Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Sérgio Ricardo lança livro sobre gestão de desempenho por metas no dia 27 de abril

 

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O uso contemporâneo de metas como instrumento na gestão de desempenho é o tema central da obra “Gestão de Desempenho por Metas: Estratégias para Alcançar Resultados Eficientes e Sustentáveis”, de autoria do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, e do secretário-executivo de Gestão de Pessoas, Eneias Viegas. O livro será lançado no dia 27 de abril, às 18h, no Espaço Riserva - Leila Malouf.

“Nas últimas décadas, a gestão por metas passou por uma transformação importante e hoje conta com uma abordagem mais inteligente, humanizada e que gera impacto de fato. Ao escrever este livro, reunimos metodologia, ciência do comportamento, governança, tecnologia e cultura organizacional para elaborar um passo a passo para alcançar o melhor desempenho”, esclareceu Sérgio Ricardo. 

De acordo com o secretário-executivo, a publicação demonstra, com base em modelos modernos de gestão, o uso estratégico de dados e inteligência artificial, servindo como um guia para gestores que desejam alcançar resultados consistentes e sustentáveis.

“A conclusão é que bons resultados são construídos por pessoas que, quando guiadas por metas construídas com rigor técnico e humanidade, alcançam seu potencial de realização, fortalecendo a cultura institucional e produzindo impacto duradouro. Nesta obra, direcionamos como elaborar essas metas e conectá-las a competências comportamentais, além de outras técnicas de gestão”, declarou o secretário executivo.

Coordenada por Rennan Thamay, a obra é destinada a gestores públicos e privados, líderes de equipes, profissionais de Recursos Humanos (RH), pesquisadores e todos aqueles que desejam compreender e aplicar uma gestão por metas moderna, ética e sustentável.

MBA do TCE-MT aborda proteção de dados em cidades inteligentes nesta sexta-feira (24)

 

A professora doutora Thami Covatti Piaia vai abordar o tratamento e a proteção de dados pessoais no contexto das cidades inteligentes no 4° módulo do MBA em Gestão de Cidades do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). A aula será ministrada a partir das 8h30 desta sexta-feira (24), no auditório da Escola Superior de Contas.

Docente do programa de mestrado em Direito Constitucional Econômico da Unialfa, Piaia tratará dos principais aspectos legais que envolvem o tema, que ganha relevância diante da ampliação do uso de dados na gestão pública, exigindo maior atenção à segurança, à privacidade e à responsabilidade dos profissionais.

Com mais de 1.500 inscritos, esta é a segunda edição do MBA. A iniciativa faz parte da estratégia do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, de qualificar a administração contribuindo para a sua modernização e para a melhoria dos serviços oferecidos à população.

“A transformação digital já é uma realidade na gestão pública e exige preparo. Estamos qualificando gestores para que utilizem dados com responsabilidade, garantindo eficiência sem abrir mão da segurança jurídica e da proteção dos direitos do cidadão”, destaca Sérgio Ricardo.

Sob coordenação do conselheiro Alisson Alencar, a pós-graduação é promovida em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp). “O MBA foi estruturado para preparar gestores para esse cenário, integrando tecnologia, governança e segurança jurídica na formulação de políticas públicas”, acrescenta ele.

O conteúdo foi estruturado em 24 módulos, que serão ministrados semanalmente por especialistas de diferentes áreas até o mês de outubro. As aulas são transmitidas pelo canal do TCE-MT no YouTube e pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

Reforma tributária e controle externo pautam debates do Dia do Auditor nesta sexta-feira

 

Em comemoração ao Dia do Auditor de Controle Externo, celebrado em 27 de abril, será realizado nesta sexta-feira (24), a partir das 8h, um evento no Espaço Cultural Liu Arruda, no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Com o tema “A Reforma Tributária e o Controle Externo”, o encontro reunirá especialistas e autoridades para discutir os impactos das mudanças no sistema tributário sobre a fiscalização e a gestão pública. A programação também será transmitida ao vivo pelo canal do TCE-MT no YouTube.

