Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Auditoria revela que incentivos fiscais não contribuem para reduzir desigualdades em Mato Grosso

 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro-relator, Antonio Joaquim. Clique aqui para ampliar 

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) recomendou ao Governo do Estado mudanças na política de incentivos fiscais, cuja renúncia saltou de R$ 4,51 bilhões em 2020 para R$ 10,6 bilhões em 2024. A conclusão faz parte de auditoria operacional sobre as renúncias fiscais, relatada pelo conselheiro Antonio Joaquim e julgada na sessão ordinária desta terça-feira (30). O processo apontou que benefícios vêm sendo concedidos de forma desigual, concentrando-se em regiões mais ricas e em poucas empresas e revelou o uso indevido dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDES).

“O primeiro e principal achado desta auditoria, em minha avaliação, trata-se da constatação de que as políticas de incentivos fiscais e a aplicação dos recursos dos Fundos Especiais não têm contribuído para a redução das desigualdades regionais em Mato Grosso”, destacou Antonio Joaquim.

A análise revelou que, além do aumento expressivo no volume de incentivos, os benefícios estão concentrados em poucos grupos econômicos e segmentos específicos. Apenas 30 empresas ficaram com metade do total renunciado em 2024, cerca de R$ 5 bilhões.

Segundo a auditoria, essa concentração também se reflete no território. Em 2023, os 75 municípios menos beneficiados dividiram apenas 1% dos incentivos programáticos, o equivalente a R$ 44 milhões, enquanto cidades com maior estrutura econômica receberam a maior parte dos recursos. Para reverter esse quadro, o conselheiro Antonio Joaquim recomenda a criação de benefícios diferenciados para empresas que se instalem em municípios mais pobres, impulsionando a geração de emprego e renda.

“Com isso, acabam ficando em segundo plano as regiões menos desenvolvidas, justamente aquelas que mais necessitam de políticas de estímulo ao crescimento econômico. Esse cenário evidencia que, embora os investimentos estaduais sejam relevantes, eles têm se mostrado insuficientes para reduzir os desequilíbrios regionais. Na prática, os benefícios fiscais concentram-se em áreas com infraestrutura consolidada, em detrimento das regiões mais carentes”, avaliou o conselheiro. 

O levantamento mostra ainda que 68% ficaram restritos a quatro segmentos: agroindústria, frigoríficos, comércio atacadista e biodiesel. Diante disso, Antonio Joaquim apontou a necessidade de uma política mais equilibrada entre os diferentes setores da economia, lembrando que a situação foi destacada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo durante o julgamento das contas anuais de governo do estado referentes ao exercício de 2024. 

Assim, o relator acolheu a recomendação do presidente para que o Estado aprimore sua política de incentivos fiscais priorizando setores com maior capacidade de geração de empregos.  “Esse destaque se torna ainda mais relevante diante da reforma tributária, visto que Mato Grosso, por ser um estado produtor e com menor população, tende a perder arrecadação. Por isso é estratégico fortalecer setores ligados ao comércio e ao consumo interno ampliando a base de arrecadação e garantindo o equilíbrio econômico.”

FUNDES

 Segundo Antonio Joaquim, 70% do valor do FUNDES, que arrecadou R$ 641 milhões entre 2020 e 2023, deveria financiar projetos voltados ao desenvolvimento de regiões pobres, agricultura familiar e pequenos produtores, mas parte expressiva dos recursos foi usada para custeio da máquina pública. Assim, o conselheiro determinou a revisão da execução do fundo e a publicação de relatórios periódicos para assegurar que a verba chegue a quem mais precisa.

Outro ponto crítico é a ausência de um sistema estruturado para avaliar os resultados das políticas de incentivo. Atualmente, os dados utilizados pelo Estado são fornecidos pelas próprias empresas beneficiárias, sem verificação externa. Para o relator, é essencial implantar metodologias e indicadores capazes de medir o impacto social e econômico dos incentivos, garantindo maior transparência e eficiência na gestão pública.

“Entendo necessário determinar que o Governo do Estado, imediatamente, revise o planejamento e a execução do FUNDES, assegurando que ao menos 70% de seus recursos sejam aplicados conforme previsto na legislação, isto é, na promoção do desenvolvimento regional equilibrado, priorizando regiões com baixo dinamismo econômico e para agricultura familiar, pequenos produtores, que forneçam produtos para merenda escolar”, acrescentou.

Benefícios deixam Mato Grosso e favorecem outros estados

A auditoria também revelou que grande parte dos incentivos acaba saindo de Mato Grosso. Entre 2014 e 2023, 58% dos valores incentivados, o equivalente a R$ 25 bilhões, foram utilizados na compra de insumos produzidos em outros estados ou no exterior. Apenas 18% retornaram ao estado na forma de arrecadação indireta. Para reduzir esse “vazamento”, foi recomendada que parte dos benefícios seja vinculada à aquisição de insumos no mercado local, fortalecendo cadeias produtivas.

