Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Das ruas ao Shopping Popular de Cuiabá: "Essa história, eu vivi" Wilson Santos *

 

Foto: ALEXANDRE ALVES ALONSO

Quando eu olho para o Shopping Popular de Cuiabá, hoje com 31 anos de história, eu não enxergo apenas uma estrutura física, sobretudo depois de tudo o que foi enfrentado, com alagamentos que ocasionou em perdas de mercadorias e um incêndio de grandes proporções que destruiu praticamente toda a edificação. Eu vejo uma trajetória construída com muito esforço, marcada por luta, perdas, resistência e recomeços. E posso afirmar com convicção: essa história, eu vivi.

 Essa caminhada começa muito antes de 1995. Ela nasce ainda no início da década de 80, quando Cuiabá enfrentava um intenso processo de crescimento populacional. A cidade recebia migrantes de várias regiões do país, como Paraná, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Espírito Santo, entre outros. Muitos deles, sem qualificação profissional e acesso ao mercado formal.

 Sem oportunidades, essas pessoas encontraram no comércio ambulante uma forma de sobrevivência. Foi assim que as praças e ruas centrais de Cuiabá - como a Praça da República, Alencastro, Ipiranga, Maria Taquara, Bispo Dom José, Porto e outras - passaram a ser ocupadas de forma desordenada por barracas, carrinhos e vendedores informais. Era uma realidade social dura.

 Esses trabalhadores enfrentavam sol, chuva, fiscalização e, muitas vezes, repressão por parte dos fiscais da prefeitura e policiais militares. Houve apreensões de mercadorias, denúncias de violência e extorsão e situações de confronto. Muitos eram tratados como marginais, quando, na verdade, buscavam apenas trabalhar de forma honesta para o seu sustento e de sua família.

 Ao mesmo tempo, havia pressão do comércio formal que pagava impostos, se sentiam prejudicados e via naquela atividade uma concorrência desleal. A própria população também cobrava a desocupação dos espaços públicos. E eu entendia que este desafio não se tratava apenas de organizar a situação. Era preciso respeitar aquelas pessoas que eram pais e mães de família, trabalhadores da economia informal, sem carteira assinada, sem décimo terceiro, sem qualquer segurança.

 Vale lembrar que, em 1982, surgiu a primeira tentativa de organização com a criação da Associação dos Vendedores Ambulantes de Mato Grosso. Era o início de uma construção coletiva. Dois anos depois, começou a ganhar força a ideia de um “camelódromo” que seria um centro popular de compras que pudesse organizar a atividade e reduzir os conflitos urbanos.

 Na primeira gestão do prefeito Dante de Oliveira, no ano de 1986, foi criado um decreto que instituiu a Comissão de Recuperação da Área Central e do Porto. O objetivo era reorganizar o centro da cidade, preservar o patrimônio histórico e disciplinar o comércio ambulante. Naquele momento, eu atuava como coordenador da Secretaria Municipal de Serviços Públicos da Prefeitura de Cuiabá. Convocamos os vendedores ambulantes para dialogar. Houve resistência. Muitos não queriam sair das ruas, porque dali vinha o sustento. Ao mesmo tempo, comerciantes formais chegaram a ameaçar greve.

 

Em 1987, um levantamento identificou cerca de 270 ambulantes no centro. Diante disso, conduzimos um amplo estudo socioeconômico que durou cerca de oito meses e identificou aproximadamente 400 trabalhadores. Fizemos o cadastramento, fomos até as casas, conhecemos a realidade de cada um. Identificamos quem realmente vivia daquele trabalho e começamos a criar um modelo mais justo. Implantamos o uso de jaleco, crachá e carrinhos padronizados. Foi a primeira organização efetiva do comércio ambulante em Cuiabá - com respeito e sem injustiças. 

 Mas esse avanço não teve continuidade. O motivo deve-se a mudança de gestão municipal, em que o grupo político que assumiu - não conseguiu encontrar uma solução ao comércio informal. Nos anos seguintes, o número de ambulantes voltou a crescer de forma desordenada e chegaram a ser classificados como “clandestinos”. Em 1992, o centro já estava novamente tomado, com forte presença de comércio informal, inclusive de produtos vindos do Paraguai – que eram denominados de ‘muambas’.

