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ALMT reforça ações de saúde, acolhimento e apoio aos povos indígenas

 Abertura oficial dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, em 2025.

Abertura oficial dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, em 2025.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Garantir atendimento digno e respeitoso às comunidades indígenas tem sido uma das prioridades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que vem ampliando ações voltadas à saúde e à qualidade de vida dos povos originários. 

No dia 19 de abril, quando se celebra o Dia dos Povos Indígenas, o Parlamento estadual reforça essa agenda por meio da atuação da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, criada para ouvir as comunidades, articular soluções e acompanhar de perto os desafios enfrentados nas aldeias.

Neste mês, a principal mobilização é o projeto Abril Indígena, iniciativa da CST, que será lançado no dia 28 de abril, às 10h, no Auditório Deputado Milton Figueiredo. A ação solidária busca arrecadar roupas, brinquedos e materiais para melhorar as condições da Casa de Saúde Indígena (CASAI) de Cuiabá.

 As doações poderão ser feitas de 28 de abril até o dia 25 de maio e, para facilitar a participação da população, a Assembleia Legislativa disponibilizou pontos de coleta em suas dependências para o recebimento dos itens.

 A proposta também prevê pequenas reformas e a criação de um espaço de convivência lúdico para crianças indígenas em tratamento de saúde, fortalecendo o cuidado humanizado e a atenção às famílias.

Instalada em julho de 2025, por iniciativa do deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena passou a transformar o debate sobre os direitos dos povos originários em uma agenda permanente de escuta, articulação e encaminhamento de soluções voltadas à melhoria das condições de saúde e de qualidade de vida nas comunidades.

Representantes de povos indígenas participam de reunião da CST, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Representantes de povos indígenas participam de reunião da CST, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Foto: Helder Faria

 A iniciativa reúne lideranças indígenas, representantes do poder público, especialistas e entidades da sociedade civil com o objetivo de buscar respostas para desafios relacionados ao acesso à saúde, ao saneamento, à prevenção de doenças e ao atendimento com respeito às especificidades culturais de cada povo.

Para Russi, a atuação da Câmara Setorial demonstra o compromisso do Parlamento em transformar o diálogo com as comunidades em ações concretas. 

“Cuidar da saúde dos povos indígenas é uma responsabilidade que precisa ser assumida com seriedade e respeito. A Assembleia tem buscado ouvir as comunidades e trabalhar para que as demandas apresentadas se transformem em políticas públicas que garantam dignidade e atendimento adequado. Neste mês, quando celebramos o Dia dos Povos Indígenas, reafirmamos nosso compromisso de continuar avançando nessa agenda", afirma.

Balanço - Desde sua criação, a CST da Saúde Indígena vem atuando em diferentes frentes, promovendo visitas às comunidades, reuniões com instituições públicas e acompanhamento das principais demandas apresentadas pelas lideranças indígenas. 

Entre as ações realizadas, estão a promoção de diálogo com órgãos de saúde, assistência social e de controle, além da articulação para fortalecer o acesso aos serviços básicos e melhorar o atendimento nas aldeias.

Uma das iniciativas desenvolvidas foi a articulação com o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (COREN-MT) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para ampliar o acesso a serviços de saúde voltados às mulheres indígenas, garantindo orientação adequada, respeito às tradições e autonomia no cuidado com a saúde.

Reunião da CST da Saúde Indígena, na ALMT.

Reunião da CST da Saúde Indígena, na ALMT.

Foto: Helder Faria

Outra frente importante envolve o debate sobre segurança alimentar nas comunidades indígenas. Nesse contexto, a CST atuou na discussão sobre a qualidade e a adequação cultural dos alimentos distribuídos às famílias, com o objetivo de garantir que os produtos atendam às necessidades nutricionais e respeitem os hábitos alimentares tradicionais dos povos indígenas.

Os trabalhos também têm repercutido na formulação de proposições voltadas ao atendimento mais humanizado das comunidades indígenas. 

A partir dos debates, das demandas apresentadas pelas lideranças e das informações levantadas no âmbito da CST, o deputado Max Russi apresentou a Indicação nº 5099/2025, que solicita à Secretaria de Estado de Saúde a adoção de medidas para garantir atendimento prioritário e sem discriminação às comunidades indígenas. 

