PM abre inquérito para apurar ação desastrosa; Silval demite coronel

Os 16 militares que participaram da operação desastrada correm o risco de serem expulsos da PM

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O governo também repugnou a atitude dos policiais e oficiais, considerando-a como ilegal,O governo também repugnou a atitude dos policiais e oficiais, considerando-a como ilegal,
MAYARA MICHELS

Atualizada: 12h40

A Corregedoria da Polícia Militar instaurou um inquérito administrativo para apurar a conduta dos 16 militares que agiram com violência chegando a ferir crianças e idosos durante reintegração de posse no Bairro Jardim Humaitá, na manhã de ontem (12), em Cuiabá.
 
O governador Silval Barbosa determinou  a exoneração do coronel Rhaygino Setubal, do comando do 9º Batalhão da Policia Militar. O militar comandou a ação. 

Segundo o chefe do Comando Regional 1 da PM, coronel Jadir Metello da Costa, houve erro na operação e. “O comando não teve conhecimento da desapropriação. Esse tipo de operação tem que ser montada com estratégia”, afirmou o coronel.


A previsão é que o inquérito seja concluído em 30 dias. Até que seja apurada a conduta dos militares, os policiais passarão a trabalhar internamente. 


O CASO


Um mandado de reintegração de posse, expedido no dia 03 de julho, obrigava a retirada das famílias que estavam ocupando uma área particular. Trecho da decisão destaca que, para o devido cumprimento do mandado de reintegração, poderia ser usado reforço policial "apenas auxiliar para manter a ordem e garantir a integridade física dos envolvidos", totalmente diverso do que foi observado na truculência dos policiais.

Na manhã de ontem (12), moradores do bairro Humaitá I, foram surpreendidos por dois oficiais de justiça, policiais e um trator. Os moradores das 48 casas reagiram ao ver o trator derrubando e destruindo todas as casas.

Para conter a multidão, os policiais responderam atirando com projéteis de borracha e utilizando de spray de pimenta.

A Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) afirmou que vai garantir alimentação das famílias, assim como o mínimo necessário para que possam se abrigar. Os moradores devem ficar em uma igreja, próximo ao local onde tinham suas casas, até que novas moradias sejam providenciadas.

À Defensoria Pública coube acelerar os trâmites jurídicos para promover imediatamente a regularização fundiária do local, garantindo a moradia e os direitos daquelas famílias.

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