“Esta é uma data para reconhecer o trabalho dos auditores, que deve ser pautado na responsabilidade, no rigor técnico e no compromisso com a qualidade da gestão pública. Eles contribuem com a qualificação dos processos e para uma fiscalização mais eficiente e transparente”, destacou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo. 

Com o objetivo de promover um debate técnico relevante para a administração pública e para a sociedade, a programação inclui palestras com o secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, e com o vice-presidente Regional Sul/Sudeste da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC), Gihad Menezes.

Além disso, o presidente da Associação dos Auditores Públicos Externos do TCE-MT (Audipe), José Marcelo de Almeida Perez, responsável pela organização do evento, fará uma apresentação do novo site da entidade. “É um importante avanço na modernização e na comunicação institucional para a nossa categoria”, declarou. 

A Audipe reúne atualmente 160 auditores públicos externos no órgão de controle externo.

Articulação do TCE-MT, ALMT, Governo e Gaepe-MT destrava obra em Poconé e impulsiona política de creches em MT

 

Concluído a partir de articulação liderada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Frei Joaquim Tébar Fernandes, em Poconé, recebeu, nesta quarta-feira (22), a visita institucional do presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), Antonio Joaquim, do vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Waldir Teis, do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William Brito Júnior, autoridades locais e as demais instituições que compõem o Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT).

A visita tira do papel uma obra iniciada há mais de 10 anos e que tem capacidade para atender aproximadamente 200 crianças. "Quando o Tribunal de Contas atua para destravar obras e orientar os gestores, quem ganha é a população. Estamos falando de crianças que passam a ter acesso à educação e de famílias que conseguem reorganizar suas vidas. Esse é o verdadeiro papel do controle externo”, destacou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo. 

Na ocasião, Antonio Joaquim defendeu que a ampliação de vagas em creches deve ser tratada como prioridade absoluta das políticas públicas. “Estamos há três anos trabalhando para diminuir a fila de creche no estado. Já conseguimos reduzir quase 40% desse déficit e vamos continuar até zerar. Depois disso, o desafio será manter essa fila zerada.”

A unidade é a primeira de uma série de mais de 40 creches com obras retomadas no estado a partir da articulação entre o TCE-MT, Assembleia Legislativa (ALMT), os parceiros do Gaepe-MT, junto ao Governo do Estado e prefeituras. 

Tony Ribeiro/TCE-MTVisita técnica creche em Poconé
A creche tem capacidade para atender aproximadamente 200 crianças.

O presidente da Copec também ressaltou o impacto do trabalho para a educação na primeira infância, defendendo que o investimento nessa etapa deve ser tratado como estratégico. “A fase de zero a seis anos é mais importante do que obras como pontes ou viadutos. É nesse período que se forma a base do desenvolvimento da criança.”

Graças à articulação entre as instituições, o investimento em creches passou a integrar o orçamento estadual. São R$ 40 milhões por ano destinados à construção e ampliação de unidades, totalizando R$ 120 milhões ao longo de três anos. 

“O TCE passou a atuar de forma mais próxima dos gestores, ajudando a orientar e melhorar a implementação das políticas públicas. Não deixamos de julgar contas, mas buscamos também contribuir para que os recursos sejam melhor aplicados e gerem resultados para a sociedade”, avaliou o conselheiro Waldir Teis. 

Foi o que também apontou o deputado estadual Eduardo Botelho ao reforçar o repasse de mais R$ 800 mil, por meio de emenda impositiva, para aquisição de mobiliário. “Agora o prédio estará 100% pronto, com todos os móveis e estrutura adequada para atender essas crianças com qualidade”, reforçou. 

Articulação destrava obras e garante execução

Thiago Bergamasco/MPC-MTVisita técnica creche de Poconé
A visita tira do papel uma obra iniciada há mais de 10 anos.