 Em 1993, com o retorno de Dante de Oliveira à Prefeitura – no segundo mandato, eu fui chamado novamente, desta vez para ocupar o cargo de secretário de Serviços Públicos, com a missão de reorganizar o centro. Iniciamos a “Operação Limpa Centro”. Suspendemos novas concessões para barracas, quiosques e pontos comerciais e iniciamos um novo recadastramento. E ali retomamos esse capítulo com mais maturidade e uma compreensão mais profunda: não bastava organizar - era preciso criar uma solução definitiva. Foi nesse momento que nasceu a ideia do Shopping Popular. 

 Em 27 de agosto de 1993, começamos esse trabalho. O objetivo era identificar quem realmente dependia da atividade para sobreviver. Eu já era deputado estadual, mas deixei o mandato para assumir a missão de conduzir esse processo e foi uma das tarefas mais desafiadoras que já enfrentei na vida pública. Tivemos que recomeçar do zero. Lidamos com conflitos, interesses divergentes e muitas distorções. Haviam trabalhadores com vários pontos e outros que não tinham nenhum. Foi preciso fazer justiça social e com responsabilidade. E assim, enfrentamos a resistência.

 Naquele período, também investimos em infraestrutura básica para o comércio popular, como banheiros, bebedouros e telefones públicos. Mas, somente, em 10 de outubro de 1994, anunciamos oficialmente o início da obra do Shopping Popular, inicialmente chamada de “Shopping das Mangueiras”. A construção começou no mês seguinte, no bairro Dom Aquino, em uma área de aproximadamente 1.152 metros quadrados.

 Havia limitações financeiras. Inclusive, naquele momento, a própria gestão reconhecia que não conseguiria concluir toda a estrutura. Muitas vezes, foi preciso improvisar, buscar alternativas, contar com a boa vontade e o esforço coletivo para não deixar o projeto parar. Mesmo assim, seguimos.

 No dia 23 de abril de 1995, foi realizada a transferência dos vendedores ambulantes para o novo espaço. Foi um momento histórico, mas também difícil. Muitos não queriam sair do centro. Havia medo e insegurança. Enquanto isso, os lojistas comemoravam a desocupação das ruas, os trabalhadores informais iniciavam uma nova etapa, ainda com estrutura limitada.

 Ao longo dos anos, novos desafios surgiram. Em 2004, problemas de drenagem provocaram alagamentos constantes, causando prejuízos e obrigando muitos comerciantes a recomeçarem várias vezes. Mesmo assim, não desistiram.

 Em 2009, já como prefeito de Cuiabá, retomei essa pauta com foco na modernização do Shopping Popular. Esse processo resultou, em julho de 2015, na inauguração de uma nova estrutura, consolidando o espaço como referência e transformando antigos camelôs em empreendedores formalizados. Mas, a história ainda reservava mais um grande desafio.

 Em julho de 2024, um incêndio destruiu toda a estrutura do Shopping Popular. Mais de 600 famílias foram diretamente afetadas. Todos praticamente perderam tudo. E, mais uma vez, eu vi aquilo que sempre marcou essa trajetória: a capacidade de recomeçar. Sem nenhum recurso público, os próprios comerciantes iniciaram a reconstrução com investimento estimado a R$ 60 milhões. Hoje, mais de 70% da obra já está concluída com recursos próprios dos associados. 

 Ainda se fazia necessária mais recursos para concluir a obra. Diante dessa realidade, procurei o presidente da associação, Misael Galvão, e juntos levamos essa demanda ao Governo do Estado. Apresentamos não apenas um pedido, mas a prova concreta do esforço já feito - uma obra avançada, construída com o suor dos próprios trabalhadores e que precisava de apoio para chegar à sua etapa final.

 Inicialmente, tentamos viabilizar uma doação por parte do Estado, mas isso não foi possível juridicamente, já que se trata de uma entidade privada. Foi então que construímos uma alternativa legal: um financiamento. Assim, todo o projeto para garantir os recursos foi estruturado e elaborado pela própria Desenvolve MT – pertencente ao Governo de Mato Grosso.

