A população mato-grossense está assustada com os elevados índices de violência que já ganham repercussão nacional. Assaltos a bancos, troca de tiros em local público, e um grande número de assassinatos passou a fazer parte do nosso cotidiano. Por todos os lados, diariamente, há notícias sobre a violência que já chegou a locais pouco esperados.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), defendeu, em entrevista ao MidiaNews, que o Governo do Estado reveja, urgentemente, as medidas que têm sido tomadas em relação à Segurança Pública em Mato Grosso, antes que o Estado seja “mal visto” no contexto do país e “espante” possíveis investidores.
A principal referência do parlamentar é em relação à onda de violência na Capital, como a tentativa de assalto a um caixa eletrônico na Galeria Itália, na segunda-feira (29), quando dois seguranças e dois bandidos acabaram mortos.Riva também se reportou ao interior, que, constantemente, registraassaltos a bancos com reféns. Para o deputado, infelizmente, esse tipo de ocorrência “praticamente virou rotina”.
“O governador [Silval Barbosa] tem que se preocupar com isso porque a violência afugenta investidores, causa uma insegurança. Todos nós, por exemplo, nos achamos inseguros em qualquer lugar de Mato Grosso hoje. Agora, me preocupa ainda mais quando vejo que essa onda de violência, que não é generalizada. Ela está se reduzindo em Mato Grosso do Sul, em Goiás, mas, lamentavelmente, está aumentando aqui. Então, alguma fragilidade nossa está exposta e nós precisamos descobrir”, disse o presidente da AL.
Riva, que recentemente fez alusão ao “pulso firme” do ex-secretário de Segurança Pública do Estado (Governo Júlio Campos), Oscar Travassos, afirmou que é preciso que a mesma filosofia seja utilizada agora. Para ele, a violência generalizada se alastrou porque, enquanto os estados vizinhos a combatem, Mato Grosso tem ficado inerte.
“Na época do Travassos, bandido era tratado como bandido e homem de bem como homem de bem. Não dá para enfrentar bandido de flores na mão. Não acho que é falta de gestão. Acho o Diógenes [Curado, atual secretário] uma pessoa esforçada, mas acho que o Estado tem que estar melhor aparelhado, em todos os aspectos, inclusive, com mais efetivo”, afirmou.
Crescimento e demandas
De acordo com Riva, enquanto o Estado focou em seu crescimento de 10% ao ano, o maior do país, o Governo de Mato Grosso esqueceu que as demandas crescem na mesma proporção.
De acordo com Riva, enquanto o Estado focou em seu crescimento de 10% ao ano, o maior do país, o Governo de Mato Grosso esqueceu que as demandas crescem na mesma proporção.
“Ficamos muito debruçados no crescimento de 10% e esquecemos que crescem na mesma proporção as demandas na Saúde, na Educação, na Segurança… E o que aconteceu? Isso estourou. A represa arrombou. Por quê? Falta de planejamento”, alertou o deputado.
Novo fundo
O presidente da Assembleia Legislativa criticou também a criação do fundo de arrecadação de investimento no setor, anunciado pelo governador Silval Barbosa (PMDB), no início de maio.
Para Riva, antes que meios dessa natureza sejam criados, é preciso que se discuta à exaustão para não gerar novos impostos sobre a população.
“Nós não podemos querer jogar nas costas da sociedade, em que toda hora que surgir um problema, um fundo seja criado. Temos que discutir tudo, inclusive, a forma de se organizar esse fundo para termos mais recursos, para termos mais efetivos e aparelhar mais a polícia. É através da cobrança de mais impostos? Não sei, vamos debater”, analisou.
De acordo com anúncio de Silval, o objetivo do fundo, tal qual o do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), seria o de reforçar os efetivos das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros.






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