Além da mobilização pelos repasses, o TCE-MT também ajudou os municípios a superarem entraves burocráticos que impediam a conclusão das unidades. Um dos exemplos foi a emissão de recomendação que deu segurança jurídica para que prefeitos utilizem, de forma concomitante, recursos federais, estaduais e municipais nas obras. 

Esse conjunto de medidas abriu caminho para que projetos como o de Poconé, concluído com investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, saíssem do papel e fossem entregues à população. 

O prefeito Jonas Moraes contou que a edificação começou a ser erguida em 2013, mas estava paralisada devido a uma série de entraves burocráticos. “Só temos a agradecer ao TCE e aos demais membros do Gaepe-MT, que estão fazendo com que a educação deixe de ser discurso e realmente transforme a vida do cidadão.” 

Segundo a secretária-adjunta de Regime de Colaboração da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Adriana Tomasoni, nesta primeira etapa foram retomadas obras em 15 municípios. “É a ampliação da visão do governo de que precisamos investir nos municípios. Então, cada um tem o seu projeto, e a gente entra fomentando isso.” 

Diante dos resultados, o coordenador de articulação interdisciplinar do Instituto Articule, Willer Moravia, chamou a atenção para o pioneirismo do trabalho conjunto. “Mato Grosso é o primeiro a estruturar essa política a partir do diálogo entre instituições, com governança organizada e foco na ampliação de vagas na educação infantil.” 

Por sua vez, o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Willian Brito Jr., reforçou que a entrega representa o início de uma política pública estruturada. “É resultado de um esforço coletivo para fortalecer a política da primeira infância e avançar na meta de zerar a fila no estado.” 

Nova unidade amplia atendimento e muda rotina de famílias

Thiago Bergamasco/MPC-MTVisita técnica creche de Poconé
A unidade é a primeira de uma série de mais de 40 creches com obras retomadas no estado.

Em funcionamento desde 2025, o CMEI Frei Joaquim Tébar Fernandes deixou de operar em um espaço improvisado e passou a contar com estrutura adequada para atendimento em período integral, beneficiando famílias de bairros como Cohab Nova, Vila Aurora, Vila Operária e regiões próximas. 

“Hoje temos um espaço adequado para nossas crianças e também para os profissionais. Isso faz diferença, porque garante melhores condições de trabalho e um atendimento com mais qualidade”, destacou a diretora do CMEI, Eliane Maria de Souza. 

Para as famílias, o impacto é imediato. Taíse Dantas, mãe da aluna Eloá Aycha, de 5 anos, relatou que a proximidade da unidade facilitou a rotina e permitiu conciliar o cuidado com a filha e o trabalho de cozinheira. “A creche fica perto de casa e isso ajudou muito na minha rotina. Se não tivesse, seria muito complicado trabalhar”, disse. 

Já Keilane Letícia Bruno Santos relatou que, sem a creche, teria que pagar alguém para cuidar dos filhos. “Isso pesaria bastante, porque hoje eu dependo do Bolsa Família”, disse. 

Para o secretário municipal de Educação de Poconé, Jean Silva, a unidade garante a ampliação do atendimento e cria condições para avançar na oferta em período integral. Ele destacou ainda que esta é uma das oito creches em funcionamento no município e apontou os próximos passos com a chegada dos novos equipamentos. 

“Não estamos atendendo na totalidade por causa do mobiliário, mas agora poderemos oferecer todas as vagas que a creche comporta. Também vamos avançar no atendimento em período integral. Ainda temos uma demanda reprimida e, à medida que ampliamos a oferta, mais famílias procuram o serviço”, concluiu.

