Até irmão de Carlos Bezerra, Paulo Bezerra, teria feito pressão pela composição com Mauro Mendes. Para Dorileo, Silval Barbosa também não abraçou o projeto ao não chamar PR, PT e PSD para conversar sobre unidade da base aliada
KLEBER LIMA
O jornalista e empresário Joao Dorileo Leal retirou, nesta segunda-feira (11), sua pré-candidatura a prefeito de Cuiabá pelo PMDB. Dorileo alegou que o partido não abraçou seu projeto e ainda acusou o PMDB de rifar sua candidatura em troca da vice de Mauro Mendes (PSB) para o ex-vereador Totó Parente.
“Eu sempre acreditei que esse não era um jogo perdido. Se reuníssemos as condições políticas mínimas, o projeto era viável. Porém, percebi que o projeto não era do partido nem do governador, fiquei isolado e não seria candidato do ‘eu sozinho’”, frisou Dorileo a HiperNoticias.
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A decisão de Dorileo foi comunicada pessoalmente ao governador Silval Barbosa durante a manhã, e informada ao presidente do PMDB de Cuiabá, Cloves Cardoso, por telefone.
Dorileo conta que foi chamado pelo governador esta manhã. No encontro, Silval lhe disse que o partido queria uma reunião com ele ainda nesta segunda para definir a candidatura. Porém, reiterou o que já havia lhe dito, que “setores do partido” estavam negociando com Mauro Mendes, que abriria a vice para o PMDB.
“Se eu fosse na reunião e batesse o pé, seria o candidato. Mas, sozinho, porque o partido já vinha dando vários sinais que preferia essa composição com o Mauro Mendes”, frisou Dorileo.
Segundo o empresário, o irmão do deputado federal Carlos Bezerra - presidente regional do PMDB -, Paulo Bezerra, foi o primeiro a procurá-lo para informar que o partido tinha aberto uma negociação com Mauro Mendes. “O Paulo me procurou e disse que tinha estado com o Mauro, e que a proposta era que eu fosse o vice. Eu disse não”.
Depois disso, conforme Dorileo, o próprio Silval Barbosa confirmou que o partido estava negociando com o socialista, acrescentando que o nome para vice seria o de Totó Parente.
“De repente apareceu do nado o Totó, que nem mora mais aqui, e me procurou na semana passada. Ele me disse que se eu fosse candidato viria junto, mas ponderou que talvez fosse o caso de sentar para negociar com o Mauro. Não sou bobo, percebi que um setor do partido estava noutra direção”, frisou.
FALTA DE VONTADE
Dorileo Leal negou que questões relacionadas à estrutura de campanha tenham influenciado na sua decisão. Embora aparentando tranquilidade, porém, Dorileo não poupou Silval Barbosa ao sustentar que faltou decisão política do governador ao projeto.
“Conversei com todo mundo, e todos diziam a mesma coisa, que tinha que ver com o governador. Quando nós pensamos o projeto, imaginamos que seria possível reeditar a aliança que elegeu o Silval em 2010. Mas, de repente o PSD lança candidato, o PR lança candidato, PT lança candidato. Para mim ficou claro que faltou empenho do governador em chamar os partidos e tentar fazer o convencimento”, frisou.
“Eu tinha muita segurança no apoio do DEM, que me recebeu muito bem, e isso não passava pelo governo ou governador. Mas, com os demais partidos tinha que passar”.
O governador Silval Barbosa, o presidente estadual do partido, Carlos Bezerra, bem como o presidente da agremiação em Cuiabá, Cloves Cardoso, foram procurados pela reportagem, mas não atenderam nem retornaram as ligações até o fechamento da matéria.http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=169&cid=14559






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