Entre 2020 e 2023, empresas signatárias da Moratória da Soja receberam quase R$ 4 bilhões em incentivos fiscais, incluindo multinacionais como Bunge (R$ 1,2 bilhão), ADM (R$ 942 milhões), Cofco (R$ 620 milhões) e Cargill (R$ 521 milhões). A auditoria considerou a prática incompatível com a Lei Estadual 12.709/2024, que determina que apenas empresas alinhadas à legislação ambiental e produtiva podem receber benefícios. 

Diante dos achados, o conselheiro acolheu parecer do Ministério Público de Contas (MPC), propondo ainda a criação do Índice de Efetividade Regional de Renúncias Fiscais (IERRF). O instrumento permitirá medir o impacto real de cada incentivo, com base em critérios como geração de empregos, equilíbrio regional e custo-benefício, oferecendo subsídios técnicos para que o governo reformule sua política fiscal.

Posicionamento do Plenário

Para Sérgio Ricardo, a auditoria, assim o como censo anunciado na segunda-feira (29), vai dar rumos para contribuir com os futuros governos. “Temos que discutir como será o amanhã de Mato Grosso que é um estado rico cada vez mais pobre. Existe uma realidade a ser enfrentada e não tem outro jeito de se enfrentar se não for promover o crescimento e o desenvolvimento. É preciso pensar em um processo de desenvolvimento para todos os municípios, garantindo incentivos.”

Já o conselheiro Valter Albano destacou que a transição garantirá que os incentivos sejam garantidos pela via orçamentária. “Pela via orçamentária, com certeza, os titulares do Executivo e do Legislativo poderão escolher melhor. A via tributária é uma via atrasada que a reforma vai vencer. A reforma tem outros problemas, como a destinação por consumo, mas este modelo normativo foi bem atacado e é um tema que devemos continuar debatendo porque é importante para nosso estado.” 

O conselheiro Waldir Teis destacou a qualidade do relatório de auditoria e sugeriu que o material seja encaminhado à Assembleia Legislativa (ALMT), para que deputados possam ajudar a buscar soluções para os municípios. “Se Legislativo tiver acesso, eles podem ajudar muito a desenvolver o tema, porque eles exercem uma atividade em que muitas vezes não tem o conhecimento que temos aqui. Estou aqui há 18 anos e não tinha visto detalhes que complementam dessa forma as contas de governo.”

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Fonte: TCE MT – MT

Educação anuncia início das obras de ampliação e reforma da EMEB ‘Emanuel Benedito de Arruda’

 Com o aumento do número de salas de aula, a unidade também vai ampliar o número de alunos atendidos, passando a 1.000 alunos em 19 salas de aula

A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer anunciou o início das obras de ampliação e reforma geral da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Emanuel Benedito de Arruda’, do bairro Costa Verde. A ordem de serviço no valor de R$ 2.204.206,90 foi assinada pelo secretário da pasta, Igor Cunha no início desta semana.

De acordo com o secretário, a escola vai ganhar mais oito salas de aula, uma cozinha com despensa e refeitório, além de mais dois banheiros e área de serviço. “As obras de ampliação na parte externa não irão comprometer as atividades pedagógicas dos alunos em sala de aula e a reforma geral ocorrerá no período das férias escolares, entre dezembro e janeiro” explicou Igor Cunha.

Com o aumento do número de salas de aula, a unidade também vai ampliar o número de alunos atendidos. Atualmente, a escola conta com 11 salas de aula e atende 647 alunos matriculados. Após a entrega das obras, prevista para serem concluídas em 120 dias, a unidade terá capacidade de atender até 1.000 alunos em 19 salas de aula.

A EMEB ‘Emanuel Benedito de Arruda’ é uma das escolas municipais que participam do Programa Escola em Tempo Ampliado (ETA), atendendo 60 alunos com atividades no contraturno escolar com oficinas de dança, artesanato, teatro, música, letramento e reforço escolar. A escola, que pontua com 5.8 no índice do Ideb, foi uma das 12 escolas da rede municipal de Várzea Grande vencedoras do Prêmio Alfabetiza/MT 2025 e do 4º Prêmio Alfabetiza por escola com melhor desempenho, promovido pelo governo do Estado de Mato Grosso.

AMPLIAÇÃO DE VAGAS – Desde o início do ano, a gestão Flávia/Tião, ambos do PL, tem realizado esforços para ampliar o número de vagas nas escolas da rede municipal. Em fevereiro, um estudo técnico foi realizado para levantar nas unidades espaços que pudessem ser readequados, permitindo a ampliação do número de salas de aula.

O trabalho de readequação dos espaços realizado nas EMEBs: Profª Irenice Godoy de Campos Silva, Nair de Oliveira Correa, Benedita Bernardina Curvo, Manoel João de Arruda, Jaime Verissimo de Campos Júnior e Antônio Joaquim de Arruda possibilitou a abertura de 400 novas vagas para a comunidade escolar já no início de 2025.

