Em Novo Hamburgo registro é de pelo menos uma vítima a cada dois dias
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Marcelo Kervalt e Débora Ertel/ Da Redação
Foto: Arte/GES
O número de casos de violência é alarmante e tem aumentado nos últimos meses
Novo Hamburgo - Em Novo Hamburgo, a cada 2,2 dias uma criança é acometida por violência sexual em 2012. O número é alarmante e tem aumentado nos últimos meses conforme dados fornecidos pelo Conselho Tutelar do Município. Somente nos quatro meses iniciais do ano, 54 casos foram registrados, 15 só em abril. Segundo o Centro de Referência no Atendimento Infanto-Juvenil (Crai), no ano de 2011 foram atendidos 1,5 mil casos no Rio Grande do Sul. Os dados chamam ainda mais atenção nesta semana, já que amanhã é o Dia Nacional de Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual de Crianças.
“A gente sabe que têm muito mais ocorrências, mas as pessoas têm medo de denunciar. É preciso esclarecer que quem não denuncia está sendo tão agressor quanto quem comete o crime”, explica a presidente da Região 1 do Conselho Tutelar de Novo Hamburgo, Roberta Soares Cornely. Ela cita que o artigo 245.º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que diz ser passível de multa quem deixar de comunicar à autoridade competente os casos de que tenha conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente. “A gente só vai conseguir combater denunciando. A população não pode ficar calada”, convoca a presidente da Região 2 do Conselho Tutelar de Novo Hamburgo, Gislaine Pires. A experiência é traumatizante, não apenas para a vítima, principal afetada, mas também para a família. Esse acompanhamento é feito pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
Ela era abusada pelo zelador da creche
A família que passa por esse tipo de situação precisa de muita força para voltar a ter uma vida normal, como explica uma mulher de 27 anos, que mora em Novo Hamburgo. Em 2009, a sua filha, hoje com seis anos de idade, foi vítima de abuso sexual na creche onde estudava, quando tinha dois anos. “O zelador da creche abusa das crianças no banheiro. Eu percebia que ele era mais apegado às meninas, mas nunca desconfiei de nada”, comenta.
As suspeitas só vieram quando a filha voltou a fazer as necessidades fisiológicas nas calças, quando não usava mais fraldas, um dos possíveis indícios. A menina teve que passar por acompanhamento psicológico. “Na escola, tive que trocar ela de turno, pois passava a noite acordada e não conseguia estudar pela manhã, além de ter pesadelo”. A mãe relata que a situação desestabilizou a família. “Meu marido ficou muito mal. Depois que ele estava melhor, eu entrei em depressão. Eu me senti impotente. Na verdade, nunca esperamos que isso vá acontecer com a gente”.
Discussão na praça
O abuso e a exploração contra crianças e adolescentes, assim como a luta antimanicomial foram assuntos discutidos ontem na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo. Na oportunidade foram desenvolvidas atividades alusivas aos temas. De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social Jurema Guterres, os dois temas precisam ser amplamente refletidos com a sociedade. “O abuso sexual infantil é extremamente comum e hoje queremos mostrar os serviços prestados pelo Município e que dão suporte a essas famílias”, esclareceu.
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