33
Pela primeira vez após seis anos, a mãe de uma ex-estudante de Arquitetura da PUC-Campinas, estuprada durante uma festa estudantil em 2005, conversou com a imprensa e relatou como foi o drama que a família enfrentou durante o processo que resultou na condenação de dois ex-alunos da mesma universidade, acusados pelo crime. Ela acredita que valeu a pena todos os esforços da batalha jurídica e o sofrimento para que a "filha tivesse a vida de volta".
Em entrevista exclusiva à EPTV, a mãe da jovem conta que foram seis anos de angústia na luta pela condenação dos estupradores, até a decisão em segunda instância. "Não dá para descrever os momentos que passamos depois do crime. A nossa vida mudou". Na quinta-feira (6), o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidiu manter a pena de sete anos e seis meses de prisão no regime semi-aberto. Eles ainda não foram presos, mas a Justiça de Campinas deve expedir os mandados em breve.
Após receber a notícia, a mãe ficou sete dias sem conseguir dormir. A família se uniu para ajudar na recuperação da jovem. Além de transferir a filha para uma universidade de São Paulo e alugar um apartamento para ela, uma equipe de peritos foi contratada para encontrar provas que incriminassem os estudantes. A família gastou R$ 300 mil neste processo. "Apesar de tudo, sinto que cumpri a missão. A condenação fecha um ciclo de muito trabalho e muito investimento. Agora podemos deixar o que aconteceu no passado", disse a mãe.
Além do apoio da família, a mãe defende que a coragem da filha foi fundamental para enfrentar o trauma. Segundo a psicóloga Patrícia Queiroz, não são todas as mulheres que têm esta coragem. "É uma violência muito grande para a mulher. E quando ela vai denunciar, a mulher precisa passar por diversas situações de exposição, e mais uma vez é preciso enfrentar a dor do que aconteceu e lembrar o trauma várias vezes. Por isso, elas evitam este processo para não se expor mais", explica a especialista.
Ainda de acordo com a psicóloga, a condenação nesses casos traz alívio, mas não é capaz de recuperar totalmente a vítima de estupro. "Por mais que seja feita a Justiça, a cicatriz deixada na vítima do estupro não sara sem a ajuda da família e de especialistas", explica Patrícia Queiroz.
A mãe da ex-aluna da PUC-Campinas espera que o caso da filha sirva de exemplo, para que outras vítimas denunciem os estupros e cobrem a Justiça.
O estupro teria acontecido após uma festa de confraternização de estudantes, em Campinas. No depoimento, a universitária disse ter perdido a consciência depois de tomar uma bebida. No dia seguinte teria acordado em uma república seminua, com dores de cabeça e no corpo. Os dois estudantes, um de Arquitetura e outro de Jornalismo, também da PUC-Campinas, foram presos temporariamente após investigação. Na república, a polícia encontrou fotos que estão sendo usadas como provas da violência e do uso de lança-perfume.






0 Comments:
Postar um comentário
Para o Portal Todos Contra a Pedofilia MT não sair do ar, ativista conclama a classe política de MT
Falta de Parceiros:Falsos militantes contra abuso sexual e pedofilia sumiram, diz Ativista
contato: movimentocontrapedofiliamt@gmail.com