Antonio Joaquim lidera articulação histórica e garante creche em Poconé após mais de 10 anos

 Luta incansável de Antonio Joaquim garante CMEI em Poconé e é exaltada por liderança em direitos humanos



Após mais de uma década de entraves, articulação liderada pelo conselheiro do TCE-MT transforma a educação infantil e recebe reconhecimento de referência na defesa da infância




A conclusão do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Frei Joaquim Tébar Fernandes, em Poconé, representa mais do que a entrega de uma obra pública aguardada há anos: simboliza a vitória de uma luta persistente em defesa da educação infantil em Mato Grosso. À frente desse processo está o conselheiro Antonio Joaquim, cuja atuação firme e articuladora foi decisiva para destravar entraves e garantir a entrega da unidade.

Paralisada por mais de uma década, a obra saiu do papel graças à mobilização liderada por Antonio Joaquim, que envolveu o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), a Assembleia Legislativa (ALMT), o Governo do Estado e o Gaepe-MT. O resultado é uma creche com capacidade para atender cerca de 200 crianças, ampliando o acesso à educação e impactando diretamente a vida de dezenas de famílias.

Com mais de 30 anos de atuação voltada à educação, o conselheiro é reconhecido como uma das principais referências na área no estado. Sua defesa constante da primeira infância tem sido determinante para colocar a ampliação de vagas em creches como prioridade nas políticas públicas. Sob sua articulação, mais de 40 obras de unidades educacionais foram retomadas em Mato Grosso, além da garantia de investimentos contínuos para o setor.




Reconhecimento de referência em direitos humanos

A atuação do conselheiro tem sido reconhecida por diferentes setores da sociedade. Entre as vozes que se destacam está a do ativista João Batista de Oliveira, conhecido como Joãozinho, diretor do Portal Vidas e Direitos Humanos MT e referência na luta em defesa dos direitos humanos das crianças e adolescentes em Poconé e região.

Com forte presença comunitária e atuação voltada à proteção da infância, João Batista acompanha de perto os impactos das políticas públicas na vida da população. Para ele, o trabalho de Antonio Joaquim merece destaque.



“O conselheiro Antonio Joaquim merece todo reconhecimento. Não é uma atuação de agora. São mais de 30 anos lutando pela educação e garantindo oportunidades para nossas crianças. Essa creche em Poconé é prova de compromisso de verdade com a população”, afirmou.

Joãozinho também ressaltou que a persistência foi essencial para a conclusão da obra.
“Quantas obras ficam abandonadas? Essa não ficou porque teve alguém que não desistiu. Antonio Joaquim foi incansável, articulou, cobrou e hoje a população está colhendo esse resultado”, disse.

Como referência na defesa dos direitos humanos da infância, ele reforçou o impacto social da iniciativa.
“Investir em creche é garantir dignidade desde o início da vida. É dar condição para a criança se desenvolver e para a família viver com mais tranquilidade. Isso é direitos humanos na prática, e o conselheiro tem feito isso acontecer”, completou.


Impacto direto na vida das famílias

Com a entrega do CMEI, famílias de bairros como Cohab Nova, Vila Aurora e regiões próximas passam a contar com um espaço adequado, seguro e estruturado. A unidade funciona em período integral, permitindo que pais e mães possam trabalhar com mais tranquilidade enquanto os filhos recebem atendimento de qualidade.

A creche também substitui estruturas improvisadas anteriormente utilizadas, oferecendo melhores condições tanto para os alunos quanto para os profissionais da educação.


Educação como prioridade

A conclusão do CMEI de Poconé reforça a importância do investimento na primeira infância como estratégia para o desenvolvimento social. A fase de zero a seis anos é considerada fundamental para a formação das crianças, sendo determinante para reduzir desigualdades ao longo da vida.

Nesse cenário, a atuação de Antonio Joaquim se consolida como peça-chave na construção de políticas públicas efetivas. Já o reconhecimento de lideranças como João Batista de Oliveira evidencia a conexão entre poder público e sociedade civil na busca por um objetivo comum: garantir um futuro melhor para as crianças de Mato Grosso.

A entrega da unidade não marca apenas o fim de uma obra parada, mas o fortalecimento de uma política pública que segue transformando vidas — resultado de uma luta contínua, marcada por articulação, compromisso e defesa da educação.

