A homologação do nome do vereador petista Lúdio Cabral para as eleições de Cuiabá (MT) deste ano acabou em confusão. Durante o evento que aconteceu no último domingo, alas do PT entraram em conflito e houve agressão física e verbal.
O encontro aprovou o nome de Cabral para candidatura própria na cidade. Mas de acordo com o presidente do diretório municipal, Vilson Aguiar, um grupo ligado ao vereador ficou descontente pois queria ter 100% dos votos, o que não aconteceu. "Era para ter 185 delegados, mas 38 não estiveram lá e 28 não votaram no candidato. Os caras estavam querendo que a gente aprovasse sem conferir o que estava votando e vieram criticar, dizendo 'cadê a democracia'. Eu tinha que estar na mesa e encaminhar a votação de acordo com o regulamento, e foi o que o fiz", explicou Aguiar, em entrevista ao Terra.
Na confusão, o dirigente do PT estadual Jairo Rocha acabou sendo agredido. Jairo explicou que estava conversando com colegas petistas quando um homem conhecido como Paraíba começou a ofender o grupo. "E ele foi para cima, colocando o dedo na cara dos meninos, me empurrou", afirmou Jairo, que não soube citar o nome do suposto agressor.
Já o vereador Lúdio Cabral, candidato à prefeitura, tem outra versão para os fatos. Segundo ele, o grupo derrotado na votação que foi quem provocou um dos delegados. "Homologamos o meu nome com mais de 80% em um processo absurdamente democrático, dentro das regras do partido. Os demais são de um grupo isolado que, derrotado, provocou então a confusão", afirmou. Cabral também disse que a briga foi pequena e sem importância.
Jairo era um dos dirigentes favoráveis à aliança do PT com o PSB, e não à candidatura própria. Para ele, a coligação seria "a primeira grande chance do PT tirar os tucanos de Cuiabá" e optar pela candidatura de Cabral é uma "aventura". "O partido está se arriscando com uma candidatura eleitoralmente fraca, é uma aventura. Cabral é um ótimo vereador, um companheiro valoroso, mas taticamente é errado lançar a candidatura", opinou. Apesar da homologação, cabe agora à executiva nacional do partido decidir, até 30 de junho, se a candidatura será levada adiante ou não.
- Terra






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