Em maio, a gestão inaugurou um novo Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). O CMEI ‘Professora Doralice Silva Cardoso’, no bairro Jardim Novo Mundo, para atender mais 250 crianças em período integral. Em junho, a Secretaria deu Ordem de Serviço para a retomada das obras na Escola Estadual ‘Heróclito Monteiro’, no loteamento Santa Fé, região do grande Cristo Rei, que foi municipalizada, passando a atender os alunos da rede municipal.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Sérgio Ricardo lança livro que consolida direito processual de contas

 

Crédito: Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT
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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, lançou livro “Defesa Recursal nos Tribunais de Contas”. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou a importância da inovação na atuação do controle externo durante o lançamento do livro “Defesa Recursal nos Tribunais de Contas”, realizado nesta terça-feira (23). A obra, escrita por ele, aborda pressupostos e especificidades do direito processual de contas, explorando temas como os efeitos recursais, os prazos legais, os fenômenos de expiação do Estado e o conflito com o Judiciário.

Escrito em coautoria com o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Maia, e os auditores públicos externos Vitor Pinho e Carlos Alexandre Pereira e coordenado pelo jurista Rennan Thamay, o livro funcionará como uma bússola para os jurisdicionados. “É um livro que tem o objetivo de contribuir, de ajudar, de facilitar a vida de todo aquele que mexe com o dinheiro público. É um livro que reforça a norma, que esclarece o que está escrito e muitas vezes não é lido ou compreendido pelos jurisdicionados e suas equipes”, afirmou Sérgio Ricardo.

Crédito: Diego Rodrigues/MPC
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No lançamento, o presidente ressaltou a posição de vanguarda do TCE-MT na criação de instrumentos jurídicos próprios. Clique aqui para ampliar

Durante o lançamento, o presidente também ressaltou a posição de vanguarda do TCE-MT na criação de instrumentos jurídicos próprios, como o Código de Processo de Controle Externo (CPC). “É preciso garantir a todos a ampla defesa, o direito do contraditório, do devido processo legal. Então, nós aqui estamos cada vez mais lapidando essa possibilidade. É uma forma que temos de permitir que o jurisdicionado se defenda, mas também de cobrar que ele respeite a legislação”, disse.

Na ocasião, o decano do TCE-MT e ouvidor-geral, conselheiro Antonio Joaquim, chamou a atenção para a contribuição do controle externo com a administração pública e ressaltou o nível técnico dos autores envolvidos. “Nosso objetivo é contribuir com o gestor para que as políticas públicas sejam executadas com qualidade e o povo possa se beneficiar com isso. Essa é a essência dos tribunais de contas. Hoje, tenho orgulho de ver os tribunais nesse patamar, como aqui em Mato Grosso.”

Já o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, falou sobre o aprimoramento institucional. “Isso representa a convicção do Tribunal de Contas e do presidente Sérgio de que precisamos constantemente nos capacitar, buscar nosso aperfeiçoamento para entregar melhor qualidade de resultados à sociedade mato-grossense. Este livro traz justamente isso, como vamos aprimorar o devido processo legal nos processos que tramitam aqui no Tribunal.”

Na mesma linha, o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, ressaltou a relevância do tema para os profissionais que lidam diariamente com o direito processual. “Sabemos a carência desse tipo de obra para nos orientar. Essa atitude do Tribunal deve ser sempre elogiada. O auditório cheio mostra exatamente a necessidade que temos de um livro dessa relevância. Espero que todos aqui tenham isso como dever de casa: ler essa obra e aplicar no dia a dia.”

Representando o Legislativo, o deputado Valdir Barranco destacou a mudança na atuação do Tribunal em relação aos gestores municipais. “O Tribunal de Contas de Mato Grosso deixou de ser um órgão que causa temor e passou a abrir as portas, para tirar dúvidas, permitindo que, antes de ser julgado, o gestor possa fazer sua defesa e ter seus argumentos acolhidos. Esta obra traz luz aos gestores e ordenadores de despesas. Por isso, é importante que todos os prefeitos leiam e não deixem apenas para suas equipes.”

Vanguarda

 Coordenador do livro, que é o terceiro volume da coleção “Direito Processual de Contas”, Rennan Thamay salientou que o Tribunal de Contas de Mato Grosso foi responsável por inaugurar uma nova disciplina no Direito, que se chama Direito Processual de Contas. “Eu não sei se vocês percebem o tamanho do que está sendo feito aqui hoje. Este Tribunal foi o responsáveis por inaugurar uma nova disciplina no Direito, que não é subsidiária de nenhuma outra disciplina, é uma disciplina própria, assim como é o Direito Constitucional, o Direito Civil, agora é o Direito Processual de Contas. E não foi nenhum outro Tribunal que criou, foi o Tribunal de Contas de Mato Grosso.”