A proposta prevê protocolos diferenciados de urgência, capacitação das equipes, presença de intérpretes e de agentes indígenas de saúde nas unidades, além de integração efetiva com os distritos sanitários especiais. O foco é assegurar atendimento adequado, respeitoso e compatível com as especificidades culturais dos povos indígenas em todo o estado.

O parlamentar apresentou ainda a Indicação nº 832/2026, que propõe a criação de um Programa Estadual de Apoio Previdenciário às Comunidades Indígenas. A matéria foi lida e aprovada em votação única durante a 15ª Sessão Ordinária, realizada no dia 25 de março deste ano.

A atuação do grupo também alcançou a juventude indígena, com participação em encontros voltados ao debate sobre saúde mental, prevenção de doenças e fortalecimento da identidade cultural. As discussões destacaram a importância de políticas públicas que considerem as especificidades de cada povo e promovam acolhimento e proteção às novas gerações.

Paloma Alves Velozo, presidente da CST, ressalta que os trabalhos desenvolvidos têm como base o diálogo permanente com as comunidades e o respeito às suas realidades.

“A CST nasceu da necessidade de ouvir os povos indígenas e construir soluções junto com eles. Nosso trabalho é aproximar as instituições das comunidades e buscar respostas reais para desafios que afetam diretamente a vida das famílias. Cada ação realizada representa um avanço na construção de políticas públicas mais sensíveis e eficazes.”

Além das articulações institucionais, a Câmara Setorial promoveu capacitações voltadas aos profissionais que atuam diretamente no atendimento à saúde das comunidades indígenas, fortalecendo a qualificação técnica e a melhoria dos serviços prestados. A iniciativa reforça o compromisso da Assembleia Legislativa com a garantia de um atendimento mais humanizado e eficiente.  

ALMT concede honrarias para voluntários da IBN Cristo Rei e Hospital de Câncer

 

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou sessão especial, aprovada por unanimidade e de autoria do deputado Elizeu Nascimento (Novo), em reconhecimento ao trabalho voluntário da Igreja Batista Nacional (IBN Cristo Rei), em Várzea Grande, e de profissionais socioeducativos do Hospital de Câncer de Mato Grosso. A solenidade foi realizada a sexta-feira (17), no Parlamento.

A solenidade reuniu representantes de entidades e grupos que atuam no acolhimento de pacientes oncológicos, com apoio social, emocional e espiritual. A mesa de honra contou com lideranças da IBN Cristo Rei, da Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer e de iniciativas como Conexão Alegria e Amor que Cura.

Durante a cerimônia, o deputado Elizeu Nascimento destacou a relevância do trabalho voluntário no enfrentamento de momentos de vulnerabilidade.

“O trabalho realizado por voluntários da Ação Social da IBN Cristo Rei e por profissionais socioeducativos do Hospital do Câncer transcende a sensibilidade humana e garante acolhimento e conforto àqueles que enfrentam uma dura batalha”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou o papel da solidariedade no suporte aos pacientes e familiares. “Somente quem vive essa realidade conhece a importância do companheirismo, do apoio familiar e de todo suporte, seja médico, especializado ou espiritual”, pontuou.

Em nome da ALMT, ele manifestou reconhecimento aos homenageados. “Espero que essa singela homenagem represente um estímulo para que continuem se dedicando ao próximo”, declarou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Elizeu Nascimento ainda relembrou sua trajetória no voluntariado. “Eu e minha família criamos o Natal Solidário, ou Natal Sorriso Feliz, há quase duas décadas, com o objetivo de levar acolhimento a famílias em situação de vulnerabilidade. Começamos com poucos recursos, mas com o propósito de fazer o bem”, relatou.

Segundo ele, a iniciativa evoluiu ao longo dos anos. “De presentes, passamos a entregar alimentos, que muitas vezes fazem mais falta. O mais importante é estar presente na vida das pessoas”, disse. O deputado também destacou a entrega de kits ortopédicos por meio de emendas parlamentares. “Mesmo sendo uma política pública, essa ação também carrega o propósito de promover dignidade e esperança”, acrescentou.

Karina Almeida Pinto, voluntária do Hospital do Câncer frisou que é necessária coragem para carregar um sentimento de fazer o bem, sem buscar reconhecimento, mas sim a satisfação em atender, em socorrer o próximo, pois felicidade, fé e amor também ajudam a curar doenças.

