Romilson Dourado
A 9ª Vara Criminal concedeu liminar que suspendeu a "marcha da maconha", programada para acontecer no próximo domingo na Praça Ipiranga, em Cuiabá. Por meio do site www.marchadamaconha.org vem sendo veiculadas notícias que defendem a legalidade da droga, bem como informar sobre a realização da marcha em várias outras localidades do país, no mesmo dia e horário.
A ação cautelar foi formulada pelos promotores Marcos Henrique Machado e Marcelo Ferra de Carvalho após aviso do Ministério Público da Bahia, pois em Salvador está localizada a maior movimentação para a marcha. O MP requisitou à secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) que monte plantão no local e que, se necessário, utilize todos os meios administrativos para coibir o movimento. Também deverá identificar os organizadores que podem responder a processo criminal. Os promotores esperam que a marcha não aconteça, mesmo assim advertem que não se pode induzir, fazer apologia ao uso da maconha e outras drogas. "A maconha é droga e é considerada crime em nosso país", destacou Ferra. O crime é previsto na Lei 11.343/06. Os responsáveis pela marcha podem sofrer penas de detenção de um a três anos, multa, além de poder responder por formação de quadrilha e tráfico de drogas.
O site, cujo domínio ainda não foi identificado, veicula a idéia de que a marcha serve apenas para debater a proibição ou não do uso do entorpecente e que impedir a manisfetação é barrar a liberdade de expressão. Eles ainda "advertem" que é proibido usar a maconha durante o evento. A página já informou que a manifestação está proibida na Capital. O representante do MP salienta que “não se quer aqui cogitar proibição à liberdade de expressão, vez que vivemos em um Estado Democrático de Direito, no entanto, imaginar que se possa induzir e instigar crime contra a saúde pública como forma de liberdade de expressão significa decretar a anarquia no país. (Simone Alves)
Conferência da Juventude discute usa da maconha
A 1ª Conferência Nacional da Juventude, realizada em Brasília entre domingo e esta quarta (30), reuniu cerca de 2,5 mil jovens de todos os Estados. Foi toda patrocinada pelo governo federal, por meio das secretarias Nacional da Juventude e Geral da Presidência da República, inclusive com direito a passagens aéreas e hospedagem.
Na quarta, marcando o último dia do evento, foi mostrado um vídeo sobre a importância de se legalização o uso da maconha e também a campanha nesse sentido que está sendo preparada para 4 de maio, quando 200 cidades em todo mundo, entre elas 12 no Brasil, devem sediar manifestações, apesar da interferência da Justiça para proibí-las, como é o caso de Cuiabá.
O que gerou maior discussão foi quando se perguntou se, durante a manifestação, deveria usar a droga. Os líderes da conferência deixaram claro que o propósito não seria fazer apologia ao uso e que, na marca, isso seria proibido. As opiniões se dividiram.
Para Everton Almeida, um dos estudantes mato-grossenses presente à Conferência Nacional da Juventude, "essa situação é delicada". "É muito complexo. Tem o lado maléfico do uso da maconha e, para alguns, bem o benéfico se isso vir a ser legalizado. No meu caso, a legalização não seria interessante", enfatiza Everton, presidente da Juventude do PSB de Cuiabá. (Romilson Dourado, de Brasília)
No evento, foi distribuído aos jovens panfleto sobre a Marcha da Maconha. Veja abaixo reprodução da frente e verso.
Panfleto propagada marcha do dia 4 pela legalização...
...da maconha, com mapeamento de onde haverá manifestação






0 Comments:
Postar um comentário
Para o Portal Todos Contra a Pedofilia MT não sair do ar, ativista conclama a classe política de MT
Falta de Parceiros:Falsos militantes contra abuso sexual e pedofilia sumiram, diz Ativista
contato: movimentocontrapedofiliamt@gmail.com