medicações para DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), 100% eficientes quando as vítimas vão até o fim do tratamento de quatro semanas.
Em média, 30% delas abandonam o acompanhamento e, dessa forma, não há como precisar se as medicações para as DSTs, incluindo o HIV, barraram a contração das doenças.
(BAND)






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