BOLSONARISTAS NO ALVO Botelho: “Abilio quer ser dono da direita e Mauro sonha ser rei de MT”

 Deputado Eduardo Botelho

Deputado Eduardo Botelho: diferenças com Abílio Brunini e Mauro Mendes, em meio à disputa eleitoral

O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) acha que há uma disputa por protagonismo político e pelo controle do eleitorado, em Mato Grosso.

A observação foi feita em uma entrevista ao "PodOlhar", videocast do site Olhar Direto.

Ao comentar o cenário político do Estado, o parlamentar fez críticas diretas a lideranças da direita bolsonarista.

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Botelho citou especialmente o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), como destaque nesse movimento político.

“Ele quer ser dono do voto da direita", disse EB, sugerindo que o raciocínio do inquilino do Palácio Alencastro é do tipo: "Só vota na direita quem pensa igual eu penso”.

Ultimamente, Abílio tem intensificado críticas ao MDB de Botelho, classificando o partido como "de esquerda".

Para o deputado, tudo não passaria de uma estratégia, na tentativa de enfraquecer a pré-candidatura da deputada Janaina Riva, presidente do partido, perante o eleitorado conservador.

Sobre a relação com Mauro Mendes, o parlamentar disse que o ex-governador tem um perfil "centralizador".

E ironizou: “Se [Mauro] pudesse decretar uma monarquia, e ele ser o rei, ele faria”.

ANTONIO JOAQUIM Parece que foi ontem

 Após 26 anos, a lembrança da minha nomeação ao TCE-MT ainda me vem com nitidez

Parece que foi ontem. Dia 7 de abril de 2000.

A lembrança da minha nomeação ao Tribunal de Contas de Mato Grosso ainda me vem com nitidez, como se o tempo não tivesse passado com a velocidade que, hoje percebo, ele realmente passou.

São 26 anos de uma jornada que começou com expectativas, desafios e um profundo senso de responsabilidade pública.

Ao revisitar essa trajetória, o sentimento que emerge é uma mistura de saudosismo e gratidão.

Saudosismo pelas etapas vividas, pelas pessoas que caminharam ao meu lado e pelos momentos que ajudaram a construir quem sou hoje.

E gratidão pela oportunidade de servir ao Estado de Mato Grosso e o Brasil em diferentes frentes ao longo da vida pública.

Antes mesmo de chegar ao Tribunal de Contas, tive a honra de atuar no Parlamento.

Primeiro como um aguerrido deputado estadual, na trincheira da oposição, inclusive durante a Constituinte Estadual.

Fui o “brizolinha pantaneiro”, em referência ao guerreiro Leonel Brizola, nosso líder no PDT. Tinha como marcas de atuação a determinação e a lealdade.

Aprendi desde cedo que você pode ser firme, convicto, mas precisa sempre respeitar aliados e adversários.

Depois, na Câmara dos Deputados, vivi momentos especiais como deputado federal, um dos mais votados de Mato Grosso.

Foram experiências que moldaram minha compreensão sobre a importância das instituições e do compromisso com o bem comum.

No Governo Dante de Oliveira, pude contribuir com políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do nosso Estado, em um período de grandes transformações estruturais em um Estado que estava quebrado, falido se o poder público pudesse falir.

Fui secretário de Infraestrutura e Secretário de Estado de Educação, com letras maiúsculas.

Disparado, a maior e mais inesquecível experiência, pelas marcas deixadas em minha trajetória pública. Vem desse período minha verdadeira paixão pela causa da educação pública.

Eu acredito no poder transformador da educação. Transforma a si, transforma o próximo. Transforma e melhora a sociedade.

Aproveito para homenagear todos aqueles que dedicam a vida ao ensino, a começar pela minha esposa Tânia, professora de carreira, minha educadora.

Mas foi no Tribunal de Contas que encontrei um espaço permanente de construção.