O jurista também fez questão de ressaltar que o presidente Sérgio Ricardo foi o entusiasta da abordagem do tema no livro. “Uma vez, durante uma aula de doutorado, ele disse uma frase que marcou não só a mim, mas a todos os presentes: não é razoável que um processo não obedeça ao devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, porque esse é o processo justo, quer seja o judicial ou administrativo, e foi da provocação dele, juntamente com os demais coatores, que nasceu essa obra.”

De acordo com Grhegory Maia, ao trazer discussões sobre temas como teoria das nulidades do processo em contas, a aplicação do princípio da singularidade dos recursos e a fungibilidade recursal, a publicação supre uma lacuna na literatura jurídica. “É um material que contribui com a gestão pública e, sobretudo, vai contribuir muito com a advocacia, que hoje ganha um manual de cabeceira, para guiar a sua atividade recursal aqui no Tribunal de Contas.”

Já o auditor público externo Vitor Pinho reforçou que a publicação foi fruto de um esforço coletivo dentro do Tribunal, inspirado pela liderança do presidente. “O presidente Sérgio Ricardo nos instigou e nos inspirou para fazer a obra, porque ela é, acima de tudo, uma obra de utilidade social. É útil para todos aqueles que lidam com o nosso Tribunal de Contas, sejam eles servidores da casa, conselheiros e, principalmente, as pessoas que figuram como partes dentro do processo”, explicou.

Para o auditor público externo Carlos Alexandre Pereira, o lançamento representa um marco na consolidação do direito processual de contas como disciplina autônoma, essencial para a boa governança pública. “É algo inovador que não existe no mercado. Nós reunimos todas as teses e lançamos esse livro, que agora faz parte do direito processual de contas, uma disciplina autônoma do direito”, acrescentou.

Também participaram da cerimônia de lançamento os conselheiros Waldir Teis, Valter Albano e Campos Neto; o presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin; a segunda subdefensora pública-geral Maria Cecília Alves da Cunha; o diretor tesoureiro da OAB Mato Grosso, Max Mendes; o coordenador-geral dos cursos da Escola de Direito Fadispe, Lauro Ishikawa, e a diretora da editora Tira Lobran, Aline Gostinski.


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Com mais de 250 inscritos, Tricotando aborda papel da IA na modernização das ouvidorias

 

rédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Secretário-geral da Presidência do TCE-MT, Nilson Bezerra, abriu o encontro online realizado pela Ouvidoria Geral do TCE-MT em parceria com a CGU. Clique aqui para ampliar

A aplicação da inteligência artificial (IA) em serviços de ouvidoria foi tema da terceira edição do Tricotando sobre Ouvidoria, realizada nesta quinta-feira (18) pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). O encontro online reuniu 254 representantes das ouvidorias públicas estaduais e municipais, com apresentações, debates e exercícios práticos sobre o uso da tecnologia para aprimorar o atendimento ao cidadão.

Organizado pela Ouvidoria Geral do TCE-MT, sob liderança do conselheiro Antonio Joaquim, em parceria com a Escola Superior de Contas, o evento teve a participação de quase 100 municípios.

Na abertura, o secretário-geral da Presidência do TCE-MT, Nilson Bezerra, destacou o papel da tecnologia no fortalecimento das ouvidorias e na melhoria da prestação de serviços públicos à população. “Um serviço sem exatidão da informação ou sem a rapidez necessária não é um bom serviço. Por isso, a Presidência não poderia deixar de investir na inteligência artificial para o ramo da ouvidoria”, afirmou.

O secretário-executivo da Ouvidoria Geral do TCE-MT, Américo Corrêa, destacou a importância de investir em tecnologia como forma de dar mais agilidade ao atendimento e otimizar os recursos disponíveis. “As equipes às vezes são pequenas para a quantidade de demandas. Então, é preciso buscar apoio das prefeituras, principalmente das que recebem maiores demandas, para facilitar esse trabalho.”

O superintendente regional da Controladoria-Geral da União (CGU) em Mato Grosso, Ricardo Plácido, classificou a iniciativa como inovadora e ressaltou o protagonismo do TCE-MT na adoção da inteligência artificial. “Essa ferramenta só pode ser bem utilizada quando se conhece bem a técnica: se você conhece pouco, ela vai te dar pouco. À medida que você conhece e explora, o potencial é infinito”, pontuou.

Tecnologia aplicada às ouvidorias

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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O encontro abordou a aplicação da inteligência artificial (IA) em serviços de ouvidoria. Clique aqui para ampliar 

Em seguida, o secretário-adjunto de Inovação e Inteligência Artificial da Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (SETI) do TCE-MT, Valteir Teobaldo, apresentou a plataforma Platão, desenvolvida pelo Tribunal. “A ideia é inspirar ouvidores para que também pensem em iniciativas inovadoras com IA para o dia a dia. É possível fazer isso com conhecimento técnico e apoio das equipes para o uso correto e ético desses instrumentos”, explicou.

