Um indivíduo
de cerca de 50 anos está, desde ontem, a ser julgado na Vara Mista, acusado de abuso sexual de uma menor de 15 anos, diminuída mental, filha da sua companheira. Os factos passaram-se em Frossos.
A observação atenta de uma psicóloga a uma aluna interna num colégio particular, levou a que, entre perguntas subtis, esta revelasse um segredo: o companheiro de sua mãe também era seu “namorado”.
Explicando-se melhor: ela, menor de 15 anos, diminuída mental, habitualmente dormia na mesma cama de sua mãe com o companheiro dela.
A menor ficava ao meio, entre sua mãe e o 'padrasto'. Inocentemente, a menor não via mal nenhum nisso.
A mãe, também ela parcialmente incapacitada, não resistia a um sono profundo consequente da medicação a que está sujeita.
O arguido, com problemas de alcoolismo, vivia na residência da companheira, em Frossos, desde 2008.
Descoberto o crime e denunciado junto do Tribunal de Família e de Menores de Braga, o caso transitou para o Tribunal Judicial, decorrendo o julgamento na Vara Mista, mas à porta fechada.
O procurador Américo Simões representa o Ministério Público; as advogadas Juliana Cruz e Sónia Cristina Almada representam a família da menor e o arguido, respectivamente.
O CM sabe que o arguido não foi acusado de violação sexual da menor face às conclusões do relatório médico.
Em todo o caso, a acusação particular reconhecia a dificuldade em sustentar com eficácia a matéria da acusação, dada a postura da menor e de sua mãe relativamente ao arguido e por razões até diferentes: a menor entende que o que o “padrasto” lhe fazia era por gostar dela, por ser seu “namorado”; a mãe dela teme as consequências da acusação, a reacção eventualmente violenta do arguido.
Mas desde que o caso se tornou conhecido o arguido passou a ter uma vida semelhante aos sem-abrigo: a própria família dele defende o seu internamento em instituição que o ajude a acabar com o vício do álcool.
Até à concretização desse objectivo, o arguido que não espere pela colaboração da família.






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