Aqui, ao longo desses anos, fortaleceu-se em mim a convicção de que o controle externo vai muito além da fiscalização da gestão dos recursos públicos: ele é instrumento de cidadania.

Por isso, sempre defendi o fortalecimento do controle social, como forma de aproximar a sociedade da gestão pública e, com a participação cidadã, retroalimentar o controle externo.

O cidadão está sempre onipresente. Quando participa, fala, denuncia, cobra, transforma a vida social e impulsiona as instituições.

Acredito que cidadãos bem-informados participam melhor, cobram melhor e ajudam a construir governos mais responsáveis.

Impossível não lembrar de iniciativas como o projeto Consciência Cidadã, que nasceram dessa crença. Não fui pai desse projeto, mas fui padrinho, padrasto.

Em nível nacional, tive a honra de contribuir para o desenvolvimento do sistema Tribunais de Contas.

Na presidência da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, trabalhei para mudar o foco da entidade, direcionando esforços para a melhoria concreta das nossas instituições de controle externo.

A Atricon, quando assumi, era uma instituição corporativa, voltada praticamente para o interesse do associado.

Como os Tribunais de Contas até hoje carecem de um conselho nacional que os organiza e fiscaliza, a exemplo do CNJ para o Poder Judiciário, e o CNMP, para o Ministério Público (órgãos de controle criados pela Emenda Constitucional 40), entendi que a Atricon tinha que organizar o sistema e lutar pela melhoria dos Tribunais de Contas brasileiros.

Parece um passado longínquo, mas em 2012, existiam tribunais de ponta e muitos abaixo da linha do aceitável.

Minha gestão foi um marco transformador. Falo isso pelo sem-número de homenagens que recebo constantemente por ter sido esse líder naquele momento histórico.

Foi um período de intensa dedicação, do qual resultaram iniciativas estruturantes, como o Marco de Medição de Desempenho dos Tribunais de Contas, o MMD-TC, iniciado com outro nome o QATC, programa que avaliava a qualidade e agilidade dos tribunais.

Atualmente, todos os 33 Tribunais de Contas se submetem a essa avaliação. Com certeza, a evolução de todos passou por esse programa.

São 26 anos de uma jornada que começou com expectativas, desafios e um profundo senso de responsabilidade pública. Ao revisitar essa trajetória, o sentimento que emerge é uma mistura de saudosismo e gratidão

Para essa época da minha vida, homenageio a memória do saudoso conselheiro Salomão Ribas (TCE-SC).

Ele que inventou minha candidatura, em um congresso da Atricon em Belém (PA), uma ideia que teve a adesão de outros dois ícones, Thiers Montebello (TCM/RJ) e Chico Neto (TCM-BA).

Disse-me Salomão, secretamente: “Eu não posso, mas você, novo e pouco desconhecido, pode nos provocar um terremoto necessário”.

Como desafio pouco é bobagem, aceitei fui lançado aos leões. Não custa lembrar que, diferente do CNJ e CNMP, era e ainda é a mensalidade dos associados que banca o trabalho da Atricon de melhorar instituições públicas.

Por isso, fui amado, odiado, mas, felizmente, hoje exaltado.

Ver, anos depois, o avanço dessas e outras ações na Atricon e em todo o Sistema Tribunais de Contas, como o Programa Nacional de Transparência Pública - minha última contribuição nacional mesmo apenas como membro da entidade, proposta de 2021 - reforça a certeza de que cada esforço valeu e continua valendo a pena.

Logicamente, são conquistas que não pertencem a uma pessoa, mas a todos que acreditam na força das instituições.

No Tribunal de Contas de Mato Grosso, para além da atividade obrigatória voltada à fiscalização e o julgamento de contas públicas, uma das causas que mais têm mobilizado minha atuação é a educação pública, agora presidindo a Comissão Permanente de Educação e Cultura.

Em especial, a atenção à primeira infância e a defesa da construção de creches como política essencial para o futuro, com ajuda do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política de Educação (GAEPE), uma iniciativa de governança colaborativa. 