“Oferecer um mínimo de atenção promove transformação, ainda mais na vida de pessoas que se encontram debilitadas pela enfermidade”, disse ela que atua como voluntária a diversas décadas e que isto transformou sua vida.

O pastor Carlos Gonçalves Guimarães da Capelania Ação Social da Igreja Batista Nacional Cristo Rei, agradeceu pela homenagem e lembrou que a IBN tem o papel de levar a palavra de Deus, mas nem por isso deixa de promover ações sociais e que vão em busca de atender as necessidades mais prementes de milhares de pessoas.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

“Cristo nos ensino que se o inimigo tiver fome, temos que dar de comer a ele, bem como se ele tiver sede temos que dar de beber a ele então estender as mãos independente de para quem, é uma missão espiritual e a IBN e a Casa Lar fazem isto com muita ênfase e determinação, sendo que o que possibilita esses atendimentos é o trabalho voluntário de centenas de milhares de pessoas envolvidas em todo o mundo”, disse o pastor agradecendo ao deputado.

Para a presidente da Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer, na Karina Ticianel, a missão confiada a eles em 38 anos de serviços prestados aos pacientes oncológicos estava sendo reconhecidos naquela homenagem.

Ela lembrou que são 50 mulheres que trabalham incansavelmente em prol de pessoas mais necessitadas por causa da doença e que é essencial se ver que as pessoas, as autoridades se preocupam com a atuação dessas pessoas, pois se trata de vidas humanas.

Já Natalice de Medeiro do Grupo Alegria, o riso é uma ferramenta poderosa que ajuda, contribui na cura de pacientes com câncer e lembrou que Deus guia a todos na função de ser voluntários.

“A Empatia que nos sustenta, leva esperança a muitos. O nariz vermelho simboliza, que, tudo que as pessoas desejam que é viver e a Conexão Alegria inspira a todos a serem pessoas melhores e que os pacientes não estão sozinhos nesta sua luta pela vida. O palhaço não cura a doença, mas cura a alma. Sensibilidade e técnica em transformar ambiente árido em jardim de alegria, humanizando a saúde, pois os profissionais médicos e enfermeiros enfrentam uma verdadeira guerra contra o adversário e muitas vezes eles precisam de voluntários para que essa luta seja em prol de todos”, assinalou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

O depoimento da Coordenadora do Grupo Amor que Cura, Rose Siqueira, chamou a atenção dos presentes a Sessão Especial, pois ela se tornou voluntária e criou a entidade após ser diagnosticada com câncer de mama e ter recebido o apoio de quem ela não conhecia.

A coordenadora do grupo Amor que Cura, Rose Siqueira, compartilhou sua experiência pessoal. “Recebi apoio durante meu tratamento e isso me motivou a ajudar outras mulheres. Hoje, transformamos esse cuidado em acolhimento e solidariedade”, relatou. Ao final, reforçou: “Só uma coisa não cabe na vida de um voluntário: desistir”.

Um dos responsáveis pela IBN Casa Lar, Ademar Coelho da Silva o voluntário tem o privilégio de poder servir a muitas pessoas que sequer conhece e a Igreja Batista Nacional extrapola fronteiras, ou seja, vai para além das paredes de seus templos, para atender àquelas pessoas mais necessitadas e que precisam se amparo.

Ele lembrou que a Casa Lar acolhe vítimas de violência e demonstra que é sempre possível recomeçar a vida e que não lhes faltará uma mão estendida de amparo. 

 “Temos tantos voluntários que muitos sequer conseguem aparecer, ou seja, trabalham distantes para que muito mais pessoas possam ser contempladas e este papel da IBN visa tão somente atender ao próximo, seja em uma palavra de fé ou em uma ação social”, explicou.

Ao final da solenidade, foram entregues moções de aplausos a 123 voluntários e entidades. O deputado Elizeu Nascimento encerrou reforçando a importância do acolhimento no enfrentamento da doença. “Em muitos momentos, uma palavra de fé faz toda a diferença na vida dos pacientes e de seus familiares”, concluiu.