 Logo, a gestão estadual encaminhou o projeto de lei à Assembleia Legislativa, no dia 22 de abril, solicitando a autorização para essa operação. A mensagem do governo veio no sentido de garantir até R$ 15 milhões para a conclusão da obra - um recurso essencial para finalizar a estrutura com qualidade. E de forma unânime, todos os deputados estaduais aprovaram a proposta.

Esse avanço representa muito mais do que um investimento financeiro. Representa o reconhecimento de uma história construída sem privilégios, sem facilidades e, até aqui, sem dinheiro público na reconstrução. E ao longo de mais de quatro décadas, eu acompanhei essa trajetória de perto. Vi o início dos ambulantes nas ruas, os conflitos, a organização, a construção do shopping, os desafios estruturais, as perdas e os recomeços.

 O Shopping Popular é o símbolo de um povo que saiu das ruas, enfrentou dificuldades, resistiu às adversidades e construiu, com as próprias mãos, um caminho de dignidade. E eu posso dizer, com toda convicção: Eu estive presente em cada etapa dessa caminhada.

 Essa história, eu vivi.

*Wilson Santos é deputado estadual pela ALMT.

A liberdade de escolher o que consumir não pode depender dos olhos de outros *Max Russi, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

 

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Para muitos, são apenas pequenos pontos numa superfície. Para milhões de pessoas cegas ou com baixa visão, esses pontos representam liberdade, autonomia e dignidade.

O Sistema Braille é uma das maiores conquistas da humanidade no campo da inclusão. Durante séculos, pessoas cegas viveram à margem do conhecimento, dependentes da boa vontade de terceiros ou completamente excluídas dos processos educacionais. A escrita, que impulsionou a evolução da civilização, simplesmente não lhes pertencia.

Foi nesse cenário que o jovem francês Louis Braille transformou essa realidade em 1825. Com um sistema baseado em seis pontos, abriu as portas do conhecimento e da autonomia. Não era apenas sobre ler. Era sobre pensar, criar e decidir.

Em tempos de tecnologia avançada, muitos questionam a relevância do braille. A resposta é simples: nenhuma inovação substitui seu papel na alfabetização e na formação crítica. Ouvir não é o mesmo que ler. O domínio da escrita estrutura o pensamento e forma o cidadão. Negar o braille é limitar o desenvolvimento da pessoa cega. Promovê-lo é garantir cidadania plena.

Em Mato Grosso, a Lei Estadual 11.100/2020, de minha autoria, representa um avanço concreto nessa direção. A legislação obriga bares, hotéis e restaurantes a disponibilizarem cardápios em braille para clientes com deficiência visual.

Pode parecer simples. Mas não é. Escolher um prato sem depender de ninguém é algo corriqueiro para a maioria. Para quem não enxerga, pode ser um obstáculo real. A lei não trata apenas de acesso à informação. Trata de autonomia, privacidade e pertencimento. Ela garante o direito de decidir por si, sem constrangimento, sem exposição desnecessária.

A Lei 11.100 também cumpre um papel pedagógico. Ela obriga o setor privado a reconhecer uma realidade que, por muito tempo, foi ignorada. Quando um estabelecimento se adapta, não está apenas cumprindo uma obrigação. Está afirmando que aquele espaço é, de fato, para todos. A ausência dessa adaptação escancarou um problema estrutural: a invisibilidade das pessoas com deficiência no planejamento do espaço coletivo.

Criar a lei é o primeiro passo. O verdadeiro desafio está na efetividade. Fiscalizar, conscientizar e garantir o cumprimento são medidas essenciais para que o direito não fique apenas no papel.

Inclusão não se constrói com discursos, mas na prática, nas atitudes e no respeito ao outro.

Aqueles pequenos pontos em relevo carregam algo imensurável, a possibilidade de enxergar o mundo com as próprias mãos.

Garantir isso não é favor. É dever. É humanidade.

*Max Russi, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Dr. João e Comissão de Saúde reforçam defesa do Samu e trazem ministério para apurar denúncias em MT

 

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), voltou a reforçar sua atuação em defesa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso, após a realização de uma visita técnica da direção nacional do serviço e do Ministério da Saúde em Cuiabá. A inspeção ocorreu na quinta-feira (23), com passagem pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), para apurar denúncias de possível desmonte no atendimento pré-hospitalar no estado.

