| VIOLÊNCIA EM CUIABÁ PM agride crianças e idosos durante reintegração de posse Policiais atiraram, com projéteis de borracha, contra famílias; defensores querem punição DA REDAÇÃO Uma reitegração de posse quase terminou em tragédia no final da manhã desta quinta-feira (12), no bairro Jardim Humaitá, na zonal Sul de Cuiabá. Dezenas de casas foram destruídas, crianças e idosos foram baleados pela Polícia Militar, com projéteis de borracha, e levaram golpes de cassetetes, segundo relatos. Um mandado de reintegração de posse, expedido no dia 03 de julho, obrigava a retirada das famílias que estavam ocupando uma área particular. Trecho da decisão destaca que, para o devido cumprimento do mandado de reintegração poderia ser usado reforço policial “apenas auxiliar para manter a ordem e garantir a integridade física dos envolvidos”. Eram pouco mais de 11 da manhã quando moradores foram surpreendidos por dois oficiais de justiça, policiais militares e um trator. Assim que as casas começaram a ser derrubadas, os moradores reagiram e a confusão começou. Segundo a Defensoria Pública, foi então que a polícia começou a atirar, com projéteis de borracha, e a usar spray de pimenta. Um idoso foi agredido no peito, com um chute, e teve que ser levado às pressas para o Pronto Socorro. Uma menina foi atingida com um projétil de borracha no rosto.
Punição Segundo o defensor público Air Praeiro Alves, o correto seria a decisão ter sido encaminhada ao Comitê de Acompanhamento de Conflitos Fundiários, para avaliação do caso e coordenação de uma retirada pacífica das famílias. “Aqui moram seres humanos, e não um bando de macacos, que podem viver pendurados em árvores. Nós, da Defensoria Pública, iremos lutar por esses moradores e levar o caso de abuso dos oficiais de justiça à Corregedoria”, afirmou. Segundo ele, os culpados devem responder pelos danos. "Levaremos o caso a corregedoria de polícia, ao secretário de segurança e onde mais for preciso para que sejam punidos. O mandado determinava a reintegração, e não a demolição. Essa situação é um atentado aos direitos humanos”, disse. “Os feridos foram encaminhados para confeccionar o boletim de ocorrência e para fazer exame de corpo de delito para que possamos provar o que aconteceu e punir os responsáveis”, disse o defensor público Munir Arfox. Juntamente com dezenas de moradores, os defensores públicos se dirigiram a Assembleia Legislativa, onde a Comissão de Direitos Humanos tomou ciência da situação e demonstrou apoio às famílias. Após, dirigiram-se a Casa Civil para levar também o fato ao conhecimento do Governo de Mato Grosso e para que as devidas providências fossem tomadas. Em reunião com o secretário chefe José Lacerda e outros membros do governo, foi decidido o início de uma nova vida para esses moradores, vítimas do abuso de poder das autoridades. O governo, que afirmou que a operação não era de seu conhecimento e tampouco tinha sito autorizada pelo Comando Geral, repugnou a atitude dos policiais e oficiais, considerando-a como ilegal, pedindo desculpas às famílias. A Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) afirmou que vai garantir alimentação das famílias, assim como o mínimo necessário para que possam se abrigar. Os moradores devem ficar em uma igreja, próximo ao local onde tinham suas casas, até que novas moradias sejam providenciadas. Veja mais imagens da reintegração (fotos Sérgio Thompson/Defensoria Pública de Mato Grosso): | ||||
Fonte: Midia News Visite o website: http://www.midianews.com.b | ||||






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