PAULETE FURACÃO VISA INSERIR TRAVESTIS E TRANSEXUAIS NO MERCADO DE TRABALHO



Coordenadora do Núcleo LGBTT da Bahia, Paulete Furacão
Os primeiros relatos sobre travestis no Brasil datam de 1591, segundo o presidente de honra do Grupo Gay da Bahia (GGB), o antropólogo Luiz Mott. Nesta , 421 anos depois, a história que começou com o escravo africano Francisco Manicongo, conhecida como Chica Manicongo, ganhou novas linhas após a transexual Paulete Furacão, 25, assumir um cargo na Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH).
Ela, cujo nome civil é Paulo César dos Santos, vai coordenar o Núcleo de Defesa dos Direitos da População  LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros). A nomeação saiu no Diário Oficial em 15 de fevereiro.
Capítulo inédito na Bahia, a transexual é a segunda no país a ocupar uma função em secretarias estaduais. O primeiro caso ocorreu no Ceará. No discurso, emocionada, Paulete afirma que sua posse é uma vitória da população LGBTT. “Não é uma conquista minha, mas sim de todo o movimento. A discriminação se perpetua, mas hoje a gente vê que existe uma luz no fim do túnel”.
No passado bem distante, lembra Mott, Chica Manicongo, que vivia na Ladeira da Misericórdia, Centro, foi denunciada à inquisição por “vestir-se como mulher”. No mais recente, Paulete, criada no Nordeste de Amaralina, conta que também se viu condenada a ficar sem seus direitos, sobretudo profissionais.
“Quando eu era mais nova, as pessoas perguntavam: por que você não faz um curso de cabeleireira ou vira profissional do sexo? Eu me perguntava: só existem essas duas profissões?”, recorda. Não que ela menosprezasse as profissões sugeridas (ou impostas), mas por que teria que limitar-se?
Segundo Paulete a inserção de travestis e transexuais no mercado de trabalho será a principal bandeira levantada por ela, quando sentar-se na cadeira de secretária administrativa II da SJCDH.

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