Parentes de Isabella Nardoni, Mércia Nakashima, Eloá Pimentel, Bianca Consoli e grupo de mães do massacre de Realengo (RJ) participam de encontro gratuito, nesta sexta (11/5), que visa auxiliar mulheres vítimas de violência a retomar suas vidas
Janete Nakashima, mãe de Mércia Nakashima (advogada de 28 anos supostamente assassinada pelo ex-namorado); Ana Cristina Pimentel, mãe de Eloá Pimentel (estudante de 15 anos morta pelo ex-namorado); Marta Consoli, mãe de Bianca Consoli (universitária de 19 anos assassinada dentro da própria casa supostamente pelo cunhado); e os avós de Isabella Nardoni (morta aos cinco anos pelo pai e a madrasta) vão relatar suas experiências no encontro“Mães Sábias na Terra, Filhos Felizes no Céu”. Estarão presentes também nove mães que tiveram seus filhos assassinados, em 2011, no massacre ocorrido em uma escola municipal em Realengo, no Rio de Janeiro.
A finalidade é proporcionar um Dia das Mães melhor para as mulheres que perderam seus filhos em decorrência da violência. A iniciativa, promovida pelaUnião em Defesa das Vítimas de Violência (UDVV), é gratuita e aberta à população. A previsão é que a ação deva reunir cerca de 600 pessoas nesta sexta-feira (11/5), às 19h, no Espaço GB, na zona leste da capital paulista. Além de relatos de mães a respeito da maneira como elas têm convivido e superado a tragédia ocorrida, estão previstas palestras com especialistas e uma homenagem às famílias presentes.
“Trata-se de um encontro que organizamos tradicionalmente há 13 anos. É uma maneira de auxiliarmos as mães que perderam seus filhos a superarem a dor e o sofrimento ocasionados por tal situação e a passarem um Dia das Mães melhor. Nesse sentido, os relatos que ocorrem são importantes para mostrar às mulheres e famílias a necessidade de resgatar a autoestima e continuar firmes na busca por uma sociedade em que a justiça, a paz e os direitos humanos façam parte do nosso dia a dia”, explica Keiko Ota, coordenadora da UDVV.
Ela é mãe de Ives Ota, que foi brutalmente assassinado aos oito anos. Após esse episódio, passou a militar junto aos movimentos de justiça e paz. Entre outras atividades, promove palestras em que aborda a necessidade do perdão e da superação como forma de combater todo tipo de violência. “Foi justamente a partir do momento em que perdoei o assassino do meu filho que eu consegui superar o ódio que havia em mim. Desde então, retomei minha vida, sempre pensando nas coisas boas que aprendi com o Ives, e passei a lutar por justiça para todas as vítimas de violência”, diz.
Atualmente, Keiko Ota é deputada federal (PSB-SP). No Congresso Nacional, preside a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Vítimas de Violência e é vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher. Devido aos trabalhos desenvolvidos na Frente Parlamentar, participa das discussões realizadas pela comissão de juristas que analisa proposta de reforma do Código Penal.
Fonte: Midiacon News






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