PMDB deve comandar Congresso nos próximos 2 anos

Terra


O governo trabalha para deixar o Congresso Nacional nas mãos do PMDB pelos próximos dois anos. O martelo foi batido em jantar na última terça-feira, quando a presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer, do PMDB, e o presidente do PT, Rui Falcão, acertaram que os petistas vão cumprir um acordo firmado no ano passado e apoiar a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a presidência da Câmara dos Deputados.
"Na primeira semana de agosto haverá uma reunião com o PMDB ratificando o acordo. Nos últimos anos houve um rodízio entre as maiores bancadas, mas havia uma suspeita que o PT não cumpriria o acordo, muita fofoca. Daí, a presidente chamou o Rui Falcão para acabar com isso. O PT apoiará a candidatura do PMDB", disse Henrique Alves ao Terra.
O acordo resultou numa alternância entre petistas e peemedebistas nos últimos anos. Primeiro foi Arlindo Chinaglia (PT-SP), entre 2007 e 2008, sucedido por Michel Temer (PMDB-SP), entre 2009 e 2010. O atual presidente, Marco Maia (PT-RS), assumiu a Câmara em 2011 e ficará no cargo até fevereiro do ano que vem, quando ocorrerá a nova eleição.
Cauteloso, Henrique Alves lembra que o acordo entre PT e PMDB é meio caminho andado, mas que ainda precisa angariar apoio entre os outros partidos da base governista.
"Esse é o primeiro passo, mas temos de buscar os outros partidos. Estamos propondo uma candidatura da instituição. Mas vamos ver, tem muita água embaixo da ponte, então temos que ter maturidade suficiente para entender que é uma caminhada longa", disse o deputado.
No Senado, a sucessão de José Sarney (PMDB-AP) já está acertada. Pelo regimento da Casa, a presidência é da maior bancada. Não há acordo. O PMDB possui 19 senadores e o PT, segunda maior bancada, conta com 13 parlamentares.
A única indefinição é sobre qual peemedebista assumirá a cadeira. Dilma tem demonstrado predileção por Edison Lobão, atual ministro de Minas e Energia. A presidente o considera afinado com o governo e um peemedebista não tão alinhado aos caciques do partido, como Sarney e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Calheiros, no entanto, insiste em manter sua candidatura. Apoiado por Sarney e pelo ex-líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), Renan quer voltar ao comando da Casa. Ele renunciou à presidência do Senado em 2007, depois de ter sido acusado de quebra de decoro parlamentar no processo em que era suspeito de ter adquirido veículos de comunicação em Alagoas por meio de "laranjas". O plenário da Casa, no entanto, absolveu o peemedebista da acusação e ele continuou com o mandato de senador.

0 Comments:

Postar um comentário

Para o Portal Todos Contra a Pedofilia MT não sair do ar, ativista conclama a classe política de MT
Falta de Parceiros:Falsos militantes contra abuso sexual e pedofilia sumiram, diz Ativista
contato: movimentocontrapedofiliamt@gmail.com