Mesmo respondendo por eles, senador segue na busca de voltar ao poder
Larissa Malheiros
senador Jaime Campos (DEM)
segue na busca de voltar ao poder. Neste caso, jogou para o sacrifício sua esposa Lucimar Campos , na tentativa de " esconder" seus processos e manter uma imagem limpa, relacionada a família Campos.
Vale lembrar que além de supostamente ter fraudado os cofres públicos do município , Jaime também responde por uma das maiores dividas contraídas pelo Estado, ou seja, o senador quando era governador, deixou um desfalque de R$ 14 milhões de uma obra não finalizada do tão esperado Hospital Central da Capital.
Jaime foi condenado por improbidade administrativa: Ele usou os meios de comunicação da prefeitura como ferramenta de autopromoção e publicidade pessoal, na sua última gestão na Cidade Industrial. Na época oi condenado a pagar a multa de vinte vezes o valor da última remuneração mensal que percebeu enquanto Prefeito Municipal, e também o pagamento de 50% (cinquenta por cento) do valor das custas e despesas processuais. Em 2009, Jaime entrou com recurso interposto, mas o Tribunal de Justiça manteve a condenação.
Jaime também foi condenado a pagar multa civil de 70 vezes o valor do salário que recebia como prefeito, o que equivale, em média, ao total recebido em cinco anos e oito meses, por uso indevido dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Outra condenação foi para ele ressarcir o erário do município com todos os valores pagos a título de "pensão de mercê" ao ex-vereador João Simão de Arruda. Todas as condenações relatadas enquanto gestor municipal. Como governador, Jaime foi condenado a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 14 milhões por participação no esquema de superfaturamento do Hospital Central de Cuiabá, cujas obras estão paralisadas há anos.
Confira alguns processos
STF - Inquérito nº 2606/ 2007 - É alvo de inquérito que apura peculato e crimes previtos na lei de licitações e contra administração em geral;
STF - Processo nº 460/ 2007 - É réu em ação penal movida pelo Ministério Público Federal por uso de documento falso. É alvo de ações civis públicas, inclusive de improbidade administrativa, movidas pelo Ministério Público Federal e pela União;
TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso - Processo nº 0008120-29.2003.4.01.3600 (Foi condenado à restituição integral de todas as verbas públicas federais repassadas pela União e destinadas à execução das obras de um hospital em Cuiabá no período em que governou Mato Grosso);
TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso - Processo nº 0017888-66.2009.4.01.3600;
TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso - Processo nº 0027827-70.2009.4.01.3600;
TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso - Processo nº 0028019-03.2009.4.01.3600;
TRF-1 Seção Judiciária de Mato Grosso - Processo nº 0003696-60.2011.4.01.3600 (Acusado de envolvimento com a máfia das ambulâncias);
TRF-1 Subseção Judiciária de Sinop - Processo nº 0003303-34.2008.4.01.3603;
STF - Processo nº 227128 - Em ação popular, foi condenado a ressarcir os cofres públicos por gastos indevidos com propaganda utilizada para promoção pessoal. O STF manteve a decisão.
TCU - Acórdão nº 1327/ 2009 - Foi responsabilizado por rregularidades na aplicação de recursos federais provenientes de convênio celebrado entre a Fundação Nacional de Saúde e o governo de Mato Grosso. Investigações do Ministério Público Federal sobre a máfia dos sanguessugas apontou indícios de irregularidades envolvendo convênios entre a prefeitura de Várzea Grande e o Ministério da Saúde. (Folha de S. Paulo, 29.nov.2008). Neste caso, Jaime foi inocentado com o depoimento do ex-secretário de Fazenda, Juarez Pizza.






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