Já o servidor da Ouvidoria Geral do TCE-MT, Walter Aguiar, palestrou sobre o uso estratégico dos prompts — instruções utilizadas para interagir com sistemas de IA. “Vamos discutir qual é a melhor forma de se dar instruções para que a resposta seja efetiva e a contento. A qualidade que a gente dá para o prompt, que é a nossa entrada, está diretamente relacionada à qualidade da resposta que vamos obter.”

Mediando os debates, o ouvidor-geral de Cuiabá, Jeidson Rodrigo de Campos, destacou a parceria com o TCE-MT como essencial para o fortalecimento desses canais. “O Tribunal tem nos auxiliado com o conhecimento e com o aparato do Tribunal. Essa parceria tem nos ajudado bastante, não só para apoiar os ouvidores setoriais, mas também para que eles possam desempenhar melhor as suas funções”, afirmou.

Tricotando

Criado em 2023, o Tricotando integra o projeto Ouvidoria para Todos, em andamento desde 2021. A iniciativa tem como objetivo promover orientação, capacitação e integração entre as ouvidorias públicas de Mato Grosso, fortalecendo a comunicação com o cidadão. O projeto conta com apoio institucional da CGU e tem como base a Lei 13.460/2017, que estabelece o Código de Defesa dos Usuários dos Serviços Públicos.

Platão

O TCE-MT lançou, na terça-feira (16), a plataforma de inteligência artificial Platão, desenvolvida para agilizar processos internos, dar mais eficiência à fiscalização e garantir maior segurança no uso de dados públicos. A ferramenta realiza desde tarefas simples do dia a dia até análises complexas que envolvem decisões estratégicas, com impacto direto na gestão pública e na sociedade.

Desenvolvida pela SETI, a plataforma conta com módulos baseados em IA generativa e é destinada exclusivamente para uso interno do Tribunal.

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TCE-MT esclarece competência de prefeituras em custeio de curso de condutor escolar

 

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
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Conselheiro-realtor, Antonio Joaquim. Clique aqui para ampliar

Em resposta a consulta formulada pela Prefeitura de Alta Floresta, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) decidiu que a administração municipal pode oferecer o curso de condutor de transporte escolar a motoristas efetivos para manutenção da certificação, mas não é obrigada a custeá-lo sem força de lei municipal específica. O entendimento foi firmado na sessão ordinária da última terça-feira (09).

A consulta, sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, questionava a competência e a responsabilidade do município em custear curso de formação continuada para condutor escolar, tendo em vista a Instrução Normativa 5/2013 da Controladoria-Geral do Município de Alta Floresta, que atribui ao ente municipal a responsabilidade pelo custeio.

“Tal despesa somente seria exigível mediante a existência de lei municipal específica. A norma da Controladoria Interna do Município não possui força normativa para instituir tal obrigação”, sustentou o conselheiro-relator em seu voto.

Conforme ressaltado no parecer do Ministério Público de Contas (MPC), acolhido pelo conselheiro Antonio Joaquim, a administração municipal pode assegurar a oferta do curso de condutor de transporte escolar, nos termos do artigo 138 do Código de Trânsito Brasileiro, aos servidores públicos efetivos ocupantes do cargo ou função de motorista escolar, a fim de garantir a manutenção da validade de sua certificação.

“Para os motoristas contratados temporariamente, bem como para aqueles que pretendam ingressar no cargo por meio de concurso público, o município deverá exigir, no edital, a apresentação da certificação como requisito prévio para a formalização do contrato ou investidura no cargo”, argumentou o relator. 

O entendimento foi consolidado com base no parecer do MPC e na minuta de resolução de consulta elaborada pela Comissão Permanente de Normas e Jurisprudência (CPNJur) do TCE-MT e foi acompanhado por unanimidade pelo Plenário.

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Conselheiro Antonio Joaquim destaca comprometimento da ALMT para garantir recursos para construção de creches no estado

 

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Reunião para debater a ausência de previsão dos recursos no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2025. Clique aqui para ampliar.

O presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), conselheiro Antonio Joaquim, destacou o comprometimento da Assembleia Legislativa da Mato Grosso (ALMT) na garantia de recursos para a construção de creches no estado, em reunião nesta terça-feira (10) com deputados estaduais, representantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ministério Público do Estado (MPE), Ministério Público de Contas (MPC), Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), e das secretarias de estado de Fazenda (Sefaz) e Educação (Seduc).

O encontro teve como objetivo debater a ausência de previsão dos recursos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2025. “Ano passado, o governador vetou a emenda que foi aprovada no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) de R$ 120 milhões. Este veto foi derrubado, mas ainda assim, infelizmente, essa emenda não foi executada, por razões burocráticas e queremos evitar que isso se repita para o próximo ano”, declarou o conselheiro, que também representa o TCE no Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação de Mato Grosso (Gaepe-MT).