Exposição no Parlamento dialoga com percepções sobre violência doméstica

 

Foto: Ronaldo Mazza

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do Instituto Memória do Poder Legislativo e da Procuradoria Especial da Mulher, em parceria com a Defensora Pública do Estado de Mato Grosso, está realizando uma exposição itinerante denominada “Desenhos que Falam: percepções sobre a violência doméstica”. O evento, no saguão de entrada do Parlamento começou hoje (22) e vai até a próxima terça-feira (28).

A exposição apresenta trabalhos elaborados por estudantes do quinto ao nono ano de escolas estaduais de Cuiabá, que participaram de atividades focadas na reflexão sobre a violência doméstica e familiar contra as mulheres. O evento tem como objetivo refletir sobre o papel da educação na luta contra a violência doméstica.

A deputada Janaina Riva (MDB) destaca que a iniciativa é de fundamental importância, em especial por se tratar de tema sensível e trágico dentro das famílias mato-grossenses.

“É uma ação muito importante, eu gostaria até de convidar as escolas particulares, públicas, as mães e os pais, que tragam seus filhos para conhecerem esse projeto “Desenhos que Falam”, para que aqui também eles entendam o que passa uma criança que tem, dentro de casa, uma mãe que é vítima de violência. Geralmente, quando você tem uma mãe vítima de violência, essa criança também é vítima de violência”.

Para a parlamentar, o evento demonstra que uma das saídas é a educação, e o caminho é trabalhar os temas dentro das escolas, como forma de evitar, ou romper um ciclo de violência que já pode estar acontecendo dentro de casa.

“Essas crianças levam para dentro das suas casas essa visão de que a violência não pode ser tratada como algo comum. Então é um projeto muito reflexivo, pedagógico e nós podemos levar essa mensagem para outras crianças que não receberam a visita do projeto, através dessa exposição”, lembra a deputada.

Foto: Ronaldo Mazza

A defensora pública-geral do Estado, Maria Luziane de Castro, conta que o projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) desde 2025, quando foram visitadas quatro escolas públicas estaduais para dialogar com os alunos sobre a questão da violência.

“Os estudantes produziram desenhos a partir das palestras e também das suas experiências pessoais. Intitulada “Desenhos que Falam”, a exposição é marcante e promove a reflexão sobre o tema. A violência doméstica não afeta somente a mulher; seus impactos se estendem a toda a família e à sociedade. É profundamente impactante observar como uma criança ou adolescente percebe os efeitos da violência em seu lar”, disse Maria de Castro.

A defensora destaca que as imagens expõem a realidade vivenciada por muitos e os seus efeitos geram um impacto considerável nas crianças.

“Infelizmente, observamos que a violência pode, por vezes, ser reproduzida, levando adultos a replicar o mesmo padrão. Por isso, procuramos trabalhar com as crianças, visando romper esse ciclo de violência. Nossa expectativa hoje é transformar essa realidade, conscientizando crianças, jovens e adolescentes de que a violência doméstica não traz benefícios, apenas consequências negativas. Através deste trabalho, almejamos concretizar nosso desejo de um estado livre da violência doméstica”, apontou a defensora pública.

A subprocuradora da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa, procuradora Francielle Brustolin, lembrou que o projeto já foi exposto no Fórum Cível de Cuiabá e mostra a ótica da criança, do adolescente, que sofre esse tipo de agressão.

“É extremamente importante a gente trazer esses desenhos impactantes para gerar não só a discussão da pauta, mas também a autorreflexão de cada um. A Assembleia está de parabéns por ter trazido esse projeto aqui para o nosso saguão e que todos venham visitar. É impactante ver essas obras que mostram um sentimento de revolta, porque eles falam muito através dos desenhos”, destaca.

A exposição conta com obras de alunos de quatro escolas estaduais: Escola Estadual Rodolfo Augusto Trechaud Curvo, Escola Professor Wilson Mesquita de Oliveira, Escola Hernandi Mauricio Baracatt de Arruda e Escola Dr. Hélio Palma de Arruda.

Comissão cobra revisão de demissões no Samu e amplia debate sobre atendimento pré-hospitalar

 

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso deliberou, nesta quarta-feira (22), o encaminhamento de cinco pontos relacionados à demissão de 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na Baixada Cuiabana. Entre as medidas estão o pedido de revisão das demissões, esclarecimentos sobre a desativação de unidades e a ampliação do debate sobre a cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Samu e o Corpo de Bombeiros.