 A apuração foi motivada por denúncias formalizadas em documento encaminhado pela Comissão de Saúde da ALMT e pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma-MT), além de relatos divulgados pela imprensa e da mobilização de parlamentares. Entre os principais nomes que vêm cobrando esclarecimentos e buscando uma solução para o impasse está Dr. João, que recebeu por duas vezes em seu gabinete os servidores do Samu que tiveram os contratos encerrados.

 Desde o início da crise, o parlamentar se comprometeu a lutar tanto pelos profissionais quanto pela manutenção e fortalecimento do serviço. Para ele, a defesa do Samu não é apenas uma pauta administrativa, mas uma necessidade concreta para preservar o atendimento à população.

 “Fortalecer o Samu é, acima de tudo, proteger vidas e reafirmar o compromisso com o acesso universal e integral à saúde”, afirmou Dr. João.

 A comitiva técnica enviada pelo Ministério da Saúde foi formada por Felipe Reque, coordenador-geral de Urgência do ministério, pela enfermeira Nicole Braz, da Coordenação-Geral de Urgência, e por Justiniano Neto, coordenador-geral do Sistema Nacional de Auditoria. O grupo avaliou a estrutura do serviço, os veículos e as condições de funcionamento do sistema responsável pelo atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso.

 O objetivo da equipe é consolidar um relatório técnico sobre a situação do Samu no estado, diante das mudanças anunciadas pelo Governo de Mato Grosso e das denúncias de enfraquecimento da rede. A expectativa é que, na próxima semana, o diretor do ministro da Saúde também venha ao Estado para tratar diretamente do tema, após as discussões sobre a possível substituição do Samu pelo Corpo de Bombeiros.

 Ao longo do debate, Dr. João tem deixado claro que não faz oposição ao trabalho dos bombeiros no atendimento de urgência, mas defende que qualquer mudança seja construída com responsabilidade, sem enfraquecer o Samu. O parlamentar cita como exemplo o modelo adotado em Tangará da Serra, onde Samu e Corpo de Bombeiros atuam de forma harmônica no atendimento pré-hospitalar.

 Na avaliação do deputado, esse deve ser o caminho em Mato Grosso: integração entre as forças de atendimento, e não substituição de um serviço por outro. Para ele, o Estado precisa buscar equilíbrio técnico, diálogo institucional e foco na proteção da população.

 A mobilização em torno do tema deve ganhar novo capítulo na próxima terça-feira (28), quando está prevista uma reunião envolvendo a Comissão de Saúde da ALMT, representantes do Ministério da Saúde e outros órgãos, para debater a situação do Samu, os contratos encerrados e os rumos do atendimento de urgência em Mato Grosso.

Deputado Alex Sandro defende o combate de violência doméstica e o apoio a empréstimo ao Shopping Popular

 

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

 O pastor Alex Sandro (Republicanos) assumiu novamente o cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) durante a sessão plenária da última quarta-feira (22).  

 Essa é a segunda vez que o deputado assume vaga no Legislativo e, durante seu mandato, ele pretende apresentar indicações e projetos de lei voltados para jovens, combate à violência doméstica e  saúde.

 Durante seu discurso na tribuna, o parlamentar falou que Mato Grosso tem alcançado números alarmantes de violência doméstica, e que o Legislativo precisa trabalhar para defender a família.  

 Segundo o deputado, o trabalho na formação dos jovens e adolescentes contribui para que a violência doméstica não se torne algo normal na vida daqueles que um dia foram vítimas.  

 "Quando falamos de sociedade, falamos de família, do cidadão de bem, falamos da proteção desses, e essa proteção da família contra violência começa na formação dos nossos jovens e adolescentes. Precisamos usar o Poder Legislativo, o Poder Executivo, Poder Judiciário, tudo o que temos em mãos para dar a essas pessoas condições de vencer a violência, e tirar o nosso estado desse ranking negativo que tem sido a violência doméstica, contra mulheres e crianças. Vamos trabalhar muito para que essa bandeira seja defendida e alcançada por todas as famílias", disse o parlamentar.  

 Empréstimo ao Shopping Popular - Ainda durante a sessão, foi votado e aprovado por unanimidade, em primeira votação, o projeto do Poder Executivo que autoriza o financiamento de até R$ 15 milhões para a Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), de Cuiabá, para conclusão da obra do espaço que foi completamente destruído por um incêndio em 2024.  

