OAB move ação contra música que faz apologia a pedofilia


A Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI e o Conselho Estadual de Direitos Humanos vaão entrar com uma representação junto ao Ministério Público pedindo restrições na veiculação de uma música que faz apologia à pedofilia. A música, um funk, intitulada “Se eu mato eu vou preso”, é originalmente de autoria do Mc Sheldon, mas ganhou uma versão em forró que vem sendo tocada livremente nas rádios de Teresina e de todo o Piauí. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI, Sebastião Costa, diz que a letra da música viola os princípios familiares e traça o perfil de um pedófilo. "É uma apologia ao crime e uma violação expressa aos direitos humanos. É uma forma de violência velada. Sabemos da dificuldade para combater a pedofilia e não podemos ficar de braços cruzados diante disso”, destacou.
Essa é a primeira vez que a OAB-PI e o conselho provocam o Ministério Público no sentido de interferir na programação das rádios locais e proibir a veiculação de alguma música, independente do horário. Uma situação semelhante aconteceu em Pernambuco, envolvendo essa e outra música com o mesmo teor. Dois MCs pernambucanos foram convocados pela Justiça do Estado para depor. Como justificativa eles falaram que não se referiam às garotas menores de 18 anos e que a mesma música já havia sido gravada por outras bandas de forró, sem que essas sofressem qualquer tipo de penalidade.
A letra da música, porém, deixa claro que o autor se refere às adolescentes. Um dos trechos da músicadiz: “Pare de beber whisky e vem logo tomar todinho. As de 14 eu tô fora, as de 15 é muito nova, a de 16 já tá na hora, 17 eu vou agora...”. O Conselho promete cobrar a fiscalização ao Ministério Público. Cabe ao MP, inclusive, penalizar as rádios que não cumprirem com tal determinação. “Quando uma propaganda é considerada racista ou homofóbica logo ela é retirada do ar. Estamos querendo o mesmo em relação a essa música, que é uma afronta. O mais grave é que a música acaba passando esses valores como algo natural e não podemos concordar com isso”, concluiu Sebastião.

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