De acordo com o presidente da comissão, deputado Dr. Eugênio (Republicanos), o governo deve rever a demissão dos 56 profissionais do Samu desligados em março. Outro ponto discutido é entender por que cinco unidades  foram desativadas (não estão em funcionamento), além de incluir o serviço no debate de cooperação técnica junto à SES, visando à efetivação do atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso.

Durante a votação do encaminhamento, mais duas sugestões foram apresentadas à votação. O deputado Paulo Araújo (Republicanos) sugeriu colocar no debate a convocação do concurso público para a categoria. Já o deputado Lúdio Cabral (PT), que está em licença, propôs que a comissão discuta com o Ministério da Saúde, na próxima terça-feira (28), as possíveis renovações dos contratos das 56 demissões dos profissionais do Samu.  

“Nós queremos as renovações imediatas dos contratos dos 56 profissionais demitidos pelo estado. Está claro que o trabalho da atenção pré-hospitalar em Mato Grosso está desfalcado com a ausência desses profissionais especializados e qualificados em campo. É preciso sair daqui com uma posição sobre a renovação do contrato desses profissionais e discutir essas demissões com o Ministério Saúde”, disse Cabral.   

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

O secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, que está à frente da pasta há 20 dias, afirmou que existe um termo de cooperação técnica entre a SES e o Corpo de Bombeiros Militar na ampliação do serviço de atendimento pré-hospitalar no estado. Esse debate, segundo ele, começou em junho do ano passado. “A cooperação vem para aumentar a cobertura, melhorar o serviço, principalmente nos municípios do interior, onde não tem Samu”, explicou o secretário.

Melo afirmou ainda que o serviço está presente em 24 municípios e que existe um projeto de ampliação para outros 28, representando quase 60% dos municípios que não têm atendimento pré-hospitalar. “Com a cooperação com o Samu, a gente passa a aumentar bem essa cobertura, porque a gente padroniza tanto o comando do pré-hospitalar assim como também os tempos de resposta”, disse o secretário.

Em relação aos 56 profissionais demitidos, o secretário Juliano Melo afirmou que hoje há 38 contratos ainda pendentes e que os restantes já foram renovados em outras unidades e até mesmo no Samu. “Isso muda todo dia. Nossa proposta foi o de conciliação e que atenda a necessidade do SES”, disse o secretário.

Melo explicou que a cooperação à Baixada Cuiabana saiu de 12 unidades de atendimento pré-hospitalar para 25. “Nós aumentamos em quase 40% o número de atendimento e a abrangência de cobertura, como era para ser feito há muitos anos e que agora permite fazer”, disse o secretário.

O primeiro-secretário da ALMT, Dr. João (MDB), afirmou que “onde tudo está funcionado, chega alguém que inventou a roda e quer mudar tudo. Ninguém é contra o trabalho do Corpo de Bombeiros na saúde. Em Tangará da Serra trabalham 14 médicos, onde sete vão para a rua e outros sete ficam na base. Eles têm experiência de atendimento de emergência. Lá o Bombeiros com o Samu é maravilhoso. Será que o Samu em Cuiabá é um entrave na Baixada Cuiabana? Se tirar o Samu, o governo federal vai continuar ajudando? ”, questionou Dr. João. 

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), Carlos Mesquita, afirmou que “parece que a saúde de Mato Grosso está uma maravilha”. Segundo ele, a cobertura por município é diferente por cobertura populacional. 

“Quando foi instalado o Samu, foi dado prioridade onde tinha maior quantidade da população, se alguém é culpado de o Samu não atingir todos os municípios é do governo do estado. Durante sete anos, o governo teve a oportunidade de fazê-lo, mas não o fez. A população de Cuiabá e Várzea Grande estão sendo penalizadas pela falta de pessoal. Hoje, 56 profissionais do Samu foram descartados pelo governo”, explicou Mesquita.  

Para a enfermeira Patrícia Ferreira, nos últimos sete anos, o Samu foi sucateado pelo governo do estado, principalmente em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ela, em julho de 2025, tinha 12 unidades (ambulâncias), já em janeiro esse número chegou a oito unidades. 

