Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Antonio Joaquim apresenta panorama da educação inclusiva em Mato Grosso e cobra ações dos municípios

 

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Antonio Joaquim debateu caminhos para o avanço da educação especial inclusiva no estado, nesta quinta-feira (9). Com quase 11.000 estudantes com Deficiência, Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD), altas habilidades ou superdotação e surdocegueira, as redes municipais enfrentam desafios que vão desde a falta de atendimento especializado até a acessibilidade inadequada.

Presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) do TCE-MT, o conselheiro liderou painel sobre o tema durante o 15º Fórum Estadual Extraordinário da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), destacando a contradição entre os dados apresentados e os resultados econômicos do estado. "Mato Grosso é o quarto PIB do Brasil. Contraditória essa riqueza, essa potência e essa pobreza social", avaliou.

Para o conselheiro, os números revelam um problema estrutural que não se resolve apenas com boa vontade. "Inclusão exige um sistema preparado. É preciso ter recursos adequados, ter o atendimento especial. Não dá pra fazer por vontade, por voluntarismo.”

Nesse contexto, reforçou também a urgência da inclusão do tema nos orçamentos. "Não tem solução para nada se não tiver dinheiro, se não tiver dinheiro público disponível e vontade política disponível."

Diagnóstico expõe fragilidades na rede municipal

O diagnóstico realizado nos 142 municípios do estado identificou 10.490 estudantes com deficiência matriculados nas escolas municipais. Desse total, 739 alunos, distribuídos em 18 municípos, estão na escola mas não recebem atendimento de profissional de apoio especializado ou AEE.

Entre os principais gargalos mapeados estão ainda: 96 municípios declararam não possuir Centro de Atendimento Educacional Especializado, 36 municípios não contam com a parceria das equiupes de saúde e de assistência social local, 122 municípios possuem algum tipo de barreira nas condições de acessibilidade e 35 municípios não oferecem formação continuada aos profissionais.

Além disso, 28 redes não têm planejamento estruturado para a área, 74 não possuem sistema de monitoramento de aprendizagem e 82 não preveem recursos orçamentários para o setor. Os dados, contudo, podem não refletir a realidade, já que as informações são declaradas pelos próprios gestores.

Recomendação já chegou aos municípios

Diante deste cenário, o TCE-MT expediu nota recomendatória a todas as prefeituras, com destaque para as 80 ainda exigiam laudo médico como condição para que estudantes acessassem o AEE. A prática contraria a legislação federal e pode resultar em punição aos responsáveis pelo órgão.

"80 municípios exigem a apresentação de laudo médico para vaga. Não pode, não tem que exigir laudo médico. A lei é clara, então você tem que enfrentar isso", salientou o conselheiro.

Conselheiro participou do 15º Fórum Estadual Extraordinário da Undime-MT.
Conselheiro participou do 15º Fórum Estadual Extraordinário da Undime-MT.

Chamado aos gestores

A ausência de gestão compartilhada entre municípios e Estado é um dos nós centrais do cenário identificado. Dos 142 municípios mato-grossenses, 80 não têm coordenação com o governo estadual na área. "Tem que ter gestão compartilhada, tem que ter consciência que a gente não vive em nenhuma ilha", afirmou.

Antonio Joaquim anunciou ainda que Mato Grosso sediará, nos dias 10 e 11 de junho, um Seminário Nacional da Educação Especial Inclusiva, promovido em parceria com a Associação dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa (IRB). O encontro apontará caminhos para superar os gargalos identificados.

Desafios para a efetivação da educação inclusiva

Ao apresentar os dados estaduais, a secretária-executiva da Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Cassyra Vuolo, evidenciou fragilidades estruturais na implementação da política de educação inclusiva nos municípios. Segundo o diagnóstico, apenas 42% das escolas municipais dispõem de Atendimento Educacional Especializado (AEE), enquanto 68 prefeituras ainda não asseguram a abertura antecipada de matrículas para estudantes com deficiência, em desacordo com as normativas vigentes.

