Em estado de choque, família de Elize Matsunaga prefere ficar reclusa

Ainda em choque e sem acreditar na confissão de assassinato feita por Elize Matsunaga, 30 anos, a família da jovem — que vive na cidade de Chopinzinho, de 19 mil habitantes no interior do Paraná — tem preferido ficar reclusa. A mãe da jovem, Dilta Araújo, 56 anos, está em tratamento contra um câncer há cinco anos e ficou sabendo do assassinato pela imprensa. Com a repercussão do caso, ela saiu da cidade neste fim de semana para descansar um pouco. A família tem tentado preservar a matriarca, que ainda não falou com a filha ao telefone. Segundo o advogado da família, Auro Almeida Garcia, Dilta não “sabe da missa a metade”. O pai da jovem faleceu há mais de três anos.

A rotina da pequena cidade paranaense mudou desde quarta-feira, 6 de junho, quando a viúva do executivo e herdeiro da Yoki Alimentos, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, assumiu a autoria do crime e afirmou ter atirado e esquartejado o marido. “Como em qualquer outro lugar, em vista da repercussão do fato, as pessoas estão muito curiosas. O caso mexeu com a comunidade, que é bastante conservadora”, contou Auro. O advogado disse que as pessoas o abordam para perguntar sobre o processo, o estado da família e a guarda da filha de um ano do casal — que está no apartamento onde ocorreu o crime em São Paulo, com a tia de Elize, Rose. “Todos a conheciam. Elize nasceu e foi criada aqui. Sempre teve muitos amigos e era uma excelente aluna. A família é muito benquista, por isso, todos querem saber”, justificou. 

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