Cuidar das nossas crianças é, sem dúvida, o maior investimento que podemos fazer enquanto sociedade. Essa causa tem-me nutrido diariamente, em conjunto com a atuação como conselheiro ouvidor do TCE-MT.

Nessa área, basta lembrar que em menos de cinco anos, como trabalho de mobilização, orientação, treinamento, conseguimos influenciar e fazer com que praticamente todos os órgãos públicos tenham criado sua Ouvidoria Pública.

Ao olhar para trás, é impossível não sentir saudade. Mas é uma saudade serena, acompanhada do orgulho pelas sementes plantadas e pelos resultados alcançados.

O tempo passou — rápido, talvez até mais do que eu gostaria —, mas deixou marcas positivas, aprendizados e realizações.

Se hoje parece que foi ontem, é porque cada momento vivido foi significativo.

E é com esse mesmo espírito que sigo adiante, renovando o compromisso com o serviço público, com a ética e com a construção de um Estado cada vez melhor.

ANTONIO JOAQUIM é conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso.

Portal vidas e Direitos Humanos

Portal vidas e Direitos Humanos 

TCE-MT inicia 5° ciclo do PNTP e reforça padronização da transparência pública no país

 

O ouvidor-geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Antonio Joaquim, destacou a evolução da política de transparência no estado durante o treinamento do ciclo 2026 do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), realizado nesta quarta-feira (15).

Com transmissão ao vivo pela TV Contas (canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube, a capacitação marcou o início do quinto ciclo da iniciativa e reuniu responsáveis pelos portais de transparência de órgãos públicos em todo o estado, com orientações sobre as atualizações metodológicas e operacionais da nova etapa.

Coordenador nacional do PNTP, Antonio Joaquim ressaltou a importância do programa no fortalecimento da democracia. “Transparência significa democracia, significa estímulo ao controle social por meio do exercício da cidadania. Nosso país só vai melhorar a qualidade da representação política e da gestão com a participação popular”, acrescentou.

Metodologia e alcance

Na ocasião, o auditor público externo e secretário-executivo do PNTP, Volmar Bucco Júnior, explicou que o modelo de avaliação é baseado em 181 critérios e 514 itens de verificação, distribuídos em diferentes matrizes conforme o tipo de órgão ou poder. O sistema abrange todas as esferas e permite analisar as particularidades de cada estrutura administrativa.

“Isso gera impacto. Já são cinco ciclos envolvendo o Brasil inteiro no mesmo sistema. É algo inédito. O PNTP é um grande legado que o sistema de controle deixa para a sociedade”, disse.

Como forma de incentivar a melhoria contínua, os portais que atingem mais de 75% dos critérios estabelecidos recebem selos de qualidade Diamante, Ouro ou Prata, reconhecendo boas práticas em transparência pública.

O PNTP é liderado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas da União, com apoio do Instituto Rui Barbosa, da Associação Brasileira de Tribunais de Contas dos Municípios, do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas e do Conselho Nacional de Controle Interno.

Avanços e metas

Antonio Joaquim também chamou a atenção para o avanço dos índices no estado, superiores à média nacional. “Estamos com cerca de 70% de índice de transparência. Isso tem nos dado uma visibilidade muito grande para o sistema dos Tribunais de Contas”, disse.

De acordo com Volmar, Mato Grosso já alcançou a adesão de 100% das unidades gestoras ao programa. Entre 2024 e 2025, cerca de 60% dos portais de transparência apresentaram algum nível de aprimoramento. “Mesmo que a unidade não tenha recebido um selo ainda, houve avanço no índice. Isso nos deixa convictos de que estamos no caminho certo”, afirmou.

Agora, a meta é elevar o padrão de transparência de todos os entes públicos ao nível diamante. “As informações existem, a tecnologia existe e está cada vez mais acessível. O que precisamos é de vontade política e de pessoas comprometidas em fazer a diferença na gestão pública”, concluiu.