 O deputado reforçou o apoio ao projeto e ressaltou o esforço dos trabalhadores, que, mesmo diante de tantos desafios, não desistiram de seus sonhos.

 "Ressalto a importância do apoio do Legislativo a esses trabalhadores que dependem direta e indiretamente do Shopping Popular, e que classifico como resilientes. Porque passaram pelo que passaram, e estão firmes lutando por dias melhores. Quando a população ganha, toda Casa ganha", disse Alex Sandro.  

 "Estamos aqui para representar e falar por esses trabalhadores que muitas vezes não têm voz e, se preciso, vamos acampar no Palácio Paiaguás e pedir por Justiça", concluiu.

Violência nas escolas é tema de seminário na Assembleia

 A deputada suplente Sheila Klener é autora da lei que instituiu abril como mês de conscientização sobre a violência nas escolas

A deputada suplente Sheila Klener é autora da lei que instituiu abril como mês de conscientização sobre a violência nas escolas

Foto: Helder Faria

A suplente de deputada estadual Sheila Klener (PSDB) promoveu, na última quinta feira (23), em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o apoio do deputado estadual Carlos Avallone, o Primeiro Seminário Mato-Grossense de Combate à Violência nas Escolas.

O evento teve como objetivo fortalecer ações previstas na Lei 13.172, de autoria da parlamentar, que institui o mês de abril como o Mês Estadual de Combate à Violência nas Escolas.

A iniciativa reuniu especialistas e autoridades para debater o aumento dos casos de violência no ambiente escolar. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as agressões entre estudantes dobraram nos últimos anos, atingindo adolescentes de 13 a 17 anos, tanto de escolas públicas quanto privadas.

A programação incluiu palestras com representantes de órgãos e instituições de segurança pública, ampliando o debate e buscando soluções para enfrentar o problema em todo o estado.

 

Confira a matéria completa no áudio abaixo.

ALMT homenageia personalidades com comendas, títulos e moções de aplausos

 

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (23), sessão solene para homenagear personalidades que contribuem de forma expressiva para o desenvolvimento do estado. A cerimônia, proposta pelo deputado estadual Faissal Calil (PL), reuniu autoridades, familiares e convidados que superlotaram as dependências do Plenário das Deliberações Renê Barbour.

Ao todo, foram entregues 12 comendas, 18 títulos de cidadão mato-grossense e 271 moções de aplausos, contemplando representantes de diversas áreas, como segurança pública, saúde, justiça, empreendedorismo, esporte e atuação social.

Segundo o parlamentar, a iniciativa busca valorizar pessoas que fazem a diferença no estado, incluindo também jovens e crianças que se destacam no esporte.

“É um dia repleto de satisfação, onde recebemos pessoas que se destacaram no meio social. Muitas não são naturais de Mato Grosso, mas já contribuíram muito com o nosso estado. Também homenageamos pessoas que realizaram atos de bravura, servidores públicos, esportistas e representantes de entidades. São pessoas que estendem a mão ao próximo e trabalham pela sociedade. E fazemos questão de incentivar também as crianças, para que pratiquem esporte, se desenvolvam e construam valores para a vida”, destacou Faissal Calil.

Entre as honrarias, a Comenda Filinto Müller foi entregue ao deputado federal José Medeiros (PL).  “Venho de uma família nordestina que chegou a Mato Grosso nos anos 70, enfrentando muitas dificuldades e dependendo dos serviços básicos. Essa vivência me fez entender as lutas das pessoas mais humildes e trabalhar por elas. Estou muito honrado com essa homenagem”.  A Comenda Dante de Oliveira contemplou Erickson Criviley José da Silva e Tatiane Colombo.

Já a Comenda Marechal Rondon foi concedida a dez personalidades, entre elas o empresário Yasser Gilnei Masetti Caldeira Cordeiro, que destacou a emoção ao receber a homenagem.

“É um reconhecimento muito especial por tudo que construímos aqui. Estou em Mato Grosso há 15 anos, atuando em vários setores, e hoje na indústria de pescados. Receber essa homenagem demonstra o carinho pelo nosso trabalho, e isso nos deixa muito honrados”, afirmou Yasser Caldeira.

