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Maluf propõe mesa técnica para reestruturar assistência social de Cuiabá e Várzea Grande

 

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Conselheiro Guilherme Antonio Maluf em reunião com a secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão de Cuiabá, Hélida Vilela de Oliveira. Clique aqui para ampliar

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf propôs a abertura de uma mesa técnica para reestruturar os serviços de assistência social de Cuiabá e Várzea Grande. A proposta foi motivada por diagnóstico de vulnerabilidades apresentado pela secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão da Capital, Hélida Vilela de Oliveira, em reunião nesta quinta-feira (11).

O levantamento aponta, por exemplo, déficit no número de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que hoje contam com 14 unidades em Cuiabá, número inferior às 20 necessárias para alcançar toda a população, que cerca de 1,8 mil pessoas vivem em situação de rua no município, e que aproximadamente 11% dos moradores estão em condições semelhantes às de áreas de favela.

Presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), Maluf alertou que a fragilidade do setor resulta em problemas como a alta nos índices de criminalidade. “Se nós não tomarmos providências, vamos nos dedicar apenas a aumentar o número de presídios. Se nós não tentarmos resolver as causas, a questão da criminalidade em Mato Grosso, que já não é boa, vai piorar.”

Alair Ribeiro/TCE-MTReunião Conselheiro Guilherme Maluf e Assistência Social PMC (3).jpg
Na reunião, Maluf propôs a abertura de uma mesa técnica para reestruturar os serviços de assistência social de Cuiabá e Várzea Grande. Clique aqui para ampliar

Os números apresentados reforçam a sobrecarga da rede de acolhimento: atualmente cerca de 90 idosos aguardam acolhimento em instituição de longa permanência no município, que conta apenas com o Abrigo Bom Jesus para esse tipo de atendimento. Há ainda em torno de 200 crianças acolhidas, com as casas-lar operando acima da capacidade, o que exigiria dobrar o número dessas unidades.

Diante do cenário, Hélida ressaltou que as respostas devem ir além do paliativo, considerando o alcance e a continuidade do atendimento. "Buscamos soluções estruturais, não eventuais ou temporárias, que deem conforto e segurança para que Cuiabá tenha tranquilidade para fazer esses acolhimentos e atender as vulnerabilidades a longo prazo", pontuou.

Neste contexto, o conselheiro chamou a atenção para o Plano Mato Grosso 2050, que estabelece metas de longo prazo para o desenvolvimento do estado. “Tenho convicção de que a conjuntura que o Tribunal está construindo, sob liderança do conselheiro Sérgio Ricardo, é propícia. Precisamos de uma assistência social estruturada, porque senão a população vulnerável só tende a crescer.”

Próximos passos

A mesa técnica deverá reunir ainda representantes do Tribunal de Justiça (TJMT), do Ministério Público (MPMT), da Defensoria Pública (DPEMT) e do governo do Estado. A expectativa, segundo o conselheiro, é receber nos próximos dias, por ofício, o levantamento de Várzea Grande, para então definir o calendário de trabalho.

“A secretária Hélida fez o dever de casa e já nos trouxe o diagnóstico pronto, o que vai facilitar muito o trabalho. Agora vamos solicitar o diagnóstico de Várzea Grande e quero convidar também os prefeitos das duas cidades para que a gente possa trazer para o presidente Sérgio Ricardo essa proposta de mesa técnica e encontrarmos as soluções”, acrescentou ele.

Na avaliação da secretária, a mobilização proposta na reunião trará ganhos para além da região metropolitana. "Tenho certeza de que o Tribunal de Contas vai atuar de forma conjunta com todos os entes envolvidos, para que a gente possa pensar de forma estrutural, não só para Cuiabá, mas para Várzea Grande e, futuramente, para o estado inteiro", concluiu.

Câmara aprova lei que proíbe livros com conteúdo erótico em Cuiabá

 

  
Antoniel Pontes | Assessoria do vereador Ranalli  

Com 22 votos favoráveis, vereadores da Câmara de Cuiabá aprovaram, em segunda votação, o projeto de lei que proíbe a utilização e a distribuição de livros com conteúdo erótico nas escolas municipais. A proposta é de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL).

O projeto, que agora aguarda sanção do Poder Executivo, ganhou força após o parecer contrário da Comissão de Constituição,  Justiça e Redação (CCJR) ter sido derrubado por ampla maioria quando os vereadores decidiram pela continuidade da tramitação.

O texto estabelece que fica proibida, em qualquer formato, a utilização e a distribuição de livros que contenham descrições ou representações gráficas de caráter sexual explícito ou implícito. A restrição inclui palavrões, imagens, desenhos, vídeos ou textos que exponham órgãos genitais, relações sexuais ou atos libidinosos. A proposta ressalva, no entanto, que a abordagem científica do sistema reprodutivo humano será permitida, desde que adequada à faixa etária.

Na justificativa, Ranalli defende que a medida busca preservar o ambiente escolar como espaço seguro para o desenvolvimento pedagógico, psicológico e moral de crianças e adolescentes. Ele argumenta que a infância e a adolescência são fases sensíveis do desenvolvimento humano e que materiais eróticos podem comprometer a formação emocional dos estudantes.

O vereador também reforça que a proposta não se confunde com o ensino científico sobre sexualidade, que deve ser tratado de forma pedagógica e respeitosa, mas sim com a vedação a conteúdos de natureza erótica. Como referência, ele cita Londrina (PR), que em março aprovou a Lei nº 13.930/2025, de conteúdo semelhante.

A justificativa ainda aponta que a aprovação da proposta trará benefícios como a proteção ao desenvolvimento emocional dos alunos, a promoção de uma educação ética e responsável, o respeito aos direitos dos pais e responsáveis e o fortalecimento da educação pública com foco em valores morais.