Elize Matsunaga tinha acesso à senha do executivo Marcos Kitano Matsunaga


Em sua confissão, Elize contou, por exemplo, que tinha acesso à senha do e-mail do marido. E admitiu que usou isso em uma tentativa de despistar a família e a polícia após o crime. Três dias depois da morte, ela enviou um e-mail como se fosse o marido, para o irmão deste. Disse que estava tudo bem – a família já havia prestado queixa à polícia por causa do sumiço de Marcos.

“Ela contou que passou o e-mail de seu computador e, depois, quebrou a máquina e a jogou no lixo”, afirmou o delegado Mauro Gomes Dias, responsável pelo inquérito do caso. O policial considera que será difícil encontrar o computador.

Além de mandar o e-mail para o cunhado, Elize tentou despistar a polícia dizendo que Marcos havia deixado o apartamento do casal depois de uma discussão. Ele afirmou que o marido teria levado roupas. Pouco depois, começou a espalhar a versão de que ele podia ter sido sequestrado. A família de Marcos procurou a Divisão Antissequestro (DAS).

A DAS fez o rastreamento do telefone celular de Elize e o resultado mostrou que ela havia estado em Cotia no dia 20. Dias depois, quando a cabeça do empresário foi achada, o caso passou à Divisão de Homicídios – DAS e Homicídios pertencem ao DHPP. 

Elize decidiu confessar o crime depois de ser confrontada com as provas da polícia. MG ‡

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