DANI CUNHA
Redação/Secom-MT
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Integrantes da CNIC visitam pontos de cultura em CuiabáIntegrantes da CNIC visitam pontos de cultura em Cuiabá
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Uma manhã totalmente inserida na cuiabania e na cultura mato-grossense. Assim foi o período desta quinta-feira (17.05), onde os integrantes da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) conheceram três pontos de cultura incentivados ou passíves de incentivos da Lei Rouanet. O grupo visitou o projeto Circo Escola Leite de Pedras, depois o Instituto Ciranda – Música e Cidadania e por último a Associação Cultural Flor Ribeirinha, no São Gonçalo Beira Rio. Nos três pontos os membros da CNIC puderam acompanhar apresentações e conhecer de perto o trabalho desenvolvido em cada instituição.
De acordo com o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), Henilton Menezes, o que se viu foi a manifestação cultural do Brasil profundo que muitas vezes está camuflada pela cultura que se faz no litoral brasileiro. “Aqui é o Brasil real. A vinda da CNIC tem essa finalidade, de fazer com que os membros do Comissão presenciem o que se faz de cultura brasileira dentro do nosso país. Tenho certeza que a CNIC sai com uma visão bastante importante que vai permitir que se aprecie os projetos oriundos de Mato Grosso de forma mais pertinente”, explicou.
Menezes disse ter ficado impressionado sobre como é possível fazer algo com tão pouco recurso. “Há de se refletir essa distribuição de recursos pelo nosso país, da lei de incentivos que deve ser melhor distribuída de uma maneira mais federativa e que possa de fato fazer a diferença para esses rincões culturais”.
A presidente da Associação Cultural Flor Ribeirinha, Domingas Leonor, falou da satisfação em receber a CNIC em seu quintal e ressaltou a importância de mostrar o trabalho desenvolvido. “Pra gente é uma grande honra recebê-los e mostrar todo o nosso trabalho, um pouquinho do nosso siriri. Nós fazemos a cultura e são essas pessoas que a gente precisa que vejam aqui o nosso trabalho. É muita dificuldade, mas espero que a partir de hoje, com eles conhecendo nosso projeto, ele seja aprovado lá no Ministério da Cultura”.
Para o maestro Murilo Alves, regente da Orquestra Jovem, do Instituto Ciranda, a visita de um grupo do Ministério da Cultura é fundamental porque são essas pessoas que selecionam as propostas culturais. “Eles, nos visitando e conhecendo o dia a dia da instituição é o que de fato precisa acontecer. Estamos felizes de poder mostrar o que desenvolvemos aqui e o resultado desse trabalho”.
FORTALECIMENTO DA CULTURA
Essa é a primeira vez que uma Comissão Nacional de Cultura vem a Mato Grosso e, segundo a coordenadora dos Pontos de Cultura do Estado, Cinthia Medeiros, essas reuniões vão fortalecer a cultura de Mato Grosso. Conforme ela explicou, esse contato serve para incentivo dos produtores culturais, encaminhar projetos, participar das discussões da cultura popular de forma mais efetiva que vem acontecendo nas demais regiões do Brasil. “Com isso, Mato Grosso entra para a lista dos municípios do País para concessão de auxílio para os projetos do Estado”.
Cinthia falou também que a maior dificuldade de Mato Grosso não é receber recursos, é saber fazer propostas, elaborar projetos e participar dos editais. “Regiões como Sudeste e Nordeste conseguem captar bastante recursos, mas lá eles têm hábito de ler editais do Ministério e das secretarias estaduais. Não temos produtores capacitados para elaborar projetos, para buscar esses incentivos que estão disponíveis para o Brasil inteiro. E essa é uma oportunidade para que as coisas comecem a mudar”.
Nesse mesmo viés, Henilton Menezes disse que é preciso dar continuidade a esse diálogo com o Ministério, Secretaria Estadual, CNIC e com os agentes culturais. Conforme ele explicou, a vinda da Comissão à Cuiabá é o início de uma possibilidade de mudança “senão não atingiremos a diferença que a gente quer atingir. É necessário de fato que tenhamos possibilidade de estreitamento desse diálogo entre as várias partes que fazem a cultura brasileira no que diz respeito aos incentivos fiscais. É necessário que haja diálogo com empresários que devem estar sensíveis para investimentos no próprio Estado e não fora dele. O papel do artista e do produtor cultural tendo essa consciência é imprescindível para essa mudança”, alertou.
A CNIC está em Cuiabá desde a última terça-feira (15.05) analisando aproximadamente 500 projetos de todo o Brasil. Ao longo desses dias os membros da Comissão tiveram contato direto com produtores culturais mato-grossenses, onde puderam ouvir as demandas do setor, além da troca de experiências e do conhecimento mais de perto da cultura do Estado.
Ao todo, são realizadas 11 reuniões pelo Brasil, onde a CNIC se desloca para todas as regiões do País conhecendo os projetos culturais. Seis reuniões acontecem em Brasília e cinco nos estados. A Comissão é paritária, formada por 14 cadeiras, sendo sete do governo (instituições vinculadas ao MinC) e sete da sociedade (associações civis organizada que representam o segmento).
Por meio dessa comissão passa todo o orçamento da Lei Rouanet e que tem a prerrogativa de analisar os projetos culturais encaminhados ao Ministério da Cultura e indicar à ministra da pasta os passíveis para receberem o recurso.






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