*Por Suelme E. Fernandes
Neste domingo o PSB foi conhecer a situação das feiras de Cuiabá, visitamos o Bairro Pedra 90 e Osmar Cabral e desta experiência nasceu este artigo.
Cuiabá possui aproximadamente 1.500 feirantes que vivem das quase 50 feiras existentes, atividade tradicional que, em muitos casos, envolve as famílias e empregados.
As feiras deveriam ser espaços organizados, limpos e alternativas baratas para adquirirmos produtos diretos da roça, orgânicos e frescos. Mas não é isso que em muitos casos ocorre, prevalecendo a improvisação e a falta de infraestrutura mínima de funcionamento. O fato é que inexistem ações concretas do poder público municipal para ajudar nossos feirantes e uma maior organização do próprio segmento.
Apesar de ser um costume antigo de a sociedade cuiabana ir à feira, em geral não possuímos locais específicos para o seu funcionamento. De maneira improvisada, são utilizadas ruas e praças dos bairros, causando transtorno ao trânsito e ao meio ambiente. Falta iluminação pública, segurança, abastecimento d’água, rede de energia elétrica, banheiros e lixeiras.No quesito conservação e higiene constatamos um problema recorrente em algumas bancas: faltam estufas, câmaras frias, recipientes e equipamentos adequados para exposição e manipulação de alimentos.
As bancas normalmente não são padronizadas nas estruturas e nas cores. Algumas beiram a improvisação completa, havendo a necessidade de buscarmos caminhos para apresentar melhor estes stands de venda, que necessitam de cobertura para proteger do sol e balcões.
Além do que, as bancas deveriam estar agrupadas por setores de produtos comercializados.
Constatamos que quase 70% das bancas vendem artigos importados e outros produtos típicos de camelô. As demais vendem produtos, digamos, do campo.
Nesse universo pequeno de hortifruti e outros, a quase totalidade dos produtos são advindos de Goiás ou São Paulo e quase nada é orgânico. Apesar de existir espaço para todos os produtos na feira, temos que nos preocupar com a alimentação saudável do dia-a-dia da mesa do trabalhador e do incentivo ao consumo de produtos sustentáveis e artesanais. Aliás, este é o diferencial das feiras.
Nossa cadeia produtiva insipiente da agricultura familiar não consegue abastecer os mercados e não possuímos uma política sólida de incentivos para organizar este setor da economia na baixada cuiabana.
A feira é uma característica marcante de nossa cuiabanidade, além de ser ponto de encontro e lazer das pessoas nos bairros, palco de artistas populares e local para alimentação barata.
Assim, deve ser prioridade nas agendas políticas de todos os pretensos candidatos a prefeito neste ano.
O poder público precisa discutir com esta importante cadeia produtiva, a busca de saídas e investimentos para resolver estes problemas, preparando nossa Capital para receber bem os turistas na Copa do Pantanal de 2014. Esta é a voz corrente dos feirantes, dos consumidores e agora do PSB, afinal quem não gosta de tomar um pastelzinho com garapa na feira?
*Suelme E. Fernandes – Mestre em História pela UFMT e Secretário Geral do PSB Cuiabá.






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