“Mas em março deste ano, o governo demitiu 56 profissionais e  haveria uma lista de apenas dez contatados que seriam renovados. Com isso, ficou impossível atender a população. Isso sem contar na redução de investimentos no setor. Nesse ínterim, houve a redução das ambulâncias do Samu e, com isso, aumento dos serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros”, afirmou Ferreira.

A deputada Janaina Riva (MDB) afirmou que a Assembleia já tem entendimento consolidado sobre a necessidade de preservar o Samu e reforçou que a discussão deve ser técnica e não política. “A população não quer saber se é Samu ou Bombeiros. Ela quer ser atendida e com qualidade na hora que precisar. Essa é a discussão que precisa ser feita”, concluiu a parlamentar.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) empossou, nesta quarta-feira (22), o enfermeiro Dejamir Soares (PSDB) como deputado estadual. Ele assume a vaga deixada pelo deputado licenciado Juca do Guaraná (PSDB).

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) empossou, nesta quarta-feira (22), o enfermeiro Dejamir Soares (PSDB) como deputado estadual. Ele assume a vaga deixada pelo deputado licenciado Juca do Guaraná (PSDB).

Em seu discurso de posse, Dejamir Soares fez um resgate de sua trajetória pessoal e profissional, destacando a origem humilde, a influência familiar e a atuação no movimento sindical.

“Minha história começa com muita luta. Venho de uma família simples, de base da Igreja Católica, com seis filhos criados com muito esforço. A política sempre esteve presente na minha família, uma família de luta”, relembrou.

Também enfatizou sua formação e experiência na área da saúde e criticou a dificuldade de acesso a exames  no estado, que segundo ele, compromete o tratamento dos pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não adianta consultar se o exame demora anos. Sem diagnóstico, não há tratamento”, resumiu.

Ele relatou que filas para tomografia e ressonância podem chegar a três anos e contou que vai apresentar um projeto de lei após ver um paciente morrer sem diagnóstico.

“Uma mãe me disse que o filho morreu esperando a ressonância. Isso me marcou”, disse.

De acordo com Soares, a proposta prevê prazo de até 60 dias para realização dos exames e, caso não haja oferta na rede pública, o atendimento deverá ser feito na rede privada, custeado pelo Estado.

Sua posse foi marcada por discursos que destacaram a representatividade da área da saúde no Parlamento. O deputado Dr. João (MDB) ressaltou a importância da chegada de um profissional da enfermagem à Casa de Leis.

“Eu, como membro da saúde, médico, fico muito feliz de termos a enfermagem representada neste Parlamento. É um reforço importante para as pautas da saúde”, afirmou Dr. João.

O deputado Chico Guarnieri (PSDB) também deu boas-vindas ao novo colega e destacou sua preparação.

“Você é uma pessoa preparada e representa muito bem a categoria da enfermagem. A Assembleia ganha com a sua chegada, e tenho certeza de que contribuirá muito com pautas importantes para Mato Grosso”, pontuou.

Presidindo a sessão, Wilson Santos (PSD) fez uma homenagem à trajetória familiar do novo parlamentar.

“Depois de mais de 90 anos de luta, sua família teve hoje o privilégio de ver seu filho sendo ungido pela sociedade mato-grossense e fazendo história no Parlamento estadual”, declarou.

O suplente de deputado Alex Sandro (Republicanos) também participa do rodízio na ALMT assumindo a vaga do deputado licenciado Diego Guimarães. 

Procuradoria da Mulher reforça compromisso com proteção e autonomia feminina em inauguração de oficina de costura em Penitenciária

 

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), representada pela procuradora Francielle Brustolin, participou, na manhã desta quinta-feira (23), da inauguração da Oficina de Costura Escola Ana Maria do Couto May, instalada nas dependências da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A estrutura foi criada para ampliar as oportunidades de trabalho e qualificação profissional para mulheres privadas de liberdade, fortalecendo o processo de ressocialização e preparando-as para o retorno à sociedade.

Durante a solenidade, a procuradora da ALMT Francielle Brustolin destacou que a presença da Procuradoria da Mulher reforça o compromisso da Assembleia Legislativa com políticas públicas voltadas à proteção, capacitação e autonomia feminina.

