Audiência de professor suspeito de pedofilia dura mais de 11 horas

Paulo Rogério
Rádio CBN Vitória (93,5 FM | 1.250 AM)
foto: Samanta Nogueira
Familiares e amigos  do professor fizeram um ato repudiando as acusações
Familiares e amigos do professor fizeram um ato repudiando as acusações
Os depoimentos das testemunhas de acusação do caso em que um professor de educação física é suspeito de pedofilia duraram 11 horas e 10 minutos nesta sexta-feira (25), com início às 8h30 e encerramento às 20h40. No período da tarde, houve intervalo de uma hora para almoço. O caso tramita na 1ª Vara Criminal de Vila Velha. A próxima etapa da audiência, em que testemunhas de defesa serão ouvidas, ainda será marcada pelo juiz José Augusto Faria de Souza, que ouviu 10 testemunhas: oito pais das supostas vítimas, uma assistente social da Vara da Infância e Juventude de Vila Velha e a coordenadora do Programa de Assistência de Vítimas de Violência Sexual (Pavivs).

Os advogados de defesa do suspeito arrolaram oito testemunhas de defesa. A previsão para esta sexta-feira é que 11 pessoas prestassem os depoimentos. Apenas uma mãe não compareceu porque teria mudado de residência para o estado do Paraná, de acordo com informação surgida na audiência. Os detalhes dos depoimentos não podem ser divulgados porque o processo tramita em segredo de Justiça. Por conta disso e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) o réu não pode ter o nome divulgado.
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O professor de educação física é suspeito de abusar sexualmente de meninos e meninas, em uma escola particular de Vila Velha. A imprensa não teve acesso ao fórum. Dentro da sala de audiências as testemunhas prestaram os depoimentos de frente para o juiz, nas presenças de um escrevente (responsável por redigir tudo), um promotor público, um assistente de acusação, três advogados de defesa e o réu, escoltado por um agente penitenciário da Secretaria Estadual de Justiça (Sejus).
O professor está preso em uma unidade carcerária, desde março deste ano, quando a Justiça decretou a prisão do suspeito, com base na acusação do Ministério Público. Nesta mesma época, o inquérito da Polícia Civil não havia sido concluído, mas foi requerido pela promotoria de Justiça de Vila Velha.
O professor de educação física recebeu apoio, de vários familiares e amigos que estavam trajados com camisas caracterizadas, nesta sexta-feira, com a descrição de frases em defesa do réu. Os manifestantes também usaram faixas e ficaram concentrados, em uma praça em frente ao fórum, até o encerramento da audiência.

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