Sérgio Ricardo percorre MT-170 e fiscaliza denúncia de destruição de trechos entregues há menos de um ano

 

Fotografia colorida que retrata um homem de meia idade, com cabelos grisalhos e curtos, vestindo uma camisa social branca de mangas compridas e calças jeans escuras, em primeiro plano à direita. Ele sorri para a câmera e gesticula com as mãos abertas, como se estivesse apresentando algo. Ao fundo, à esquerda, em uma estrada de terra batida, está um caminhão branco da marca Volvo com a inscrição 'Brendalu.u' no teto da cabine. O céu está azul com algumas nuvens brancas e a paisagem ao redor é composta por vegetação rasteira e colinas ao longe, em tons de verde e marrom.
O presidente Sérgio Ricardo deu início, nesta segunda-feira (1º), à inspeção na MT-170. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1º), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas. 

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. "O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago."

Tony Ribeiro/TCE-MTFotografia de um homem de meia-idade, com cabelos curtos e escuros, vestindo uma camisa social branca de mangas compridas arregaçadas e calças escuras, está ajoelhado em uma terra arada, de cor marrom escura. Ele segura um medidor a laser azul e amarelo com as mãos, olhando fixamente para o aparelho. Ao fundo, um campo de milho com espigas douradas se estende até o horizonte sob um céu azul claro com algumas nuvens brancas. O solo ao redor do homem é avermelhado e apresenta sulcos de preparo para o plantio.
A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022.

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. "É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano", ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

Clique aqui e confira galeria de fotos

0 Comments:

Postar um comentário

Para o Portal Todos Contra a Pedofilia MT não sair do ar, ativista conclama a classe política de MT
Falta de Parceiros:Falsos militantes contra abuso sexual e pedofilia sumiram, diz Ativista
contato: movimentocontrapedofiliamt@gmail.com