Além das comendas, 18 personalidades receberam o título de cidadão mato-grossense, reconhecimento destinado àqueles que, mesmo nascidos em outros estados, contribuíram para o crescimento de Mato Grosso.

As 271 moções de aplausos também chamaram atenção pela diversidade de homenageados, incluindo profissionais de diferentes áreas e jovens atletas. Entre eles, a estudante Mariana Carvalho, que pratica hipismo há dois anos e celebrou a conquista.

“Estou muito feliz e orgulhosa. Mesmo com pouco tempo no esporte, é uma conquista muito grande. O hipismo me ajudou muito, principalmente na ansiedade e no equilíbrio. Só tenho a agradecer à minha família, especialmente à minha mãe, que sempre me acompanha”, relatou Mariana.

A juíza cuiabana Tatiane Colombo, com 28 anos de atuação no Judiciário e atualmente na 7ª Vara do Juizado, recebeu a Comenda Dante de Oliveira e destacou o sentimento de honra pelo reconhecimento.

Ela ressaltou que a homenagem tem um significado especial por ser concedida em sua terra natal e por refletir sua trajetória dedicada à Justiça em Mato Grosso desde 1999. A magistrada também afirmou que cada comarca por onde passou deixou memórias marcantes e reforçou a satisfação em servir à população mato-grossense.

“Cada comarca deixou uma lembrança marcante. Poder servir à população de Mato Grosso, sendo também daqui, é uma grande honra”, concluiu a juíza.

Assembleia Legislativa abre pós-graduação própria e reúne servidores em aula inaugural

 

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Escola do Legislativo realizou, na noite desta quinta-feira (23), a aula inaugural da primeira pós-graduação própria da Casa, no auditório Deputado Milton Figueiredo. A abertura oficial reuniu servidores e autoridades e marcou o início da especialização em Gestão Pública, iniciativa que integra a política de valorização e qualificação do quadro funcional do Parlamento estadual.

O primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), destacou o impacto da qualificação no serviço público. “Quando o servidor se capacita, a Assembleia se fortalece e quem ganha é Mato Grosso. Isso reflete diretamente na qualidade da entrega à população”, afirmou. O parlamentar também ressaltou o alto interesse pelo curso, que superou as 50 vagas iniciais e já conta com 79 inscritos.

A secretária de Gestão de Pessoas, Maythana Gomes Rodrigues, atribuiu a procura ao compromisso dos servidores com o desenvolvimento profissional. Segundo ela, a oferta da pós-graduação atende a uma demanda antiga e contribui para a progressão na carreira. “Esse interesse mostra o empenho dos servidores em se qualificar. É um ganho para a Instituição e para o cidadão, que recebe um serviço mais eficiente”, pontuou.

Coordenadora do curso, Ana Paula dos Santos Pereira destacou o simbolismo da primeira turma e o envolvimento dos participantes. “Tínhamos 50 vagas e chegamos a 79 alunos. Isso demonstra que estamos no caminho certo. É um marco para a Assembleia e abre portas para novas formações”, afirmou.

Entre os servidores presentes, o jornalista da Secretaria de Comunicação da ALMT Márcio Moreira ressaltou a importância da formação para o exercício profissional. “Enquanto o jornalismo ensina a fiscalizar, a gestão pública mostra como as coisas funcionam por dentro do Parlamento. Esse conhecimento amplia a compreensão do ciclo das políticas públicas e dá mais segurança técnica para evitar erros de interpretação”, explicou. Segundo ele, a especialização também contribui para fortalecer a transparência e o acesso à informação. “É uma oportunidade de desenvolver uma visão sistêmica, essencial para a democracia”, completou.

A especialização em Gestão Pública é gratuita, voltada exclusivamente aos servidores da ALMT e busca fortalecer a atuação institucional e aprimorar o atendimento à população por meio da qualificação técnica dos profissionais.

Assembleia Legislativa tem semana intensa com debates, sessões e homenagens

 

Foto: Luciano Campbell/ALMT

Com uma agenda diversificada, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promove, ao longo da semana, reuniões ordinárias, audiências públicas e sessões especiais voltadas a temas de interesse social e econômico. Entre segunda (27) e quinta-feira (30), parlamentares discutem pautas como a política de atenção psicossocial, o aumento dos combustíveis e a prestação de contas da saúde estadual, além de realizarem homenagens a cidadãos que contribuíram para o desenvolvimento do estado.

