Diário do Amapá
O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) foi entrevistado, anteontem, no programa Café com Notícia (Diário FM 90.9), a respeito dos desdobramentos da CPI do senador Demóstenes Torres, de Goiás e sem partido.
A seguir, parte da entrevista:
Café com Notícia – Como o senhor descreve o atual momento da CPI mista que apura o envolvimento de Cachoeira com políticos e expressivas personalidades brasileiras?
Senador Randolfe Rodrigues – Nós estamos chegando a um momento crucial da CPI, o momento em que diagnosticamos que o esquema de corrupção não se restringe ao seu Carlos Cachoeira e à região centro oeste do estado de Goiás e do estado de Tocantins. Estamos percebendo a relação de comunicação do esquema de Carlos Cachoeira com a empresa Delta. Então, a CPI tem que se inspirar nisso para agora avançar.
Café com Notícia – O senador Demóstenes Torres era um dos tentáculos do esquema Cachoeira dentro do Senado Federal. Outros tentáculos espalhados pelo poder público em vários estados ainda sobrevivem. Qual é o próximo passo da CPI?
Senador Randolfe – O próximo passo é em direção à Delta, que são as relações do senhor Carlos Cachoeira com empreiteiras, notadamente com a quinta empreiteira do país, que no caso é a Delta. Percebemos que a empresa Delta, na conta da Caixa Econômica Federal, recebeu do poder público, notadamente, do governo do estado do Rio de Janeiro e de prefeituras do Rio de Janeiro no ano de 2011, 1,2 bilhão de reais. Deste valor, 460 milhões foram recursos destinados à conta da Delta no HSBC. Essa é a conta de movimento da Delta. Desses recursos da conta da Delta no HSBC, 50 milhões de reais foram para empresas Alberto Pantoja e Brava, que são empresas “laranjas” do esquema de Carlos Cachoeira. Para mim resta provado e confirmado que os esquemas de Carlos Cachoeira e da Delta não são os mesmos, mas que se comunicavam e que a empresa Delta montou no país todo um enorme esquema de corrupção.
Café com Notícia – O senhor se sente algoz de Demóstenes?
Senador Randolfe – Não. Eu cumpri o meu dever e com a minha obrigação. Não fiz com regozijo no coração. Mas nós não estamos no Senado para estabelecer uma confraria de amigos. O Senado é o espaço de homens públicos com funções republicanas em defesa da república. Por isso, eu não tenho nenhum sentimento de algoz.
Café com Notícia – Como o senhor tem se portado em relação aos escândalos de corrupção no Amapá?
Senador Randolfe – À Operação Eclésia, total apoio. Total apoio e total solidariedade. A atuação do Ministério Público do Estado do Amapá nos orgulha. Eu quero fazer uma advertência aos senhores da corrupção, aos que se apossam do dinheiro público no Amapá: não tentem nos ameaçar e nos intimidar. Vocês vão perder.
Café com Notícia – Existe um burburinho de que seus adversários estão querendo investigar a sua vida pública. O senhor teme alguma retaliação nesse sentido?
Senador Randolfe – Façam bom proveito. Soube que tentam levantar informações sobre mim. Os senhores e senhoras que roubam o dinheiro público no Amapá, fiquem à vontade pra me investigar. Ao contrário deles, a minha vida não é um livro fechado. Ela pode sim ser investigada! Eu já sei das ações que eles vão sustentar, mas eu quero afirmar uma coisa: os senhores não nos intimidarão! O Amapá nos designou à Brasília para cumprir uma missão e nós a faremos com zelo, amor e dedicação. Sem medo, eu não conheci no meu vocabulário o significado da palavra intimidação. Então, investiguem, por favor.






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