Nesse contexto, o conselheiro ressaltou a importância da articulação do Legislativo. “A luta é brava, mas trata-se de uma decisão política da Assembleia, que não cabe a nós, porque são os deputados que decidem sobre políticas públicas. Entretanto, o sentimento que eu tenho é de absoluto comprometimento do Poder Legislativo. A gente vê com clareza que eles estão determinados a não abrir mão dos recursos orçamentários do ano de 2025 para a construção de creches e sou muito grato por lutarem junto conosco nesse sentido.”

Na ocasião, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, frisou que a competência da Educação Infantil deve ser compartilhada com todos os entes, uma vez que é comprovado que os municípios possuem dificuldades de conseguir subsídios junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Ministério da Educação (MEC) para a construção de creches.

“Grande parte dos municípios não tem condição de orçamento para construir essas vagas e hoje são cerca de 14 mil crianças aguardando uma vaga em creche. Nós sabemos a importância da educação infantil, é nela que se forma o caráter da criança, onde se começa a atuar de maneira cognitiva no plano pedagógico. Por isso, participamos dessa reunião para dar coro ao trabalho do Gaepe, capitaneado pelo conselheiro Antonio Joaquim, e com apoio da Assembleia, para fazer garantir no orçamento do estado para o ano que vem os recursos para a construção das creches”, declarou.

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Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), conselheiro Antonio Joaquim. Clique aqui para ampliar.

Representante do TJMT no Gaepe-MT, a desembargadora Maria Erotides frisou que o déficit de vagas na primeira infância impacta diretamente na judicialização. “Estamos preocupados porque essa ausência de previsão orçamentária significa, para nós, judicialização. Então, estamos contribuindo com o diálogo e mostrando que é necessário sim que haja uma destinação de recursos. Nós precisamos de crianças saudáveis, que possam crescer dentro de uma estrutura competente, que permita a elas serem verdadeiramente amadurecidas, capacitadas.”

O secretário adjunto do Orçamento Estadual da Sefaz, Ricardo Capistrano, afirmou que o Poder Executivo possui um modelo definido, por meio de um fundo estadual para investimentos em infraestrutura escolar que contemplar a educação infantil. “Eu acho que poderia ser uma fonte adicional para viabilizarmos aquilo que se pretende em relação à construção de creches em 2025. Vou levar essa proposta de hoje ao governador Mauro Mendes, porque o Estado tem várias demandas que precisam ser atendidas e essa demanda das creches precisa ser entendida dentro desse complexo de despesas.”

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, ressaltou o empenho do presidente da Copec no que se refere aos investimentos na infraestrutura da educação da primeira infância. “Parabenizo vossa excelência pela insistência e pela luta. Eu não tenho dúvida nenhuma que haverá êxito, porque há um comprometimento, tanto da Assembleia, quanto do Governo. A causa é nobre, são crianças e estamos falando do momento mais importante da educação na vida infantil, tenho certeza que tudo dará certo.”

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Fonte: TCE MT – MT

Com parecer favorável às contas de Tabaporã e Colíder, Antonio Joaquim conclui balanços de sua relatoria

 

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Conselheiro-relator, Antonio Joaquim. Clique aqui para ampliar.

Com a emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo dos municípios de Tabaporã e Colíder, na sessão ordinária do último dia 1°, o conselheiro Antonio Joaquim concluiu a apreciação balanços dos 16 municípios sob sua relatoria em 2023.

Ao apresentar seu voto sobre Tabaporã, o conselheiro destacou a boa gestão de recursos. “A execução orçamentária foi superavitária e houve equilíbrio financeiro e superávit no balanço patrimonial, denotando-se, por conseguinte, que as contas representaram adequadamente a posição financeira, orçamentária e patrimonial do ente do exercício em análise.”

Quanto à Colíder, salientou que não restou caracterizada nenhuma irregularidade no balanço, bem como que o gestor cumpriu com os limites e percentuais constitucionais e legais relativos à saúde, educação, Fundeb e gastos com pessoal.

“Registro que a análise do balanço de Colíder finaliza as contas de minha relatoria. Então, quero agradecer a equipe da 6ª Secretaria de Controle Externo e do meu gabinete, por terem concluído tão antecipadamente”, salientou.

O conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, parabenizou Antonio Joaquim pela celeridade. “Não é fácil concluir com tanta antecedência. Essa conclusão ainda em outubro reforça o compromisso com a eficiência e a celeridade processual do Tribunal de Contas.”

Em 2023, estiveram sob relatoria de Antonio Joaquim os balanços de Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Colíder, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Juara, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde, Novo Horizonte do Norte, Paranaíta, Porto dos Gaúchos, Sinop e Tabaporã.