Adicionalmente, foi identificado que 43 municípios realizam a matrícula de estudantes com deficiência exclusivamente em instituições ou classes de educação especial, dissociadas da rede regular de ensino, o que suscita questionamentos quanto à efetiva garantia do princípio da inclusão e à persistência de práticas segregadoras no sistema educacional.

Diante desse cenário, destacou a necessidade de atuação proativa por parte dos gestores municipais, no sentido de reverter indicadores negativos por meio de planejamento, implementação e monitoramento de políticas públicas efetivas. Ressaltou-se que os municípios com piores desempenhos devem utilizar os dados como instrumento de gestão, orientando a tomada de decisão para a promoção de avanços concretos na inclusão educacional.

A apresentação integrou a programação do 15º Fórum Estadual Extraordinário da UNDIME-MT, realizado entre os dias 8 e 10 de abril, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, sob o tema “Gestão Educacional Municipal: Equidade, Financiamento e Implementação de Políticas Públicas”.

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Ministro Antonio Anastasia apresenta palestra magna sobre tendências da administração pública no TCE-MT

 

A imagem é um cartaz de divulgação de um evento sobre MBA em Gestão de Cidades, com fundo em tons de azul escuro e elementos gráficos que remetem a tecnologia e cidades inteligentes. No canto superior esquerdo, há ícones que representam dados e gráficos. Ao centro, em destaque, a sigla

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Antonio Anastasia apresenta palestra magna sobre tendências da administração pública brasileira no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), a partir das 9h desta segunda-feira (13), no auditório da Escola Superior de Contas. O encontro integra a programação da nova turma do MBA em Gestão de Cidades.

Com mais de 1.500 inscritos, a pós-graduação conta com aula magna aberta ao público, com direito à certificação para os participantes, inclusive aqueles que não são alunos do curso. As inscrições podem ser feitas previamente (clique aqui). O evento também será transmitido ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube.

Na ocasião, Anastasia abordará os desafios contemporâneos da gestão pública, com base em sua trajetória como mestre em Direito Administrativo e em cargos de destaque, como governador, vice-governador, senador e secretário de Estado por Minas Gerais, além de secretário-executivo dos Ministérios do Trabalho e da Justiça.

“Discutir as tendências da administração pública é fundamental em um cenário de constantes transformações. O Tribunal tem buscado antecipar esses debates para contribuir com uma gestão mais eficiente, inovadora e preparada para os desafios atuais, fortalecendo a capacidade dos gestores de tomar decisões mais qualificadas”, destacou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

A iniciativa conta com coordenação do conselheiro Alisson Alencar e é promovida em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp). “Para esta edição do curso trouxemos um conteúdo inovador, alinhado às novas demandas da gestão pública e levando em consideração que estamos em ano eleitoral, o que exige ainda mais preparo técnico dos gestores e das equipes”, salientou Alisson Alencar.

O conteúdo da pós-graduação foi estruturado em 24 módulos, que serão ministrados por especialistas de diferentes áreas até o mês de outubro.

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Maluf defende integração entre saúde e educação para avançar na inclusão escolar

 

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Guilherme Antonio Maluf defendeu que o avanço da educação inclusiva nos municípios depende de uma gestão integrada entre saúde, educação e assistência social, durante o 15º Fórum Estadual Extraordinário da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), nesta quinta-feira (9).

"Investir em saúde escolar é investir em capital humano. Não dá para querer melhorar a educação sem melhorar conjuntamente a saúde, ou sem saber se essas crianças têm o que comer em casa, se são vulneráveis, se estão em um ambiente familiar seguro", afirmou o conselheiro, que preside a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (COPSPAS) do TCE-MT. 

Neste contexto, também chamou a atenção para o papel do orçamento e do planejamento intersetorial nos municípios. "Falar em um novo modelo de educação sem orçamento não traz nenhum tipo de avanço", disse.

Políticas integradas

Para ilustrar como essa integração pode funcionar na prática, Maluf usou como exemplo o Programa Saúde na Escola (PSE). O programa, que leva serviços de saúde até onde as crianças já estão, não é sinônimo de educação inclusiva, mas serve, segundo o conselheiro, como modelo do tipo de articulação intersetorial que a inclusão exige.