Ela ressaltou que muitas mulheres privadas de liberdade vivenciaram situações de violência e exclusão social antes de ingressarem no sistema prisional, o que reforça a importância de iniciativas que ofereçam qualificação e independência financeira.

“Essas mulheres muitas vezes são invisíveis aos olhos da sociedade. A ressocialização passa pela capacitação e pela oportunidade de vislumbrar um futuro. Quando elas saem com uma profissão, têm mais condições de recomeçar e construir uma nova história”, afirmou.

A procuradora também destacou que a Assembleia Legislativa tem atuado de forma integrada com outros órgãos na rede de enfrentamento à violência contra a mulher e no acolhimento às vítimas.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

“A Assembleia saiu da condição de espectadora e hoje está na linha de frente do enfrentamento à violência contra a mulher. Estamos de portas abertas para acolher, orientar e encaminhar essas mulheres na busca pelos seus direitos. Participar de iniciativas como essa é fundamental para que a sociedade receba essas mulheres realmente ressocializadas”, concluiu.

A oficina conta com uma estrutura de mais de 1.000 m², com 91 máquinas de costura adquiridas pela Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária (SAAP), em um investimento total de R$ 6.889.385,20. O espaço possui área de produção, estoque de matéria-prima e de produtos finalizados, além de refeitório e área de descanso. A jornada de trabalho será de oito horas diárias, e o projeto prevê a oferta de 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas.

 A iniciativa da oficina é do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), com a execução da Fundação Nova Chance (Funac). Já a capacitação profissional das reeducandas foi realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), responsável pela formação técnica das participantes.

 Durante o evento, também foram entregues certificados para 20 reeducandas que concluíram o curso de formação para operar as máquinas de costura. Quatro delas não estiveram presentes na cerimônia porque receberam alvará de soltura após concluírem a capacitação, o que demonstra o avanço no processo de reintegração social dessas mulheres.

 De acordo com o secretário de Justiça, Valter Furtado Filho, o trabalho é um dos principais caminhos para a ressocialização.

 “Eu acredito que não existe ressocialização sem trabalho. Essa iniciativa oferece dignidade e oportunidade para que essas mulheres saiam daqui com uma profissão e preparadas para o mercado de trabalho”, afirmou.

 Segundo ele, o projeto deverá ser ampliado para outras unidades prisionais do estado, inclusive no interior, garantindo que mais pessoas privadas de liberdade tenham acesso à qualificação profissional e oportunidade de renda.

 A oficina será responsável pela produção de uniformes escolares para a rede estadual de ensino, contribuindo para a redução de custos para o governo e fortalecendo a política de reinserção social por meio do trabalho.

 O presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles, explicou que o projeto prevê a fabricação inicial de 110 mil peças de vestuário em um período de seis meses, além da possibilidade de expansão para outras demandas, como uniformes para creches, unidades de saúde e órgãos públicos.

 Ele destacou que a iniciativa reúne os principais pilares da ressocialização. “Para existir, de fato, a ressocialização, precisamos de trabalho, estudo, religião e família. Aqui, as mulheres terão capacitação profissional, remuneração e também a remissão de pena, o que fortalece a reconstrução da vida delas e de suas famílias”, disse Winkler.

 A procuradora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Josane Carvalho, destacou que a qualificação profissional é uma ferramenta essencial para transformar vidas e fortalecer a reinserção social.

 Ela ressaltou que a maioria das mulheres privadas de liberdade é composta por mães e que a oportunidade de trabalho e capacitação contribui diretamente para a reconstrução dos vínculos familiares e para a redução da reincidência criminal.

A diretora da Penitenciária Feminina, Keily Marques, ressaltou que a oficina representa a realização de um sonho e abre novas perspectivas para as mulheres que desejam mudar de vida.

 “Estamos oportunizando capacitação e certificação para que elas possam, quando saírem do cárcere, reintegrar-se à sociedade de forma digna, com uma profissão e condições de sustentar suas famílias”, destacou.

 Ela explicou que a participação no projeto é voluntária e que as primeiras 20 reeducandas certificadas atuarão como multiplicadoras, auxiliando na formação de novas participantes.

 Uma das beneficiadas pelo curso, a reeducanda Renata dos Santos, de 39 anos, afirmou que a capacitação representa uma nova chance de recomeço e de construção de um futuro diferente.