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Fonte: TCE MT – MT

Antonio Joaquim lamenta veto de Mauro à emenda na LOA para construção de creches




Da Redação Novidades/MT/Rose Moraes


Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT (Copec) e membro do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política de Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT), o conselheiro Antonio Joaquim lamentou o veto aposto pelo governador Mauro Mendes à emenda aprovada por unanimidade pelos deputados estaduais na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, prevendo recursos para construção e ampliação de creches nos municípios do Estado. Para o conselheiro, o momento exige uma profunda reflexão, especialmente diante da justificativa usada pelo Governo, de que, no aspecto técnico, a emenda está caracterizada como “ofensa ao interesse público”.

A expectativa de Antonio Joaquim é a de que, ao refletir sobre a razão alegada, tanto o governador quanto os deputados reconsiderem a situação e mantenham os recursos para atender a educação infantil (após levantamento do Gaepe-MT, foi identificada a carência de 15 mil vagas em creches).

O conselheiro ponderou esperar mais sensibilidade política e uma visão mais moderna, que leve as autoridades do Executivo e do Legislativo a entenderem que a educação infantil exige cooperação e interação entre os diferentes níveis de Governo.

“A lei diz que as esferas federal e estadual devem priorizar o ensino fundamental e médio, porém em momento algum veda que elas ajudem complementarmente os municípios nos cuidados com o ensino infantil”, disse.
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O conselheiro foi além, observando que o legalismo técnico tem que ser tratado com muito cuidado, pois ao se colocar as regras acima das necessidades humanas, comete-se um perigoso equívoco do engessamento ou inação diante de situações que precisam de ousadia, de visão mais avançada das autoridades públicas.

“Para que nós elegemos governadores, presidentes, prefeitos, parlamentares? Para que eles, além das obrigações legais, possam olhar o futuro e melhorar as políticas públicas. Para avançar na busca de soluções dos problemas. O cidadão quer soluções. Para isso, as esferas federal, estadual e municipal devem buscar a governança, a interação, a cooperação e responder às expectativas da sociedade”, ponderou o conselheiro.

“Eu espero que o governador e os deputados, como homens públicos, mas também como chefes e membros de famílias, pensem e ajam com modernidade. Observem exemplos que ocorrem em outros lugares do Brasil. Em Tocantins, por exemplo, estuda-se uma PEC para alterar a Constituição Estadual em benefício às crianças de 0 a 6 anos. Aliás, por iniciativa do presidente Eduardo Botelho e dos demais deputados, Mato Grosso estava na vanguarda, pois aprovaram esse entendimento na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), com previa atendimento à primeira infância no Plano Plurianual (PPA) e na LOA.
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Infelizmente, os textos do PPA e LOA que chegaram na Assembleia Legislativa não observaram esse avanço determinado na LDO, o que foi corrigido com a emenda apresentada pelo deputado Botelho na LOA. Mas temos agora a oportunidade, fazendo uma boa reflexão sobre o que realmente ofende ao interesse público, de assegurar recursos para cuidar de crianças que precisam de creches”, enfatizou o conselheiro.

Para Antonio Joaquim, outro estímulo à reflexão é a decisão do Congresso Nacional que definiu o biênio 2024-2025 como o de atenção especial para a primeira infância. Segundo o conselheiro, essa é uma causa a ser abraçada por todas as autoridades, não importa se de âmbito federal, estadual ou municipal.

“Lugar de criança é nos orçamentos públicos. Quando se cuida de crianças estamos pensando no nosso próprio futuro enquanto humanidade, enquanto sociedade”, acrescentou.

“O ideal é que Governo e Legislativo, juntos, sanem eventuais falhas de elaboração da emenda na LOA e mantenham os recursos previstos. Esse será um grande e exemplar marco histórico”, concluiu.



Fonte: Gazeta Digital

Conselheiro Antonio Joaquim defende tratamento diferenciado para o Fundeb e apoia nota conjunta

 

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

O presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT, conselheiro Antonio Joaquim, defendeu nesta terça-feira (23/5) a exclusão do Fundeb dos limites de gastos previstos pelo projeto de lei complementar  do novo arcabouço fiscal, em trâmite no Congresso Nacional. 

A medida estava prevista no texto original do projeto de lei 93/2023, mas essa exclusão não foi considerada pelo relator do PLC. A norma excepcionava a complementação da União ao Fundeb dos limites individualizados para o montante global das dotações orçamentárias relativas a despesas primárias.

O conselheiro Antonio Joaquim fez coro à nota pública assinada pelos dirigentes da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), do Instituto Rui Barbosa (IRB) e do Instituto Articule, que integram o Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação no Brasil (GAEPE-BR).