Com base em diagnóstico realizado pela Comissão Permanente, o TCE-MT aprovou recentemente uma nota recomendatória orientando os gestores municipais a incluírem o PSE no planejamento e a garantirem dotações orçamentárias específicas para sua execução.

"Por que não trazer a vacinação para as escolas? Por que não trazer o dentista para fazer uma análise odontológica das crianças? Por que não trazer uma avaliação de saúde mental para dentro das escolas?", questionou.

Tony Ribeiro/TCE-MTConselheiro participou do 15º Fórum Estadual Extraordinário da Undime-MT.
Conselheiro participou do 15º Fórum Estadual Extraordinário da Undime-MT.

Tecnologia como saída para municípios pequenos

A realidade do interior pesa nesse debate. Cerca de 70% dos municípios mato-grossenses têm menos de 20 mil habitantes e contam com poucos especialistas disponíveis. Para Maluf, a tecnologia pode ser a ponte entre essa limitação e a ampliação das ações de saúde escolar. É o caso da telemedicina, que garante o atendimento mesmo nos municípios mais distantes.

"Não necessariamente você precisa ter esses profissionais dentro da escola. Você pode utilizar recursos de tecnologia para promover essa integração", disse.

Atuação do TCE-MT

Maluf defendeu ainda uma mudança de postura do próprio TCE-MT. Para ele, o Tribunal deve ir além da verificação do gasto e monitorar se ele gerou resultado. "Vamos cobrar essa eficiência e vamos monitorar se está dando resultado o gasto que está sendo realizado", afirmou.

Além disso, destacou que a instituição vem garantindo respaldo a gestores que queiram avançar em políticas inovadoras, mas enfrentam a insegurança jurídica. “Tudo o que fazemos está ancorado em legislação. Nós temos um arcabouço jurídico muito grande atrás das nossas decisões. Então podemos dar aos gestores maior tranquilidade para promover essas mudanças”, completou. 

A apresentação integrou a programação do 15º Fórum Estadual Extraordinário da Undime-MT, realizado entre os dias 8 e 10 de abril, com o tema "Gestão Educacional Municipal: Equidade, Financiamento e Implementação de Políticas Públicas", no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

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Presidente do TCE-MT anuncia fiscalização na MT-170

 

Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, em reunião com vereadores de Colniza.
Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, em reunião com vereadores de Colniza.

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou uma fiscalização para avaliar as condições da rodovia MT-170, na região noroeste do estado. A ação será conduzida pela Secretaria de Controle Externo (Secex) de Obras e Infraestrutura e incluirá solicitações de esclarecimentos às quatro empresas responsáveis pelas obras, além da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).

“Recebi uma reclamação seríssima sobre uma estrada que foi feita há um ano e já está totalmente destruída. É uma situação gravíssima, que estou recebendo como denúncia. Vamos fazer uma fiscalização e cobrar essas quatro empresas, além de solicitar imediatamente à Sinfra que adote as providências cabíveis”, afirmou o presidente.

A demanda foi apresentada pelos vereadores Oseia Guedes, Rosemiro dos Santos, Luis Carlos Silva e Agnaldo Drumões, da Câmara Municipal de Colniza, durante reunião com o conselheiro no II Encontro Mato-grossense de Municípios, realizado em março.

TCE-MT fiscalizar condições da rodovia MT-170, na região noroeste do estado.
TCE-MT vai fiscalizar condições da rodovia MT-170, na região noroeste do estado.

A equipe técnica deve priorizar o trecho entre os municípios de Castanheira e Juruena, apontado como crítico pelos parlamentares. “De Castanheira a Juruena, a situação é crítica. Esse asfalto era um sonho para a região Noroeste, mas hoje está totalmente destruído, esfacelado”, relatou o vereador Luis Carlos.

A iniciativa foi reconhecida pelo vereador Oseia Guedes, que destacou a atuação do TCE-MT na retomada de obras no estado. “O senhor tem destravado várias obras paralisadas em Mato Grosso, e Colniza é prova disso”, declarou.

A MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em 2022, quando o governo assumiu a rodovia com o objetivo de asfaltar 271,6 quilômetros entre Castanheira, Juruena e Colniza, passando por Aripuanã. O projeto foi dividido em seis lotes, dos quais quatro tiveram início em 2023.

Desses trechos, 81 quilômetros foram entregues em junho de 2024. Já em novembro de 2025, a construtora responsável iniciou a fase final da pavimentação entre Castanheira e Juruena, contemplando 50 quilômetros de implantação e restauração da via.

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Auditoria do TCE-MT revela falhas no combate à violência infantil em Mato Grosso

 

Mato Grosso está entre os estados brasileiros com maiores índices de violência contra crianças e adolescentes, mas a maioria dos municípios ainda não possui estrutura adequada para enfrentar o problema. O alerta consta no relatório preliminar da auditoria operacional sobre as Políticas de Prevenção e Enfrentamento da Violência Infantil apresentado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), nesta quinta-feira (9), que identificou fragilidades no planejamento, na articulação institucional e na execução de políticas públicas voltadas à proteção da infância.

O levantamento, realizado em 2025 no âmbito estadual e municipal, integra o Projeto Infância Segura e avaliou aspectos como planejamento, orçamento, ações preventivas e capacitação de profissionais. Os resultados apontam a necessidade urgente de fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA), sendo que a reunião teve como objetivo validar os resultados e alinhar diretrizes para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes.

Relator do processo, o vice-presidente do TCE-MT e presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública, conselheiro Waldir Júlio Teis, destacou a urgência do tema diante dos dados levantados.

“Mato Grosso está entre os 10 estados do país com maiores indicadores, como mortes violentas de crianças, maus-tratos e estupro de vulnerável. A proteção das crianças precisa ser uma prioridade. Essa auditoria evidenciou níveis alarmantes de violência infantil e a necessidade de reforçar as políticas públicas. Nos reunimos hoje para apresentar o resultado e ouvir as instituições envolvidas em âmbito estadual e de alguns municípios, pois é urgente resolver esse problema”, afirmou.

A auditoria integra o Projeto Infância Segura, desenvolvido nacionalmente, e teve como foco avaliar aspectos essenciais como planejamento e orçamento, articulação intersetorial, ações estruturadas de prevenção e capacitação de profissionais. O trabalho apontou desafios relevantes e oportunidades de aprimoramento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA).

Entre os principais achados, destaca-se a ausência de planejamento estruturado. Apenas seis municípios mato-grossenses possuem plano vigente de prevenção e enfrentamento da violência infantil, além de falhas na priorização orçamentária, contrariando o princípio da prioridade absoluta previsto na legislação.

Alex Praeiro/TCE-MTO relatório técnico preliminar da auditoria operacional sobre as Políticas de Prevenção e Enfrentamento da Violência Infantil foi apresentado nesta quinta-feira.
O relatório técnico preliminar da auditoria operacional sobre as Políticas de Prevenção e Enfrentamento da Violência Infantil foi apresentado nesta quinta-feira.

Responsável técnico pela auditoria, o auditor público externo e secretário da 2ª Secretaria de Controle Externo (Secex), Felipe Favoreto Groberio, explicou que o encontro marca uma etapa importante do processo.

“Hoje apresentamos um painel de referência, que consiste em uma apresentação aos gestores que atuam no combate à violência infantil, com os principais achados da auditoria operacional e as recomendações dela decorrentes. Após esta apresentação e a validação dos achados pelos gestores, será elaborado um relatório técnico preliminar, que será encaminhado aos gestores para manifestação sobre as recomendações”, esclareceu o auditor.

Outro ponto crítico identificado foi a fragilidade na articulação entre os órgãos que compõem o SGDCA. No âmbito estadual, as instâncias formalmente instituídas não apresentam efetividade. Já nos municípios, 77% não possuem Comitê de Gestão Colegiada e 86% não contam com protocolos integrados de atendimento, o que aumenta o risco de revitimização institucional.