 

Segunda-feira (27)

Às 14 horas, a Câmara Setorial Temática (CST) da Atenção Psicossocial realiza reunião remota e presencial. O evento acontece na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226.

Às 19 horas, o deputado Valdir Barranco (PT) realiza sessão especial para a entrega de títulos de cidadania mato-grossense. O evento será realizado no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

 

Terça-feira (28)

Às 9 horas, está prevista reunião ordinária da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte. O evento está previsto para acontecer na Sala das Comissões Deputado Oscar Soares, 227.

Às 10 horas, a Comissão de Defesa do Consumidor e Contribuinte realiza audiência pública para debater aumento combustíveis em Mato Grosso. A reunião será no auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa. O pedido para o debate foi solicitado pelo deputado Faissal Calil (PL).

A Comissão de Segurança Pública e Comunitária realiza, às 10 horas, reunião ordinária na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226.

Às 14h30, os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR) realizam reunião ordinária presencial e remota na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, 226.

Já às 16 horas, tem reunião ordinária da Comissão de Indústria, Comércio e Turismo. Ela acontece na Sala das Comissões Deputado Oscar Soares, 227.

 

Quarta-feira (29)

Às 9h e às 13h, acontecem duas sessões ordinárias no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour. 

Às 18 horas, a deputada Janaina Riva (MDB) realiza sessão especial para a entrega de homenagens às pessoas que contribuíram com o desenvolvimento e o crescimento de Mato Grosso. O evento está marcado para o Plenário das Deliberações Renê Barbour.

 

Quinta-feira (30)

Às 9 horas, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social realiza audiência pública para debater os Balancetes Financeiros e Orçamentários do 3º quadrimestre de 2025 da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A reunião está prevista para acontecer na sala das Comissão Sarita Baracat, 226. 

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Dr. João (MDB), realiza às 19 horas, a entrega de honrarias a pessoas que contribuíram com o crescimento de Mato Grosso. O evento está marcado para Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

 

Sexta-feira (1)

O dia 1º de maio é feriado nacional (Dia do Trabalhador).

 

A Assembleia informa que a programação está sujeita a alterações ao longo da semana.

ALMT reforça ações de saúde, acolhimento e apoio aos povos indígenas

 Abertura oficial dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, em 2025.

Abertura oficial dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, em 2025.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Garantir atendimento digno e respeitoso às comunidades indígenas tem sido uma das prioridades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que vem ampliando ações voltadas à saúde e à qualidade de vida dos povos originários. 

No dia 19 de abril, quando se celebra o Dia dos Povos Indígenas, o Parlamento estadual reforça essa agenda por meio da atuação da Câmara Setorial Temática (CST) da Saúde Indígena, criada para ouvir as comunidades, articular soluções e acompanhar de perto os desafios enfrentados nas aldeias.

Neste mês, a principal mobilização é o projeto Abril Indígena, iniciativa da CST, que será lançado no dia 28 de abril, às 10h, no Auditório Deputado Milton Figueiredo. A ação solidária busca arrecadar roupas, brinquedos e materiais para melhorar as condições da Casa de Saúde Indígena (CASAI) de Cuiabá.

 As doações poderão ser feitas de 28 de abril até o dia 25 de maio e, para facilitar a participação da população, a Assembleia Legislativa disponibilizou pontos de coleta em suas dependências para o recebimento dos itens.

 A proposta também prevê pequenas reformas e a criação de um espaço de convivência lúdico para crianças indígenas em tratamento de saúde, fortalecendo o cuidado humanizado e a atenção às famílias.

Instalada em julho de 2025, por iniciativa do deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a Câmara Setorial Temática da Saúde Indígena passou a transformar o debate sobre os direitos dos povos originários em uma agenda permanente de escuta, articulação e encaminhamento de soluções voltadas à melhoria das condições de saúde e de qualidade de vida nas comunidades.

