Está preso o indígena que confesso estuprado sua própria filha de 13 anos, cujo crime estaria acontecendo desde que a menina tinha 10 anos de idade.
O Delegado de Polícia Civil de Juara Dr Carlos Henrique Engelman, em entrevista a Rádio Tucunaré informou que a Polícia Civil teve conhecimento desse fato, através de um comunicado de um indígena, que relatava que na aldeia onde a menor de 13 anos de idade morava, estaria sendo vítima de abuso sexual. Diante esses relatos, a Polícia Civil iniciou os procedimentos de diligências foram montadas com conselheiros tutelares e após estarem na aldeia os policiais conseguiram individualizar essa adolescente e levaram até a Delegacia com o pai e a mãe.
Após colhidos os depoimentos com relação ao crime sexual ficou apurado que esses fatos realmente ocorreram e vinham acontecendo a cerca de 3 anos contra a menor.
Dr. Carlos Henrique relatou ainda, a reportagem da Rádio Tucunaré, que após os depoimentos, a menina foi submetida a exame pericial que constatou as práticas sexuais, conforme ela mesma havia relatado.
Mediante essa constatação, a autoridade policial entendeu que não seria saudável para a adolescente, nem para a instrução processual, que o acusado ficasse livre e o Delegado optou pelo pedido de prisão preventiva, que teve o aval da Promotoria Pública, e assim, a Juíza Dra Rosangela Zacarkim da Comarca de Juara decretou a prisão preventiva desse pai.
No dia 21 os policiais conseguiram capturar esse indígena e no momento ele esta preso aguardando julgamento do Juízo local.
Em interrogatório formal na Delegacia de Polícia, na presença de duas testemunhas o acusado confessou que praticou esses atos sexuais com sua filha menor e que estaria arrependido e que não repetiria o erro.
A mãe da menina em depoimento, disse que sabia do estupro através de relatos da filha e que ela teria conversado com seu marido, onde o mesmo teria confessado a esposa que praticava os atos sexuais com a filha e que, na época seu marido havia prometido a ela mais fazê-lo.
O fato de o acusado ser indígena não tira a competência da Delegacia de Policia Civil apurar os fatos, até porque se trata de caso isolado e não há comprometimento de toda a comunidade indígena e que esse processo talvez receba uma analise no momento da aplicação de uma eventual pena, explicou Dr Carlos.
A pena base para esse crime é de 8 a 15 anos, mas na opinião do Delegado, a cada ato criminoso que ele cometeu se somarão as penas.
O nome do acusado foi preservado nessa matéria, porque sendo ele o pai da vítima menor de idade, a mesma estaria com sua identidade revelada, uma infração prevista no ECA -Estatuto da Criança e Adolescente.
Fonte: Rádio Tucunaré






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