Para a vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, o fortalecimento da rede é essencial para mudar esse cenário. “A rede de apoio é fundamental, e este projeto do TCE se torna especialmente relevante diante do alarmante número de casos de violência contra crianças e adolescentes. É crucial não apenas punir os agressores, mas também implementar medidas preventivas. A capacitação de professores, por exemplo, é essencial para que possam identificar sinais de sofrimento e atuar em favor das vítimas."

No mesmo sentido, a defensora pública Cleide Regina Ribeiro Nascimento reforçou a necessidade de integração entre as instituições. “Para combater a violência contra crianças e adolescentes, é imprescindível fortalecer as instituições e, principalmente, promover a integração entre os órgãos públicos. A auditoria do TCE-MT serve como ponto de partida para a implementação de ações concretas”, afirmou.

A importância da atuação conjunta também foi destacada pela coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Ana Paula Reveles Carvalho. “O trabalho intersetorial, discussões como a de hoje, são fundamentais para que cada instituição compartilhe suas ações e identifique os desafios a serem superados. Dessa forma, podemos, em conjunto, alcançar resultados ainda mais expressivos no combate à violência."

Encaminhamentos

Alex Praeiro/TCE-MTResponsável técnico pela auditoria, o secretário da 2ª Secex, Felipe Favoreto Groberio, explicou que o encontro marcou uma etapa importante do processo.
Responsável técnico pela auditoria, o secretário da 2ª Secex, Felipe Favoreto Groberio, explicou que o encontro marcou uma etapa importante do processo.

Diante dos achados, o TCE-MT propôs uma série de encaminhamentos ao Estado e aos municípios, com foco no fortalecimento do planejamento, garantia de prioridade orçamentária, ampliação da articulação intersetorial e investimento em ações de prevenção e capacitação.

Entre as recomendações ao governo, estão a elaboração do Plano Estadual de Prevenção e Enfrentamento da Violência Infantil, sua vinculação ao orçamento e a instituição de uma política contínua de formação dos profissionais da rede, além de estudo para implantação de Centros de Atendimento Integrado (CAIs) em Cuiabá e Várzea Grande.

Já aos municípios, foi recomendada a elaboração de planos municipais, criação de comitês de gestão colegiada, implantação de fluxos integrados de atendimento, inclusão do tema nos currículos escolares e ampliação de campanhas de conscientização.

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TCE-MT promove 1ª campanha de doação de sangue de 2026

 

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza a 1ª Campanha de Doação de Sangue de 2026 até às 15h30 desta sexta-feira (10). A coleta tem início às 8h30 no Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NQVT), com pausa para almoço entre 12h e 13h.

Promovida pela Secretaria Executiva de Gestão de Pessoas em parceria com o MT-Hemocentro, a iniciativa beneficia pacientes do único banco de sangue público do estado. Só em Cuiabá, são acompanhadas 3.300 pessoas com patologias sanguíneas. 

Com uma única bolsa, servidores e colaboradores poderão salvar até quatro vidas, contribuindo com tratamentos de recém-nascidos com doenças hematológicas, cânceres, transplantes de órgãos e cirurgias de urgência e emergência.

Critérios para doação

De acordo com o MT Hemocentro, para doar é necessário estar saudável e alimentado, evitando alimentos gordurosos no dia da doação, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores, pesar no mínimo 51 kg e ter entre 16 e 69 anos. 

Além disso, é necessário apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial. Documentos digitais com foto também são aceitos. Mais informações podem ser obtidas por meio do número (65) 3613-7557.

Doadores regulares

O MT Hemocentro destaca que doadores regulares são essenciais para garantir um atendimento de qualidade aos pacientes. Para se tornar um, o interessado deve comparecer à sede da instituição, localizada na Rua 13 de Junho, nº 1.055, em Cuiabá.

Para agendar, basta acessar o site da unidade, entrar em contato pelo número 65 98433-0624 (Whatsapp) ou pelos telefones (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.

O banco de sangue funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e fornece o atestado de comparecimento ao doador. Para quem compareceu e não pôde doar, é fornecido um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho.Secretaria de Comunicação/TCE-MT E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br  Telefone: 3613-7561