Representantes de povos indígenas participam de reunião da CST, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Representantes de povos indígenas participam de reunião da CST, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Foto: Helder Faria

 A iniciativa reúne lideranças indígenas, representantes do poder público, especialistas e entidades da sociedade civil com o objetivo de buscar respostas para desafios relacionados ao acesso à saúde, ao saneamento, à prevenção de doenças e ao atendimento com respeito às especificidades culturais de cada povo.

Para Russi, a atuação da Câmara Setorial demonstra o compromisso do Parlamento em transformar o diálogo com as comunidades em ações concretas. 

“Cuidar da saúde dos povos indígenas é uma responsabilidade que precisa ser assumida com seriedade e respeito. A Assembleia tem buscado ouvir as comunidades e trabalhar para que as demandas apresentadas se transformem em políticas públicas que garantam dignidade e atendimento adequado. Neste mês, quando celebramos o Dia dos Povos Indígenas, reafirmamos nosso compromisso de continuar avançando nessa agenda", afirma.

Balanço - Desde sua criação, a CST da Saúde Indígena vem atuando em diferentes frentes, promovendo visitas às comunidades, reuniões com instituições públicas e acompanhamento das principais demandas apresentadas pelas lideranças indígenas. 

Entre as ações realizadas, estão a promoção de diálogo com órgãos de saúde, assistência social e de controle, além da articulação para fortalecer o acesso aos serviços básicos e melhorar o atendimento nas aldeias.

Uma das iniciativas desenvolvidas foi a articulação com o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (COREN-MT) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para ampliar o acesso a serviços de saúde voltados às mulheres indígenas, garantindo orientação adequada, respeito às tradições e autonomia no cuidado com a saúde.

Reunião da CST da Saúde Indígena, na ALMT.

Reunião da CST da Saúde Indígena, na ALMT.

Foto: Helder Faria

Outra frente importante envolve o debate sobre segurança alimentar nas comunidades indígenas. Nesse contexto, a CST atuou na discussão sobre a qualidade e a adequação cultural dos alimentos distribuídos às famílias, com o objetivo de garantir que os produtos atendam às necessidades nutricionais e respeitem os hábitos alimentares tradicionais dos povos indígenas.

Os trabalhos também têm repercutido na formulação de proposições voltadas ao atendimento mais humanizado das comunidades indígenas. 

A partir dos debates, das demandas apresentadas pelas lideranças e das informações levantadas no âmbito da CST, o deputado Max Russi apresentou a Indicação nº 5099/2025, que solicita à Secretaria de Estado de Saúde a adoção de medidas para garantir atendimento prioritário e sem discriminação às comunidades indígenas. 

A proposta prevê protocolos diferenciados de urgência, capacitação das equipes, presença de intérpretes e de agentes indígenas de saúde nas unidades, além de integração efetiva com os distritos sanitários especiais. O foco é assegurar atendimento adequado, respeitoso e compatível com as especificidades culturais dos povos indígenas em todo o estado.

O parlamentar apresentou ainda a Indicação nº 832/2026, que propõe a criação de um Programa Estadual de Apoio Previdenciário às Comunidades Indígenas. A matéria foi lida e aprovada em votação única durante a 15ª Sessão Ordinária, realizada no dia 25 de março deste ano.

A atuação do grupo também alcançou a juventude indígena, com participação em encontros voltados ao debate sobre saúde mental, prevenção de doenças e fortalecimento da identidade cultural. As discussões destacaram a importância de políticas públicas que considerem as especificidades de cada povo e promovam acolhimento e proteção às novas gerações.

Paloma Alves Velozo, presidente da CST, ressalta que os trabalhos desenvolvidos têm como base o diálogo permanente com as comunidades e o respeito às suas realidades.

“A CST nasceu da necessidade de ouvir os povos indígenas e construir soluções junto com eles. Nosso trabalho é aproximar as instituições das comunidades e buscar respostas reais para desafios que afetam diretamente a vida das famílias. Cada ação realizada representa um avanço na construção de políticas públicas mais sensíveis e eficazes.”

Além das articulações institucionais, a Câmara Setorial promoveu capacitações voltadas aos profissionais que atuam diretamente no atendimento à saúde das comunidades indígenas, fortalecendo a qualificação técnica e a melhoria dos serviços prestados. A iniciativa reforça o compromisso da Assembleia Legislativa com a garantia de um atendimento mais humanizado e eficiente.