(Atualiza com a chegada de Dominique Strauss-Kahn ao aeroporto)
Washington, 3 set (EFE).- O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn deixou neste sábado o apartamento que havia alugado no bairro nova-iorquino de Tribeca com sua esposa e filha, e depois foi visto no aeroporto John F. Kennedy para pegar um avião provavelmente com destino à França.
Várias TVs americanas mostraram imagens do político e sua família saindo do apartamento de Tribeca.
Pouco depois, Strauss-Kahn, sua mulher e sua filha foram vistas no aeroporto John F. Kennedy cercadas de forte esquema de segurança e fazendo os trâmites para pegar um avião aparentemente em direção ao seu país, França, como havia antecipado a imprensa francesa.
Depois que o juiz Michael Obus retirasse todas as acusações por assédio sexual e tentativa de estupro que pesavam contra si pela falta de credibilidade da suposta vítima, o francês passou alguns dias na Grande Maçã, onde comemorou sua libertação com a esposa, Anne Sinclaire, e sua filha Camille.
Em 26 de agosto, o ex-diretor-gerente do FMI voou com sua esposa para Washington, onde o casal tem uma casa no exclusivo bairro de Georgetown, para "colocar seus assuntos em ordem" e visitar a sede do organismo econômico multilateral do qual foi principal responsável por mais de três anos.
Lá reuniu-se com sua sucessora, a também francesa Christine Lagarde, assim como com antigos companheiros.
Ele renunciou ao cargo no organismo internacional em maio, depois que a camareira Nafissatou Diallo o acusasse de tê-la agredido sexualmente.
Strauss-Kahn foi detido em 14 de maio no aeroporto nova-iorquino John F. Kennedy, quando estava dentro de um avião pronto para viajar a Paris, depois de ser denunciado pela camareira do hotel em que estava hospedado.
Na França o aguarda uma população divida. Uma pesquisa divulgada na semana passada aponta que 53% dos franceses não querem que o ex-diretor-gerente do FMI e antes favorito nas intenções de voto para as presidenciais de 2012 "participe do debate político nos próximos meses", segundo levantamento publicado pela imprensa francesa na semana passada






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