 “Saindo daqui, é muito importante já ter aprendido uma profissão. A gente passa a ter uma oportunidade de trabalhar lá fora, de seguir um caminho melhor e não voltar mais para um lugar desse. Eu pretendo continuar na costura e construir uma nova história”, relatou.

CST avança na construção de fluxo para atendimento a emergências em saúde mental

 

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A Câmara Setorial Temática da Saúde Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou, nesta segunda-feira (27), reunião ordinária para discutir a proposta de fluxo de atendimento às emergências e crises em saúde mental na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), contemplando os públicos adulto e infanto-juvenil.

 O objetivo foi avançar na construção de protocolos que orientem o atendimento de pacientes em situação de crise, especialmente nos casos que envolvem urgência e emergência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), unidades hospitalares e demais pontos da rede.

 Durante a reunião, foram apresentados dados sobre a estrutura existente e a atuação das UPAs, destacando a necessidade de integração entre os serviços e a importância de protocolos para dar mais segurança aos profissionais e garantir atendimento adequado aos pacientes. Também foram detalhadas informações sobre a oferta de leitos em UPAs 24 horas em Mato Grosso.

 Ao todo, o estado conta com 166 leitos de observação e 45 leitos de urgência distribuídos nas unidades. Cuiabá, por exemplo, possui quatro UPAs de porte III, somando 60 leitos de observação e 16 de urgência, enquanto Várzea Grande conta com uma UPA III, no Ipase, e uma UPA I, totalizando 26 leitos de observação e sete de urgência. As informações constam na Portaria nº 0646/2025/SES.

 Os participantes destacaram que a quantidade de unidades e leitos ainda é considerada baixa diante da dimensão territorial de Mato Grosso e do tamanho da população atendida, o que reforça a necessidade de ampliar a estrutura e melhorar a organização da rede de atendimento.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

 Segundo o deputado Carlos Avallone, a Câmara tem acompanhado relatos de ambulâncias circulando com pacientes em crise sem conseguir atendimento imediato. Ele destacou que a intenção não é apontar culpados, mas identificar os problemas e construir soluções com apoio técnico.

 “Na realidade, nós estamos falando do fluxo de urgência e emergência. Temos acompanhado muitos casos de ambulâncias rodando com pessoas em crise, sem ter quem receba. Existe lugar para ser recebido, que são as UPAs, mas, às vezes, isso não acontece porque estão lotadas, porque falta qualificação ou porque falta capacitação. Então, nós precisamos criar um fluxo”, afirmou.

 Avallone também ressaltou que já existem propostas em andamento pela Prefeitura de Cuiabá e pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que poderão ser analisadas e validadas pela Câmara Setorial.

 O coordenador de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Matheus Ricardo Souza, explicou que a proposta busca organizar o percurso do paciente dentro da rede, considerando os diferentes níveis de atendimento.

 “O principal objetivo dessa reunião é articular o percurso desse paciente quando ele estiver em situação de crise e precisar de uma atenção especializada e de uma resposta rápida. A ideia é facilitar a assistência e o acesso à saúde nessas condições, tanto para o público infantil e juvenil quanto para o público adulto”, afirmou.

 O parlamentar reforçou que a presença de diferentes instituições na Câmara Setorial fortalece a construção de uma proposta conjunta. “Quando se tem um fluxo aprovado por psicólogos, psiquiatras, Ministério Público, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, Estado e municípios, fica muito mais fácil fazer com que ele seja cumprido”, disse.

 Para Avallone, a Câmara Setorial tem o papel de reunir especialistas, apoiar tecnicamente os municípios e viabilizar recursos quando necessário. “Criticar é fácil. O mais difícil é estudar, conhecer o caminho, chamar as pessoas para ajudar e colocar o recurso no lugar certo. É isso que estamos fazendo. A Câmara está aqui para ajudar a saúde mental a atender a população que mais precisa, porque ela está sofrendo muito”, concluiu.

 Como encaminhamento, ficou acordada a formação de um grupo técnico para acompanhar a construção de fluxos e protocolos. O trabalho deverá orientar a atuação das unidades envolvidas e melhorar a articulação entre os serviços.

 A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), de profissionais de saúde e da equipe técnica da ALMT.