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Fonte: TCE MT – MT

Mesa técnica do TCE-MT aprova subsídio do Estado para tarifa da linha de ônibus Cuiabá-Santo Antônio de Leverger




Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT

A importância do diálogo na busca por soluções envolvendo a prestação de serviços públicos foi destaque na fala do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo. Clique aqui para ampliar.


O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) aprovou proposta que permite a aplicação de subsídio do Governo do Estado na tarifa da linha de ônibus que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. Apontado em mesa técnica concluída nesta terça-feira (12), o modelo garante a continuidade do serviço com mais qualidade e sem aumento imediato para os usuários.

A importância do diálogo na busca por soluções envolvendo a prestação de serviços públicos foi destaque na fala do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, na abertura da reunião, quando também ressaltou a relevância do transporte público de qualidade na região, que em breve contará com o novo Hospital Júlio Muller. “O Tribunal tem feito essa contribuição, que eu entendo que é a maior, de colocar todos juntos em busca de uma solução com efeitos positivos para todas as partes envolvidas.”
Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, a solução técnico-jurídica construída garante o equilíbrio econômico-financeiro na prestação do serviço.


Sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, a solução técnico-jurídica construída garante o equilíbrio econômico-financeiro na prestação do serviço, atendendo a reivindicação do Consórcio Metropolitano de Transportes (CMT), que alegou desequilíbrio no contrato vigente.

“É um prazer muito grande contribuir mais uma vez para a solução de um problema para melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio de um bom transporte público. Dentro de seis meses, essa linha vai atender uma demanda muito grande do Hospital Universitário. Consequentemente, vai ter um fluxo de muita gente e precisávamos definir essa situação para evitar que o usuário pagasse a conta da não resolução desse problema”, pontuou Antonio Joaquim.
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Como contrapartida, o consórcio deverá implementar melhorias no serviço prestado, incluindo um ônibus adicional na linha Cuiabá-Santo Antônio de Leverger. As exigências também estão alinhadas às demandas formuladas em Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual.
Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT

A mesa técnica foi concluída nesta terça-feira (12). Clique aqui para ampliar.


Para o advogado Alexandre Bustamante, representante do CMT, o resultado positivo demonstra a importância da mesa técnica como ferramenta de consenso. “O TCE-MT conseguiu dar uma solução ao problema que se arrastava há tempos. Já passamos por um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, depois de um processo junto ao Poder Judiciário, mas só agora uma solução foi possível. Através do consensualismo, levamos para a sociedade uma resposta positiva.”

Proposta pelo então relator da Agência de Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (AGER), conselheiro José Carlos Novelli, a mesa técnica considerou as alegações do CMT em Representação de Natureza Externa, incluindo alterações unilaterais no contrato, perdas durante a pandemia de Covid-19 e reclassificação da linha como urbana, como já ocorre na linha entre a Capital e Várzea Grande.
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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O presidente da CPNJur, conselheiro Valter Albano, destacou que o modelo modelo poderá ser adotado em outras linhas intermunicipais.


Conduzida pela Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur), a mesa considerou os apontamentos feitos na Ação Civil Pública contra o CMT e a Ager, que questiona o cumprimento das obrigações contratuais por parte da concessionária.

“O Ministério Público Estadual é parceiro e sente-se sempre engrandecido de poder participar e ajudar nas soluções a encontradas pelas mesas técnicas do TCE-MT, que estão inclusive sendo copiadas pelos outros tribunais de contas. A importância desta ação vai além do interesse público e social, pois beneficia toda a população do estado com as soluções encontradas”, declarou o procurador de Justiça Adriano Augusto de Souza.

De acordo com o presidente da CPNJur, conselheiro Valter Albano, a proposta aprovada não se limita à linha entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger. O modelo poderá ser adotado em outras linhas intermunicipais que enfrentem dificuldades operacionais, desde que haja interesse do Estado, recursos disponíveis e critérios técnicos definidos.

As reuniões envolveram ainda a participação de representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), da Controladoria Geral do Estado (CGE) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

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Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

Autor de homicídio em Santo Antônio do Leste é preso pela Polícia Civil

 Autor de um homicídio foragido da Justiça foi preso pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (02.12), no município de Novo São Joaquim (485 km a leste de Cuiabá). O procurado estava com a prisão preventiva expedida pelo juízo da Comarca de Primavera do Leste, pelo crime praticado no dia 24 de novembro, na cidade de Santo Antônio do Leste.

Após o homicídio, o autor fugiu, mas teve o mandado judicial expedido no decorrer da investigação da Delegacia de Primavera do Leste para apurar o crime.

O suspeito foi preso pelos policias civis em uma residência em Novo São Joaquim. E, em seguida, foi conduzido para as providências. Posteriormente, ele foi encaminhado para a Penitenciária de Água Boa.

A Polícia Civil de Mato Grosso continua atuando de forma incisiva para desarticular ações criminosas no estado, reforçando seu papel como um pilar essencial para a segurança e o bem-estar da população.

Fonte: Policia Civil MT – MT