Por: Cícero Henrique
A campanha à reeleição começa complicada para o prefeito Tião da Zaeli (PSD), de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. A segunda maior cidade do estado tem seu calcanhar de Aquiles na saúde pública. Enfrentando alto índice de rejeição, o prefeito tem uma tarefa de Golias pela frente na tentativa de conquistar a reeleição. Em fevereiro os médicos da rede municipal de saúde ficaram 23 dias em greve. O caos no Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande chegou a ser noticiada em rede nacional de televisão. O problema é antigo, vem desde a gestão de Jayme Campos, hoje senador pelo DEM-MT, passando por MD, prefeito que teve o mandato cassado, cujo vice era Tião da Zaeli. 30 DIAS DE CAOS A segunda greve do ano completou 30 dias na quarta-feira, 11, sem perspectivas de ser encerrada. A crise no atendimento à população acaba sobrecarregando o Pronto Socorro da capital Cuiabá. As duas cidades são separadas pelo Rio Cuiabá. Se há greve em Várzea Grande a população busca socorro em Cuiabá e vice-versa. O vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed MT), Celso Vargas, disse que os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho. Segundo ele, falta o básico para realizar os atendimentos. “O que mais inviabiliza é a falta da condição de trabalho. É não ter gaze, é não ter soro fisiológico e faltar até medicamentos”, diz. O secretário de Saúde, Marcos José da Silva, ressalta que a prefeitura tem buscado melhorar. Mas, na prática, a crise se aprofunda cada vez mais. Os profissionais de saúde também reivindicam reajuste salarial. Hoje um médico em início de carreira em Várzea Grande recebe, em média, R$ 1,9 mil para trabalhar 20 horas semanais, mais o adicional de trabalho noturno e insalubridade. Os médicos reivindicam R$ 2,5 mil, acrescidos dos adicionais. Também reivindicam o pagamento de hora extra, clareza nas informações dos holerites, adicional por tempo de serviço, funcionamento da maternidade e serviços de endoscopia, entre outros. Por força de liminar os profissionais estão mantendo apenas 60% do efetivo atendendo no Pronto-Socorro, nas policlínicas e nos postos de saúde em cumprimento a determinação de uma liminar da Justiça. O atendimento de urgência e emergência está totalmente parado. RESPONSABILIDADE Para a população, o prefeito e também os vereadores são responsáveis pelo caos na saúde no município. Em plena campanha eleitoral, tanto o prefeito Tião da Zaeli como os vereadores têm muito que explicar. Legislativo e executivo não conseguiram, até agora, solução para o caos.  |
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