O representante da Frente Polisário na ONU, Ahmed Bukhari, referiu durante o seu discurso na Comissão de Descolonização a "preocupação legítima que decorre do fato de que uma parte do conflito entre no Conselho", divulgou a agência de notícias espanhola EFE.
O diplomata destacou a ideia de Marrocos aceder ao órgão máximo de decisão da ONU, enquanto "o povo segue sofrendo os abusos de Marrocos", referindo-se à "tragédia na cidade de Dajla", a sul do Shara ocidental, desde o dia 25 de setembro.
O representante da Polisário referiu que nessa localidade viu "mortos e feridos", devido a "raids noturnos que visam a busca e apreensão dos saarauis, incêndios e destruição de propriedade e abuso sexual", escreveu a EFE.
Dos dois lugares do grupo africano no Conselho de Segurança da ONU, um já está garantido pelo Togo, e Marrocos decidiu concorrer com a Mauritânia ao segundo lugar de membro não permanente.
"O Saara Ocidental é agora um caso embaraçoso para a consciência universal", e apelou à comunidade internacional para "deixarem o povo saaraui expressar-se em eleições livres no território que é a última colónia africana", reforçou Ahmed Bukhari no seu discurso.
Marrocos, que ocupou o Saara Ocidental em 1975, argumenta que a única solução realista para o conflito é a sua proposta para conceder autonomia ao território, enquanto a Frente Polisário insiste em realização de um referendo que inclui a independência do Saara.
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