Redação 24 Horas News
Nesta segunda-feira, 11, a Comissão Pastoral da Terra, Regional Mato Grosso, denunciou , através de carta aberta a população o que classificou de “descaso, abandono e o descompromisso” dos poderes públicos diante da situação a que estão submetidas centenas de famílias de trabalhadores rurais acampados nos municípios de Novo Mundo e Nova Guarita, região norte do Estado. Essas famílias estão, segundo o documento, há 11 anos vivendo a “esperança pelo seu pedaço de chão, reivindicando terras públicas ocupadas ilegalmente” e teme pelo “derramamento de sangue”
Segundo o documento, elas resistem vivendo nas margens das rodovias, sendo alvo de constantes ameaças de morte, agressões físicas e psicológicas e tendo como saldo histórico o alarmante número de 8 assassinatos ocorridos na Gleba Gama, em Nova Guarita, durante os anos de 2003 a 2008 e de duas pessoas assassinadas e duas desaparecidas na Gleba Inhandú, Novo Mundo.
A situação é critica. A Pastoral da Terrra destaca as ameaças que as famílias vivem de terem suas pequenas roças destruídas por fazendeiros, além de riscos constantes de despejos. No acampamento, foram registrados casos de quebra de caixas d’água, corte de arame de cercas, quebra de postes de luz, do Programa Luz Para Todos e outras situações. A tudo isso se alia ainda diversos casos de crimes ambientais, com a retirada ilegal de madeiras, desmatamento, queimadas, extração de minérios.
A carta denuncia também supostas manobras na regularização das terras públicas, para legalizar limites além do proposto pelo Programa Terra Legal, o que têm refletido no aumento da tensão sobre as famílias acampadas.
Durante mais de uma década já foram realizadas diversas Audiências Públicas, reuniões, vistorias em áreas, denúncias das irregularidades sem êxito. Os processos tramitam na Advocacia Geral da União – AGU e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas até o presente momento as famílias continuam em situação de total insegurança e medo.






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