 Vice-presidente do diretório do DEM em Várzea Grande, Wilson Oliveira, o Wilson da Grafite, e outros 12 membros da Executiva municipal da legenda, entre eles 3 candidatos a vereador, pediram desfiliação nesta quinta (12). Segundo o empresário, o motivo foi a falta de democracia no partido. "Não concordamos com a maneira como o DEM é comandado: esse reinado em que só os membros da família têm voz", justificou, em referência aos Campos, que comandavam a cidade há mais de 40 anos.
O principal descontentamento do grupo é quanto à maneira como a ex-primeira-dama do Estado, Lucimar Campos, foi escolhida candidata à prefeitura. Grafite, que chegou a ser cotado para disputar o cargo, afirma que não houve qualquer tipo de debate interno e que a esposa do senador Jayme Campos foi "imposta" aos membros da legenda. "Eu estava filiado ao DEM há 16 anos, acho que merecia mais respeito", avaliou.
Embora pondere considerar Lucimar um bom nome, ele afirma que a candidata não possui qualquer projeto para o município. Conta que recebeu o convite para disputar internamente o cargo do próprio Jayme e que um dos pré-requisitos era elaborar um plano de governo. "Várzea Grande precisa de planejamento e era o que eu estava fazendo. Eles (Campos) estão tratando a cidade como faziam há 30 anos", reclama.
--Jayme Campos, senador
Jayme Campos, senador
No início das articulações ao pleito, Grafite e Júlio Neto, filho do deputado federal Júlio Campos, haviam colocado seus nomes à disposição do DEM. À época, o partido havia definido que a escolha entre eles levaria em consideração uma pesquisa de intenção de votos. Segundo Grafite, tanto ele quanto Júlio passaram a trabalhar em projetos ao município. "Ele também tinha uma proposta bacana. Estava plantando seu nome", diz em referência ao filho do parlamentar.
Na mesma reunião em que os critérios de escolha foram definidos, no entanto, a cúpula do partido foi unânime quanto à decisão de que Jayme seria o candidato, se assim decidisse. O senador acabou não ingressando na corrida eleitoral e lançou o nome de Lucimar, que, nos bastidores, também era cotada, mas vinha negando interesse em disputar.
Até o limite, Jayme é candidato; Júlio Neto e Grafite são 2º plano
Apesar da revolta com o DEM, Grafite diz que não vai fazer campanha para outro candidato a prefeito. Ele afirma que o grupo de "desertores" ainda deve se reunir, mas a tendência é que apoiem qualquer nome ao Legislativo que tenha uma proposta concreta para melhoria da cidade. "Independente do partido", pontua. Ele também afirma que ainda não tem planos de se filiar a outra sigla. Revela, contudo, que recebeu convite do PSD à época da criação da legenda. "Quando houve aquela debandada de vereadores do DEM eu fui o único que resolveu ficar". |
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